Segunda-feira, 18 de maio de 2026 - 07h25

Fontes
do governo abriram os assuntos que o presidente Lula da Silva levou para tratar
com o americano Donald Trump: reduzir ou zerar a lista de sanções comerciais a
produtos brasileiros, negociar a produção das terras raras, das quais o Brasil
é o segundo maior detentor, regulamentação de plataformas digitais e combater o
tráfico e a sonegação. É uma agenda justa, pois o que torna ridícula uma pauta
internacional é o viés político-eleitoral. Neste caso, é uma agenda sem lulismo
nem bolsonarismo: é puramente administrativa e visa os interesses nacionais.
Alguém
pode estranhar que dois boquirrotos políticos, casos explícitos de Lula e
Trump, estejam se encontrando para discutir uma pauta estritamente administrativa,
mas quem está bem-informado sabe que política eleitoral se faz com discursos, sinceros
ou não, e administração se faz com pragmatismo.
É o
caso do projeto de lei do senador Sérgio Petecão que libera o espaço aéreo da
Amazônia Legal para aeronaves e tripulantes estrangeiros operarem voos de
passageiros ou carga – numa expressão, a cabotagem aérea, desautorizada pelo Código
Brasileiro de Aeronáutica. A proposta é ampliar o número de voos e a oferta de passagens
mais baratas por empresas estrangeiras para a Amazônia. O projeto, no entanto,
é acusado de favorecer o tráfico de drogas e a pirataria de itens da
biodiversidade regional. Pragmatismo, nesse caso, seria aumentar o tráfego
aéreo sem aumentar o tráfico. O nó está em como conseguir a fórmula certa.
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As curiosidades
Existem
algumas curiosidades nesta campanha 2026 em Rondônia. A primeira delas é que o
candidato do PT Expedito Neto garante que ele e os petistas são conservadores.
Não bastasse, fala com todas as letras que ele é o criador do candidato
Adailton Fúria (PSD). Segunda
curiosidade se refere ao ex-governador Ivo Cassol (PP) que está se fazendo de
“gato morto” com relação aos candidatos ao Palácio Rio Madeira. Até agora não
anunciou seu apoio a nenhum deles e catimba o jogo. Por último, o mistério da
definição do senador Confúcio Moura já está desfeito. Ele é candidato à
reeleição pelo MDB.
Clã Cassol dividido?
Tudo
indica que o clã Cassol se apresentara dividido na eleição 2006. O poderoso empresário
do agronegócio, o ex-deputado estadual Cesar Cassol que se tornou também o rei
da soja na Bolívia, está apoiando Hildon Chaves, a mana Jaqueline que é
candidata a Câmara dos Deputados está fechada com o governador Marcos Rocha e
com isto apoiando Adailton Fúria. Como ex-tucano, o ex-governador Ivo Cassol
ainda está em cima do muro esperando definições da classe política. Como seu
compadre Everton Leoni se acertou com Fúria é bem provável que ele se junte a
campanha chapa branca.
Fazendo as contas
Me
parece ingenuidade se acreditar que a candidatura do professor universitário
Pedro Adib ao Palácio Rio madeira pelo MDB seja frágil e condenada ao fracasso.
Na história política de Rondônia, nomes considerados sem lastro nenhum se
elegeram. Vou citar só dois casos: para a prefeitura de Porto Velho a eleição
dos prefeitos Roberto Sobrinho (PT) e Hildon Chaves (PSDB). Na disputa ao
governo de Rondônia vários candidatos que saíram em grande desvantagem,
reverteram a situação e se tornaram governadores como Oswaldo Piana Filho e
Valdir Raupp.
Últimos e primeiros
Também
vale em Rondônia aquela máxima que “os últimos serão os primeiros”. Vou citar
alguns casos: o deputado estadual Ângelo Angelim (MDB-Vilhena), o menos votado
a Assembleia Legislativa em 82, foi indicado governador em 85, aprovado no
Poder Legislativo estadual e ratificado pelo Congresso Nacional. Também o
vereador José Guedes, o edil menos votado para vereador na capital em 82, foi
homologado prefeito de Porto Velho. Por conseguinte, todos têm chances,
principalmente em Rondônia, um estado sujeito a reviravoltas eleitorais da
noite para o dia.
O pão da boca
Também
é possível lembrar que grandes favoritos nos pleitos eleitorais rondonienses se
ferraram miseravelmente, com o pão tirado na boca na última hora. Caso de
Chiquilito Erse, cantado em prosa e verso, que tombou frente a Valdir Raupp. Na
eleição que disputou a prefeitura de Porto Velho com Hildon Chaves na década passada,
o então deputado federal Leo Moraes era considerado eleito. Hildão tirou o pão
da boca de Leo Lion, numa virada sensacional. O que dizer do próprio Leo que
virou em cima de Mariana no pleito passado na capital? O que considerar que favoritos
como Expedito Junior, perderam eleições, sempre largando bem à frente dos adversários?
Via Direta
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