Sexta-feira, 22 de maio de 2026 - 07h20

Novas
descobertas científicas nem sempre surpreendem, chocam ou assustam sequer os
conservadores radicais, que sonham com um passado sem retorno, por ter um
alcance inicial ainda pequeno, caso da piezoeletricidade.
Materiais
que a produzem já são conhecidos desde o século XIX, mas uma energia que não
vem de hidrelétricas, motores ou do sol, capaz de ser capturada nas vibrações da
natureza, era uma possibilidade limitada a cogitações até o desenvolvimento de
uma linha de pesquisa na Universidade Federal do Amazonas voltada ao estudo de
novos materiais para transição energética.
Trata-se
da microgeração energética baseada na aliança de novas tecnologias com sustentabilidade,
considerando que seus materiais são livres de chumbo, diferentes dos modelos
tradicionais. Os equipamentos são mais baratos e mais eficientes para a
alimentação dos sistemas de sensoriamento remoto, segundo Yurimiler Ruiz,
coordenador do projeto e do Laboratório de Processamento de Materiais
Tecnológicos da Ufam.
O
projeto é apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq). Nada que ainda se pense em grande escala, mas visa de
imediato ajudar comunidades amazônicas isoladas com dificuldades para a geração
de energia. É ainda um sopro no furacão, mas tem condições de se expandir até limites
desconhecidos.
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O patinho feio
Mais
uma vez, nos últimos dez anos o município de Porto Velho é pintado como o
patinho feio das capitais brasileiras pelas estatísticas levantadas pelo Índice
de Progresso Social e isto tem tudo a ver com a precariedade da coleta de
esgoto, com níveis terceiro-mundistas, e abastecimento de água, com apenas
metade da população atendida em seus domicílios com água encanada.
Infelizmente, a nossa amada capital rondoniense, padece com outras agruras
também: Com a segurança pública, com a saúde pública, as alagações, com a
regularização fundiária e outros indicativos sobejamente conhecidos pela
população.
Melhores quadros
A
situação em que se encontra Porto Velho, renovando seus quadros políticos com
mais qualidade – isto é uma necessidade – ainda vai quase uma década para questões
cruciais serem resolvidas. A questão da coleta de esgoto, por exemplo, é muito
complexa e dispendiosa e Porto Velho acabará sendo revirada de cabeça para
baixo da Vila Mariana ao Jardim América, do Eldorado ao Nacional. Um custo que
o governo estadual e a prefeitura de Porto Velho não dispõem. Sem ajuda do
governo federal a coisa não vai andar. Ajuda já veio, mas os recursos foram
destinados para outras finalidades em gestões passadas.
Olhos abertos
Busco
na coluna examinar as eleições ao governo de Rondônia. O ex-prefeito de Porto Velho
Hildon Chaves, da federação União Progressista, que juntou o União Brasil e o Partido
Progressista, depende muito de uma grande vitória na capital para seguir em
frente, num previsível segundo turno nas eleições ao governo de Rondônia. No
entanto, na medida em que o candidato chapa- branca Adailton Fúria (PSD), com a
máquina do governo estadual do mandatário Marcos Rocha (PSD) entrar em campo,
mais a candidatura do professor Pedro Abib (MDB) ganhar corpo, a diferença
pró-HIdão na capital tenderá a diminuir. Por conseguinte, vai depender muito
dos seus esforços no interior para criar asas e atingir seus objetivos.
Uma tendência
Mesmo
enfrentando oposição e até ataques desgastantes do seu ex-vice-prefeito Toni
Pablo que assumiu a titularidade da prefeitura de Cacoal, o ex-prefeito
Adailton Fúria é o nome que reúne mais condições de crescer nas próximas
semanas, mesmo com a péssima largada na capital. Ocorre que ele tem a melhor e
mais expressiva nominata de candidatos a Assembleia Legislativa, conta com a
máquina estadual a seu favor e a recente indicação do apresentador de TV
Everton Leoni a vice govenador, dando uma primeira guinada em Porto Velho. Aguarda
também o apoio do ex-governador Ivo Cassol cujo coração balança entre Fúria e
Hildon Chaves.
Pau no Rogério
Tenho
sido questionado porque considero o senador Marcos Rogério o grande favorito
para o primeiro turno e ao mesmo tempo favorito para legar pau no segundo
turno. A força do bolsonarismo em Rondônia, mesmo desgastado com os escândalos
do banco Máster tem garantido a ponteira no primeiro turno para o combativo parlamentar
de direita que se apresenta com uma roupa menos arrogante nesta campanha. Toma
todos os cuidados, através do seu marketing para não derrapar. No entanto, a
eleição de Marcos Rogério ao CPA não é do interesse das principais lideranças
de Rondônia porque ele é considerado um governador para dois mandatos, oito
anos. Tem muito cacique que não quer a eleição de Rogério por isto e no segundo
turno vão reforçar a campanha do seu adversário. Alguns favoritos já levaram
pau no segundo turno pelo mesmo motivo.
Segundo turno
Neste
momento de campanha, mesmo com pesquisas engendradas para Rogério ganhar em
turno único, já não existem dúvidas entre os postulantes ao Palácio Rio Madeira,
que teremos eleições em dois turnos. Também acreditam que o candidato que
galgar ao segundo turno com Rogério, leva o CPA, seja Hildon Chaves ou Adailton
Fúria, neste momento os mais próximos de chegar a próxima etapa da eleição.
Rondônia é prodiga em eleger prefeitos de Porto Velho e governadores derrotados
no primeiro turno e ganhando a parada no segundo. E são muitos casos. Lembrando
também que não se descartam surpresas de última hora que pode até ser o professor universitário Pedro Abib.
Via Direta
*** Os estados do Amazonas e do Pará se
organizam contra o narcotráfico fluvial que avança pelos rios da região
amazônica. E apertando as coisas por lá, os traficantes e piratas dos rios vão
fugir para o nosso Rio Madeira que não é tão fiscalizado *** A grande verdade é
que o crime organizado tomou conta de Rondônia. Seja via aérea, seja nas rotas
fluviais ou nas estradas federais ***
Com o advento da ponte binacional em Guajará Mirim a região de fronteira vai
necessitar de reforços de fiscalização, porque por lá passa boi, passa boiada ***
Como um búfalo enfurecido numa loja de cristais, o vereador Marcos Combate está
caçando encrenca com todo mundo. Virou uma Raquel furacão de calças, aquela
vereadora que causou furor nos anos 80 em PVH. rondoniense.
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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