Sexta-feira, 28 de novembro de 2025 - 08h05

A realidade
desmente os profetas apocalípticos. O catastrofismo que calculava o fim do
mundo até o ano 2000 hoje é visto como tão ridículo quanto o bug do milênio,
que seria o colapso completo dos sistemas de computação na virada de 1999 para
2000: os computadores usavam dois dígitos para representar o ano e depois de
1999 havia o temor, que hoje parece infantil, de que os computadores confundissem
00 de 2000 com 1900.
Sendo
o petróleo um recurso evidentemente finito, a cada década aparecem profetas
anunciando o fim da era do petróleo para a seguinte. Isso vem desde 1880,
segundo Daniel Yergin, especialista em petróleo. Na época, autoridades americanas
acreditavam que o esgotamento dos campos de óleo da Pensilvânia mataria a
indústria petrolífera.
As
frequentes descobertas de petróleo na Amazônia têm emudecido muitos profetas,
sobretudo quando se sabe que entre 2022 e 2024 cerca de um quinto das reservas
mundiais de petróleo foi descoberto na Amazônia, principalmente na costa entre
Guiana e Suriname. Segundo o Monitor de Energia Global. Enquanto houver meios
de extrair petróleo ele virá à tona e haverá alguém precisando dele. A lógica
do progresso indica que a ideia de banir o poluente petróleo um dia vai vencer,
mas a julgar pelas atividades da indústria do setor e a subserviência dos
governos a ela, seus horizontes ainda são muito largos.
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Grupos criminosos
Ao
denunciar o avanço do crime organizado nos estados da Amazonia, o deputado federal
Roberto Duarte (Republicanos) alertou que 334 cidades das 772 existentes na região
Norte já estão sob influência de grupos criminosos. Enfatiza que as grandes facções,
como Comando Vermelho e PCC vão tomando conta do pedaço sob a inercia das esferas
federais de segurança pública. De fato, mesmo com os presídios de Manaus, Porto
Velho e Rio Branco superlotados de traficantes os criminosos tem nadado de
braçadas com forte movimento pelos rios, estradas e espaço aéreo. O crime
organizado também se infiltrou nos garimpos ilegais, nas ações dos piratas
fluviais e na política. É coisa de louco.
Pontos divergentes
Existem
pontos divergentes – mais não irreconciliáveis – entre o governador Marcos
Rocha que pretende disputar uma cadeira ao Senado e o vice-governador Sergio
Gonçalves que assume o cargo em abril com a desincompatibilização do atual
mandatário. Ocorre que mesmo deixando o cargo, o governador Marcos Rocha,
alegando que ele foi o mentor de Sergio Gonçalves, mesmo deixando o governo,
quer a fatia do leão na futura administração para ser usada no projeto da sua
eleição ao Senado, da sua esposa Lana Rocha a Câmara dos Deputados e do maninho
Sandro Rocha a Assembleia Legislativa.
A rainha da Inglaterra
Neste
jogo de estica e empurra entre o governador e o vice, cada um tem suas razões e
seus jogos de estratégia. Para forçar o vice aceitar todas suas imposições, Rocha
encena desistência de disputar o cargo – é mais fácil galinha criar dentes que
ele desistir – no que as ações da esposa e do maninho desmentem já que estão em
plena pré-campanha para as eleições do ano que vem. De seu lado, Sergio
Gonçalves, defendendo seu lado, explica que existem cargos inegociáveis, já que
são da sua confiança e linha mestra da gestão estadual e não pode assumir o cargo
como uma “rainha da Inglaterra”. Isto seria péssimo para seu projeto de
reeleição. Rocha e sua base aliada querem mesmo o vice como uma “rainha da
Inglaterra”
O
Jogo de estratégia
A
saída do MDB onde era considerada uma liderança em ascensão, o ingresso no
Podemos, ocupando uma secretaria na gestão do prefeito Leo Moraes e agora a
indicação para ocupar a representação de Porto Velho em Brasília tem duas
vertentes. Se era para ficar perto da sua família que reside em Brasília, a
opção mais certa. Mas se for candidata a Câmara dos Deputados, como se espera é
uma estratégia equivocada, já que ficará mais distante das bases. A opção de morar
em Brasília e disputar cargos eletivos em Rondônia tem levado candidatos – de
governador a deputado federal – ao fim das suas carreiras políticas. Existem vários
exemplos. De Jerônimo aos Raupps.
Apoio garantido
Em
dificuldade para montar chapas competitivas para disputar as 24 cadeiras da Assembleia
Legislativa e as oito vagas a Câmara dos Deputados, o ex-deputado estadual Jair
Montes, cacique do Avante promete aos recrutados recursos sobrando para a
campanha eleitoral para atrair lideranças. Mais adiante outros dirigentes terão
que apelar para este e outros atrativos para obter candidatos para as esferas
es estaduais e federais. Ocorre que as lideranças estão bem exigentes na escolha
dos partidos e ninguém quer ser escada para os medalhões – aqueles com mais
estrutura – nas pelejas eleitorais.
Casais na politica
Os casais
estão proliferando na atividade política em Rondônia. Em Cacoal, o prefeito Adailton
Fúria e sua esposa Juliane disputando uma cadeira a Câmara dos Deputados. Em
Ariquemes, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Alex Redano
e sua esposa a prefeita Carla Redano. Em Porto Velho, o ex-prefeito Hildon Chaves
e sua esposa, a atual deputada estadual Ieda Chaves – a mais votada na capital
– além do governador Marcos Rocha na batalha por uma cadeira ao Senado e sua
mulher Luana Rocha pelejando uma cadeira a Câmara Federal. Os casos de pais,
irmãos e filhos de políticos nas disputas também se destacam no cenário político
rondoniense.
Via Direta
*** As pesquisas vicejam e com a
ascensão do presidente Lula no âmbito nacional, o ex-governador Confúcio Moura,
ocupando atualmente cadeira no Senado se mostra otimista para a campanha 2026, seja
a eleição ou ao governo do estado *** Nos bastidores fala-se que Confúcio tem
conversado muito com o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves. Até agora as
conversações são mantidas a sete chaves ***
O julgamento do governador do Acre Gladson Cameli foi adiado para 17 de
dezembro pelas instâncias superiores. Ele lidera as pesquisas ao Senado no
vizinho estado e poderá ficar inelegível.
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