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Carlos Sperança

O desabastecimento no Amazonas e Hildon Chaves de malas prontas para regressar ao PSDB


O desabastecimento no Amazonas e Hildon Chaves de malas prontas para regressar ao PSDB - Gente de Opinião

Enfrentar o abismo

É impossível calcular o potencial de riqueza da Amazônia. Para o bem, o máximo que se pode ter a pretensão de saber é que serão ganhos crescentes e incessantes, via sustentabilidade. Para o mal, se o desmatamento e o crime triunfarem, levando a humanidade ao apocalipse climático, os lucros serão provisórios e logo vão se transformar em prejuízos permanentes.

A quem interessa o mal? Há seitas religiosas que de tanto falar em demônio acabam dominadas pelo maligno. A fórmula é bem conhecida no Salmos (“um abismo chama outro abismo”) e em Nietzsche (“quando você olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”). O Brasil não pode se perder só criticando a corrupção e o crime. É urgente partir de vez para o combate.

É auspicioso, segundo a Serasa Experian, que desde o começo de 2023 perdas de R$ 41,4 bilhões foram evitadas no país com soluções antifraude. No entanto, o tamanho do crime é o corpo de um monstruoso iceberg, o que torna também auspicioso encarar sem temor o abismo com soluções firmes e resolutivas, tais como o plano Amazônia mais Segura e Soberana.

Com recursos ao redor de R$ 2 bilhões, prevê a criação de 34 novas bases de segurança, implantar um centro de comando da Força Nacional de Segurança e outro de cooperação internacional com os países vizinhos. Não mais a receita “se ficar, o bicho come, se correr o bicho pega”. Agora é unir forças para enfrentar o bicho.

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O desabastecimento

Se a estiagem seguir avançando no Amazonas, não será a anunciada dragagem pelo Dnitt– que só será iniciada dentro de 45 dias – que vai evitar o desabastecimento de Manaus, a metrópole amazônica, com quase 2,5 milhão de habitantes. De um lado a capital amazonense é abastecida pela Hidrovia do Madeira, que começa em Porto Velho, de outro, as balsas provenientes de Belém, no Pará. Manaus pouca coisa produz e além de hortifrutigranjeiros também recebe arroz e feijão de outros estados para municiar seus supermercados. A BR 319 neste período de seca poderia ser uma carta na manga no atendimento aos manauaras.

A sucessão

Já se fala nos processos sucessórios das mesas diretoras das assembleias legislativas e da Câmara dos Deputados e em Rondônia, já se sabe, que com a eleição antecipada, teremos a volta do ex-presidente Alex Redano (Republicanos-Ariquemes) na casa de leis. Em Brasília, são cogitados para a sucessão de Arthur Lira, os deputados Isnaldo Bulhões (MDB), Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e Antônio Brito (PSD-BA), e o atual vice-presidente da casa Marcos Pereira (Republicanos-ES). A curiosidade é que tem dois pretendentes ao cargo baianos, um divisionismo que pode favorecer os adversários.

Apoio de Bolsonaro

Nas esferas do comando nacional do PL, é considerado certo o apoio do presidente Jair Bolsonaro a candidatura do senador Jaime Bagatolli (PL) ao governo de Rondônia no ano que vem. Pela força do bolsonarismo, num dos estados mais conservadores do País, que é Rondônia, Bagatolli pinta como um adversário poderoso, já que a esquerda no estado é inexpressiva e sequer conta com uma candidatura competitiva ante o conservadorismo vigente. Deste modo, só existe um nome a altura para a peleja, que também é bolsonarista, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil).

Sem controle

Do lado de Hildon Chaves, sem controle do Diretório Estadual do União Brasil – o partido está em mãos do governador Marcos Rocha que pode romper a aliança com o prefeito de Porto Velho – fala-se nos bastidores que ele já estaria de malas prontas para regressar ao PSDB, onde ele detém o controle do partido. Hildon conta com seu supersecretário Fabricio Jurado como presidente estadual dos tucanos a sua espera e o retorno já estaria previsto para acontecer em 2024, quando o alcaide deverá apoiar a eleição de Mariana Carvalho ao Prédio do Relógio tendo como adversário o deputado Fernando Máximo, ungido de Marcos Rocha.

Os ex-prefeitos

Alguns ex-prefeitos rondonienses tem cotação alta para votar ao pódio nas eleições de 2024. São eles, Thiago Flores, atual deputado federal em Ariquemes, Jesualdo Pires em Ji-Paraná, Melki Donadon em Vilhena, Glaucione Rodrigues em Cacoal, Cassia dos Muletas em Jaru, Lindomar Garçom em Candeias do Jamari, Helma Amorim em Alto Paraiso, Carlos Magno em Ouro Preto do Oeste, entre outros nomes em condições de voltas triunfantes aos executivos municipais. Alguns já foram eleitos e reeleitos com enorme percentual de aprovação, como Jesualdo Pires em Ji-Paraná.

 

Via Direta

*** O elevado preço dos alugueis esta ocasionando uma enorme fuga de lojistas nos shoppings brasileiros. Em Porto Velho, a situação não é diferente, muitas lojas deram no pé. O movimento lojista só melhora em datas festivas, como este Dia das Crianças *** Muitos municípios do Amazonas estão ameaçados de apagão neste final do ano em virtude da seca que atinge o estado. É o que confirma o presidente da Associação Amazonense de Municípios Anderson de Souza ***Mesmo com o segmento avariado de rijo com vendas em queda, os lançamentos de prédios e condomínios seguem na capital rondoniense e podem reanimar o mercado imobiliário. Pelo menos é a expectativa dos corretores do ramo.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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