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Carlos Sperança

Olho gordo, cenário de incertezas e campeões de votos nas eleições


Olho gordo, cenário de incertezas e campeões de votos nas eleições - Gente de Opinião

Unir conceitos

A polarização entre lulismo e bolsonarismo levou a população brasileira ao erro: escolher um lado e combater o outro jamais leva à verdade, que depende de pesar prós e contras e não apenas endeusar um ídolo, como se fez com Hitler, Mussolini e Vargas.

A atitude adequada é avaliar erros e acertos, benefícios e prejuízos, compreendendo que hoje o presidente já não tem mais o poder que tinha no tempo de Vargas, da ditadura 1964-1985 e na redemocratização até as cassações de Collor e Dilma. A rigor, quem realmente manda no Brasil hoje é o Centrão, que domina a Câmara Federal, o Senado, praticamente todas as assembleias legislativas e câmaras municipais. 

No caso da Amazônia, criou-se uma subpolarização: de um lado, acusar as atividades produtivas como destruidoras do meio ambiente; de outro, acusar os defensores da floresta como inimigos do progresso. Debate promovido pela Fundação Getúlio Vargas nos Diálogos Amazônicos levantou a ideia vencedora de que a região não precisa apenas de proteção ambiental, mas de uma revolução econômica sustentável baseada em investimentos e escala com impacto na vida de quem vive cercado pela floresta.

Se a política exige escolher melhor os congressistas, pois são eles que realmente comandam a Nação, o desenvolvimento nacional exige combinar as melhores ideias do ambientalismo com as melhores propostas dos progressistas.

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Ranking nacional

No ranking nacional das capitais sobre a violência, Porto Velho ocupa o 21 lugar, o que atesta que a coisa está bem embaçada na capital rondoniense. Os vizinhos estão bem melhor colocados no certame, casos de Manaus, no Amazonas, na quarta posição, Rio Branco, no Acre na 15 posição e Belém, do Pará, no segundo lugar. Volta e meia as estatísticas oficiais dão conta que Porto Velho tem reduzido a violência, mas é uma capital campeã também em números de feminicídios, uma praga que se transformou numa grande epidemia em todo país.

Olho gordo

Mais da metade dos vereadores de Porto Velho – quase uma dúzia - se atiram a disputa de cadeiras a Assembleia Legislativa de Rondônia. A cada pleito pelo menos três edis da capital conseguem se eleger. Nas eleições 2026, os vereadores enfrentam os atuais sete parlamentas eleitos pela capital, que vão lutar com unhas e dentes para permanecer nos seus poleiros, secretários municipais – e o próprio irmão do prefeito Leo Moraes – e secretários estaduais da administração do atual governador Marcos Rocha. Sem dúvidas será uma peleja acirrada cujos reflexos começam a aparecer nas redes sociais.

Cenário de incertezas

Num completo cenário de incertezas nas disputas das duas cadeiras ao Senado e na definição de nomes para disputar o governo de Rondônia, as articulações se arrastam repletas de surpresas. No ninho bolsonarista o racha é tão grande que até o candidato ao Senado indicado por Jair Bolsonaro, o pecuarista milionário Bruno Scheidt, se queixa que está sendo boicotado dentro do partido por possíveis concorrentes e por mandatários do partido em Rondônia. Na confirmação de candidaturas ao Senado e ao governo do estado, idas e vindas, balões de ensaio e planos cebolinhas. Mas o ex-senador Acir Gurgacz PDT) confirmou sua pré-candidatura ao Senado. Ao governo estadual seguem incertos os nomes de Flori Cordeiro Vilhena) e Hildon Chaves, de Porto Velho.

Janela partidária

Acredita-se que o cenário de definições começa a ocorrer com as trocas permitidas pela justiça eleitoral, na janela partidária, aquele dispositivo que permite a mudança de partidos sem as devidas punições que redundam de perda de mandatos. Este período será desenvolvido entre março e abril e existem especulações em torno de pelo menos cinco mudanças de partidos pelos deputados estaduais e de três alterações nas legendas que detém as cadeiras na Câmara dos Deputados. Também não estão descartadas mudanças de partido pelo governador Marcos Rocha (União Brasil), do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), entre tantos outros nomes especulados.

Campeões de votos

Para Assembleia Legislativa, os campeões de votos nas eleições passadas foram Laerte Gomes (PSD-Ji-Paraná) e Ieda Chaves (União Brasil-Porto Velho). Ambos estão armados até os dentes para manter a supremacia, diante de novos predadores que surgiram nos últimos anos e de ex-deputados estaduais voltando a ativa, casos do ex-presidente da Assembleia Legislativa Hermínio Coelho (Porto Velho), Adelino Folador (Ariquemes), Jair Montes (Porto Velho), Só na Bença (Pimenta Bueno), Cassia dos Muletas (Jaru), Zequinha Araújo (Porto Velho), Daniela Amorim (Ariquemes), Rosária Helena e Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste).

Ex-prefeitos na peleja

Também é expressivo o número de ex-prefeitos voltando a disputa de cargos eletivos, sobretudo a Câmara dos Deputados. Em Ji-Paraná, por exemplo, temos os ex-prefeitos Jesualdo Pires e Esau Fonseca. Em Porto Velho, os ex-prefeito Roberto Sobrinho e Mauro Nazif, em Jaru, o ex-prefeito José Amauri dos Muletas, Temos parlamentares cassados de volta, com elegibilidade, como os ex-deputado Natan Donadon (Vilhena). Podem ser acrescidos na lista a federais, o ex-ministro da Previdência, e ex-senador Amir Lando, recuperando a saúde para entrar na briga.

Via Direta

*** Com cursos de medicina de Porto Velho reprovados pelo Enamed – exceto da Unir que sempre foi considerado qualificado – os pacientes locais andam de cabelos em pé. A confiança na medicina em Rondônia foi a zero *** Volta a máxima dos anos 80 de que o melhor médico em Porto Velho eram a Varig e a Vasp, ou seja, buscar socorro em outros estados *** As cheias atormentam mais um ano o vizinho estado do Acre. De Rio Branco a Cruzeiro do Sul a batata está assando para nossos vizinhos. Que a desgraceira não se estenda ao nosso amado Madeirão *** As reclamações aumentam geometricamente contra o pedagiamento na BR 364. Até os pacientes de câncer no Hospital do Amor. É uma situação terrível para as famílias que precisam se deslocar do interior para a capital.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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