Quarta-feira, 29 de abril de 2026 - 08h57

A
menos que surja algo mais valioso e polêmico, o que agora parece impossível,
mas pode ser a surpresa do futuro, a novela das terras raras tende a durar pelo
menos uma década. Aliás, considerando que uma delas já é produzida no Brasil
desde o Império, sinaliza que pode completar facilmente século e meio.
No
entanto, é possível que o melhor capítulo dessa novela seja aquele que o
vice-presidente Geraldo Alckmin começou a escrever ao afirmar que “a gente não
quer só exportar commodity, quer agregar valor”. Exportar commodity é atividade
de séculos e não conseguiu tirar o país da pobreza. Logo, é justo apostar que
agregar valor possa vir a ser a chave dessa conquista.
Ter
riquezas fabulosas em quantidade e valor ainda não foi suficiente para redimir
os brasileiros de seus problemas crônicos. Quase 50 milhões de brasileiros
continuam abaixo da linha da pobreza, equivalente a uma Colômbia. Com as terras
raras, porém, e se espera em menos tempo que 50 anos, haverá plenas condições
de criar riquezas com potencial de se espalhar homogeneamente pela sociedade,
desde que algumas condições sejam estabelecidas.
Aliás,
uma das condições para a boa exploração das TRs será o marco regulatório para o
aproveitamento dos minerais, assunto em andamento no Congresso. Como as fofocas
pré-eleitorais não vão cessar no ambiente parlamentar, espera-se que por sua
importância o assunto fure a bolha e receba a apreciação merecida.
....................................................................................................
A renovação
A
presença e o legado de antigas lideranças políticas em Rondônia têm prejudicado
o nascimento de novas lideranças no estado já que disputam cargos eletivos com
mais estrutura. Seja nas eleições a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados,
prefeituras, Câmaras Municipais, se mantem a norma dos políticos lançarem na disputa
esposas, irmãos, pais etc. Nesta temporada por exemplo, dois candidatos ao
governo do estado contam com esposas concorrendo a Assembleia Legislativa. De
um lado Ieda Chaves, esposa de Hildon Chaves candidato ao CPA pelo União Progressista,
de outro Joliene Fúria, esposa de outro candidato ao governo estadual, Adailton
Fúria.
Clãs políticos
Ao
mesmo tempo em que novas lideranças buscam espaço, os velhos clãs políticos
rondonienses, instalados a quatro décadas se mantém nas suas regiões. Casos do
clã Donadon em Vilhena e Cone Sul rondoniense, clã dos Muletas que tem candidaturas
a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, na região
de Jaru e Bacia Leiteira e o clã Amorim que estuda candidaturas em Ariquemes e
Vale do Jamari. Na Zona da Mata, onde se tem como polo regional Rolim de Moura,
o clã Cassol persiste com postulações, já o clã Raupp pendurou as chuteiras com
Valdir e Marinha fora do pleito, mas o clã dos Expeditos tem um candidato a governador,
que é Expedito Neto (PT) e um postulante à Câmara dos Deputados, que é Expedito
Pai (PSD).
Colégios eleitorais
Os
principais postulantes ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual,
começam a se estruturar nos principais colégios eleitorais do estado. No maior
deles, que é Porto Velho, é que concentram os esforços dos postulantes, já que
será o campo de batalha decisivo, uma vez que conta com um terço do eleitorado
rondoniense. Os demais colégios eleitorais importantes, são Ji-Paraná, Ariquemes,
Cacoal e Vilhena, onde os candidatos das eleições majoritárias estão reforçando
suas paliçadas atraindo novas lideranças para as nominatas para Assembleia Legislativa
e Câmara dos Deputados.
Chapas reforçadas
Se
constata, diante dos primeiros movimentos de organização partidária, que o PSD
de Adailton Fúria terá a maior nominata de postulantes à Assembleia Legislativa,
num trabalho de articulação liderado pelo atual governador de Rondônia Marcos
Rocha, que deixou o União Brasil e levou consigo importantes lideranças regionais
para o partido que assumiu, o PSD. Para a peleja das oito cadeiras a Câmara dos
Deputados, o Partido liberal-PL, que tem sua candidatura majoritária pilotada
pelo senador Marcos Rogério conta com a chapa mais vitaminada. Concorre para
isto, a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro na legenda.
Jogo de estratégia
Há
poucas semanas da abertura das convenções partidárias que vão homologar as
candidaturas majoritárias e as chapas para disputa da Assembleia Legislativa e
Câmara dos Deputados e ao Senado ainda se vê muitas indefinições no quadro
político rondoniense. Na mesa das negociações seguem as alianças com alguns partidos
buscando acordos com legendas de ponta para indicar vices. Os postulantes de
ponteira já tem suas composições delineadas, mas ainda jogando com os erros dos
adversários para concluir suas estratégias para as convenções de julho. A pior
situação é da esquerda, cujos partidos estão divididos. Mesmo numa coalizão
teriam dificuldades de alcançar o CPA e rachados o caminho do segmento é o
despenhadeiro.
Via Direta
*** Começa a temporada das feiras
agropecuárias no interior de Rondônia. Elas demonstram a pujança do agronegócio
do estado e fomentam a economia dos municípios movimentando bares, restaurantes,
hotéis e o comércio lojista *** Já operando novas linhas aéreas a partir de
Porto Velho para Belo Horizonte no Sudeste. Uma nova opção de conexões para outras
capitais brasileiras a partir de agora ***
O que não melhoram mesmo são os preços das tarifas das empresas aéreas e no
meio do ano elas acabam aumentando ainda mais para desgraça dos rondonienses.
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Senador Marcos Rogério na ponteira e Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga
Sem ferrãoQuando até os direitos dos condenados são defendidos com apetitosas reduções de penas, como se viu no episódio da dosimetria (nome pomposo

O clima eleitoral ainda está longe de esquentar, as coalisões de Hildon Chaves e esposas concorrendo
Nó na borrachaO desenvolvimento da ciência diariamente põe abaixo antigas crenças, da mesma forma que remotamente comprovou que a lua, o sol e fenô

Super El Nino em Rondônia, Acre e Amazonas e a crise do leite
Voando altoQuem conhece a Amazônia, ainda que superficialmente, não desconhece a presença dos nevoeiros que pairam sobre a floresta. O que nem todos

Reforçando paliçadas, convenções partidárias de julho e buscando a ressurreição política
Desafio geracional Se o tão temido El Niño gigante realmente vier e em sua passagem condenar as grandes árvores amazônicas haveria algum jeito de q
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)