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Carlos Sperança

O nó da questão, Clã Cassol dividido? E os últimos serão os primeiros


O nó da questão, Clã Cassol dividido? E os últimos serão os primeiros - Gente de Opinião

O nó da questão

Fontes do governo abriram os assuntos que o presidente Lula da Silva levou para tratar com o americano Donald Trump: reduzir ou zerar a lista de sanções comerciais a produtos brasileiros, negociar a produção das terras raras, das quais o Brasil é o segundo maior detentor, regulamentação de plataformas digitais e combater o tráfico e a sonegação. É uma agenda justa, pois o que torna ridícula uma pauta internacional é o viés político-eleitoral. Neste caso, é uma agenda sem lulismo nem bolsonarismo: é puramente administrativa e visa os interesses nacionais.

Alguém pode estranhar que dois boquirrotos políticos, casos explícitos de Lula e Trump, estejam se encontrando para discutir uma pauta estritamente administrativa, mas quem está bem-informado sabe que política eleitoral se faz com discursos, sinceros ou não, e administração se faz com pragmatismo.

É o caso do projeto de lei do senador Sérgio Petecão que libera o espaço aéreo da Amazônia Legal para aeronaves e tripulantes estrangeiros operarem voos de passageiros ou carga – numa expressão, a cabotagem aérea, desautorizada pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. A proposta é ampliar o número de voos e a oferta de passagens mais baratas por empresas estrangeiras para a Amazônia. O projeto, no entanto, é acusado de favorecer o tráfico de drogas e a pirataria de itens da biodiversidade regional. Pragmatismo, nesse caso, seria aumentar o tráfego aéreo sem aumentar o tráfico. O nó está em como conseguir a fórmula certa.

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As curiosidades

Existem algumas curiosidades nesta campanha 2026 em Rondônia. A primeira delas é que o candidato do PT Expedito Neto garante que ele e os petistas são conservadores. Não bastasse, fala com todas as letras que ele é o criador do candidato Adailton Fúria (PSD).  Segunda curiosidade se refere ao ex-governador Ivo Cassol (PP) que está se fazendo de “gato morto” com relação aos candidatos ao Palácio Rio Madeira. Até agora não anunciou seu apoio a nenhum deles e catimba o jogo. Por último, o mistério da definição do senador Confúcio Moura já está desfeito. Ele é candidato à reeleição pelo MDB.

Clã Cassol dividido?

Tudo indica que o clã Cassol se apresentara dividido na eleição 2006. O poderoso empresário do agronegócio, o ex-deputado estadual Cesar Cassol que se tornou também o rei da soja na Bolívia, está apoiando Hildon Chaves, a mana Jaqueline que é candidata a Câmara dos Deputados está fechada com o governador Marcos Rocha e com isto apoiando Adailton Fúria. Como ex-tucano, o ex-governador Ivo Cassol ainda está em cima do muro esperando definições da classe política. Como seu compadre Everton Leoni se acertou com Fúria é bem provável que ele se junte a campanha chapa branca.

Fazendo as contas

Me parece ingenuidade se acreditar que a candidatura do professor universitário Pedro Adib ao Palácio Rio madeira pelo MDB seja frágil e condenada ao fracasso. Na história política de Rondônia, nomes considerados sem lastro nenhum se elegeram. Vou citar só dois casos: para a prefeitura de Porto Velho a eleição dos prefeitos Roberto Sobrinho (PT) e Hildon Chaves (PSDB). Na disputa ao governo de Rondônia vários candidatos que saíram em grande desvantagem, reverteram a situação e se tornaram governadores como Oswaldo Piana Filho e Valdir Raupp.

Últimos e primeiros

Também vale em Rondônia aquela máxima que “os últimos serão os primeiros”. Vou citar alguns casos: o deputado estadual Ângelo Angelim (MDB-Vilhena), o menos votado a Assembleia Legislativa em 82, foi indicado governador em 85, aprovado no Poder Legislativo estadual e ratificado pelo Congresso Nacional. Também o vereador José Guedes, o edil menos votado para vereador na capital em 82, foi homologado prefeito de Porto Velho. Por conseguinte, todos têm chances, principalmente em Rondônia, um estado sujeito a reviravoltas eleitorais da noite para o dia.

O pão da boca

Também é possível lembrar que grandes favoritos nos pleitos eleitorais rondonienses se ferraram miseravelmente, com o pão tirado na boca na última hora. Caso de Chiquilito Erse, cantado em prosa e verso, que tombou frente a Valdir Raupp. Na eleição que disputou a prefeitura de Porto Velho com Hildon Chaves na década passada, o então deputado federal Leo Moraes era considerado eleito. Hildão tirou o pão da boca de Leo Lion, numa virada sensacional. O que dizer do próprio Leo que virou em cima de Mariana no pleito passado na capital? O que considerar que favoritos como Expedito Junior, perderam eleições, sempre largando bem à frente dos adversários?

Via Direta

*** Vem aí cara pálidas rondonienses a primeira grande guerra de pesquisas com os institutos alternando os nomes na ponteira ao governo estadual e ao Senado *** Algumas sondagens eleitorais tão fajutas onde faltaram candidatos ao Senado e ao governo, c como foi o caso do Veritá *** Mas algumas coisas não se tem dúvidas: Marcos Rogerio na liderança geral, o ex-prefeito Hildon Chaves ponteando a preferência na capital *** Mas quando a máquina do governo estadual entrar na parada a coisa pode mudar de figura a favor do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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