Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 - 08h19

A
polarização entre lulismo e bolsonarismo levou a população brasileira ao erro:
escolher um lado e combater o outro jamais leva à verdade, que depende de pesar
prós e contras e não apenas endeusar um ídolo, como se fez com Hitler,
Mussolini e Vargas.
A atitude
adequada é avaliar erros e acertos, benefícios e prejuízos, compreendendo que hoje
o presidente já não tem mais o poder que tinha no tempo de Vargas, da ditadura
1964-1985 e na redemocratização até as cassações de Collor e Dilma. A rigor,
quem realmente manda no Brasil hoje é o Centrão, que domina a Câmara Federal, o
Senado, praticamente todas as assembleias legislativas e câmaras municipais.
No
caso da Amazônia, criou-se uma subpolarização: de um lado, acusar as atividades
produtivas como destruidoras do meio ambiente; de outro, acusar os defensores
da floresta como inimigos do progresso. Debate promovido pela Fundação Getúlio
Vargas nos Diálogos Amazônicos levantou a ideia vencedora de que a região não
precisa apenas de proteção ambiental, mas de uma revolução econômica
sustentável baseada em investimentos e escala com impacto na vida de quem vive
cercado pela floresta.
Se
a política exige escolher melhor os congressistas, pois são eles que realmente
comandam a Nação, o desenvolvimento nacional exige combinar as melhores ideias
do ambientalismo com as melhores propostas dos progressistas.
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Ranking nacional
No
ranking nacional das capitais sobre a violência, Porto Velho ocupa o 21 lugar,
o que atesta que a coisa está bem embaçada na capital rondoniense. Os vizinhos
estão bem melhor colocados no certame, casos de Manaus, no Amazonas, na quarta
posição, Rio Branco, no Acre na 15 posição e Belém, do Pará, no segundo lugar.
Volta e meia as estatísticas oficiais dão conta que Porto Velho tem reduzido a
violência, mas é uma capital campeã também em números de feminicídios, uma praga
que se transformou numa grande epidemia em todo país.
Olho gordo
Mais
da metade dos vereadores de Porto Velho – quase uma dúzia - se atiram a disputa
de cadeiras a Assembleia Legislativa de Rondônia. A cada pleito pelo menos três
edis da capital conseguem se eleger. Nas eleições 2026, os vereadores enfrentam
os atuais sete parlamentas eleitos pela capital, que vão lutar com unhas e
dentes para permanecer nos seus poleiros, secretários municipais – e o próprio
irmão do prefeito Leo Moraes – e secretários estaduais da administração do
atual governador Marcos Rocha. Sem dúvidas será uma peleja acirrada cujos reflexos
começam a aparecer nas redes sociais.
Cenário de incertezas
Num
completo cenário de incertezas nas disputas das duas cadeiras ao Senado e na definição
de nomes para disputar o governo de Rondônia, as articulações se arrastam repletas
de surpresas. No ninho bolsonarista o racha é tão grande que até o candidato ao
Senado indicado por Jair Bolsonaro, o pecuarista milionário Bruno Scheidt, se
queixa que está sendo boicotado dentro do partido por possíveis concorrentes e
por mandatários do partido em Rondônia. Na confirmação de candidaturas ao
Senado e ao governo do estado, idas e vindas, balões de ensaio e planos cebolinhas.
Mas o ex-senador Acir Gurgacz PDT) confirmou sua pré-candidatura ao Senado. Ao
governo estadual seguem incertos os nomes de Flori Cordeiro Vilhena) e Hildon
Chaves, de Porto Velho.
Janela partidária
Acredita-se
que o cenário de definições começa a ocorrer com as trocas permitidas pela
justiça eleitoral, na janela partidária, aquele dispositivo que permite a
mudança de partidos sem as devidas punições que redundam de perda de mandatos.
Este período será desenvolvido entre março e abril e existem especulações em
torno de pelo menos cinco mudanças de partidos pelos deputados estaduais e de três
alterações nas legendas que detém as cadeiras na Câmara dos Deputados. Também
não estão descartadas mudanças de partido pelo governador Marcos Rocha (União
Brasil), do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), entre tantos
outros nomes especulados.
Campeões de votos
Para
Assembleia Legislativa, os campeões de votos nas eleições passadas foram Laerte
Gomes (PSD-Ji-Paraná) e Ieda Chaves (União Brasil-Porto Velho). Ambos estão
armados até os dentes para manter a supremacia, diante de novos predadores que
surgiram nos últimos anos e de ex-deputados estaduais voltando a ativa, casos
do ex-presidente da Assembleia Legislativa Hermínio Coelho (Porto Velho),
Adelino Folador (Ariquemes), Jair Montes (Porto Velho), Só na Bença (Pimenta
Bueno), Cassia dos Muletas (Jaru), Zequinha Araújo (Porto Velho), Daniela Amorim
(Ariquemes), Rosária Helena e Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste).
Ex-prefeitos na peleja
Também
é expressivo o número de ex-prefeitos voltando a disputa de cargos eletivos,
sobretudo a Câmara dos Deputados. Em Ji-Paraná, por exemplo, temos os ex-prefeitos
Jesualdo Pires e Esau Fonseca. Em Porto Velho, os ex-prefeito Roberto Sobrinho
e Mauro Nazif, em Jaru, o ex-prefeito José Amauri dos Muletas, Temos parlamentares
cassados de volta, com elegibilidade, como os ex-deputado Natan Donadon (Vilhena).
Podem ser acrescidos na lista a federais, o ex-ministro da Previdência, e ex-senador
Amir Lando, recuperando a saúde para entrar na briga.
Via Direta
*** Com cursos de medicina de Porto
Velho reprovados pelo Enamed – exceto da Unir que sempre foi considerado
qualificado – os pacientes locais andam de cabelos em pé. A confiança na medicina
em Rondônia foi a zero *** Volta a máxima dos anos 80 de que o melhor médico em Porto
Velho eram a Varig e a Vasp, ou seja, buscar socorro em outros estados *** As cheias atormentam mais um ano o
vizinho estado do Acre. De Rio Branco a Cruzeiro do Sul a batata está assando
para nossos vizinhos. Que a desgraceira não se estenda ao nosso amado Madeirão ***
As reclamações aumentam geometricamente contra o pedagiamento na BR 364. Até os
pacientes de câncer no Hospital do Amor. É uma situação terrível para as famílias
que precisam se deslocar do interior para a capital.
Segunda-feira, 9 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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