Segunda-feira, 7 de dezembro de 2020 - 08h43

Provável
resultado do Efeito Biden, pela vitória do candidato democrata por larga margem
sobre o presidente Donald Trump, já não são mais ongs ambientalistas
demonizadas pela extrema-direita que advertem para as consequências do
desmatamento na Amazônia. Ficou difícil de negá-lo aos olhos vigilantes do Big
Brother montado nos satélites da Nasa e demais espiões que infestam o espaço do
planeta na forma de OVNIs inexplicáveis.
Vem
daí que o Conselho Militar Internacional sobre Clima e Segurança alerta: “A Amazônia
em risco coloca em risco a segurança do Brasil”. É um puxão de orelhas muito
sério: “O Brasil não está adequadamente preparado para os impactos dos fatores
de estresse relacionados às mudanças climáticas previsíveis em sua segurança,
economia, base de recursos naturais e infraestrutura nacional crítica,
especialmente suas usinas hidrelétricas e instalações militares”.
Mas
quem são esses conselheiros militares para atacar o Brasil dessa forma tão
franca e direta? São chefes militares, especialistas em segurança e
instituições de segurança de 38 países, cujo papel é antecipar, analisar e
enfrentar os riscos de segurança de um clima em mudança climática. Se o Brasil
merece o ataque dos especialistas militares desses 38 países é algo que ainda
requer uma resposta adequada do governo brasileiro. Ficar sem resposta é que
não pode.
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4 de Janeiro
Aproxima-se
mais um 4 de janeiro, data da instalação do estado de Rondônia em 1982, quando
nossa população era de aproximadamente 500 mil almas e a migração entrava no
auge, época que não existia problema com aglomerações proibidas atualmente pela
pandemia. Haviam grandes aglomerações nos garimpos, nas ruas de Porto Velho,
nas rodoviárias do interior com a chegada dos colonos para desbravar o então
território. Chegamos a data agora no ápice da pandemia e teremos uma comemoração
com os rondonienses reclusos em suas casas.
Temas esquecidos
Alguns
temas cruciais para o município de Porto Velho não foram devidamente debatidos
entre os 16 candidatos que disputaram as eleições municipais. Cito o caso do
Distrito Industrial tão necessário para a geração de empregos e abandonado por
seguidas gestões no então Paço Tancredo Neves e as barragens de contenção da
orla do Rio Madeira no perímetro urbano da capital rondoniense. O Plano Diretor
chegou a ser mencionado, mas sem a devida importância que merece.
Nova rodoviária
A
questão da nova rodoviária da capital volta a tona. É um jogo de empurra que
vem desde os tempos das administrações do governador Confúcio Moura e do prefeito
Roberto Sobrinho. Sobrinho garante que deixou recursos para a construção do
terminal que foram usados para outros fins pelo sucessor Mauro Nazif. Confúcio
Moura prometeu e chegou a elaborar um projeto moderno e sofisticado, mas não
cumpriu. Hildon Chaves usou o assunto como tema de campanha e depois esqueceu
jogando a culpa no atual governador Marcos Rocha. Ficou tudo no jogo de empurra.
A regularização
O
governo de Rondônia comemora a lei da regularização fundiária e até aí eu
também festejo. Mas a regularização fundiária não está emperrada por falta de
leis, existem dezenas delas criadas e não cumpridas e tantos programas
lançados, como o Terra Legal, mas nenhum atendeu seus objetivos. Só em Rondônia
mais de 100 mil propriedades esperando a titulação há quase três décadas diante
de um Incra inoperante e a falta de prioridade das esferas federais para um
problema que tem causado até chacinas em território rondoniense.
A renovação
Tivemos
uma baita renovação dos quadros da Câmara de Vereadores de Porto Velho no pleito
2020, fora a desistência de Alan Queiros de não concorrer a um novo mandato e
da vereadora Cristiane Lopes disputar a prefeitura de Porto Velho. Vamos ver se
a casa de leis se renova com qualidade, embora no cesto destas maçãs existam
dois edis que já foram presos por mal feitos que todos já sabem. As últimas legislaturas
foram decepcionantes.
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Via Direta
*** Com as mudanças causadas pela
eleição de deputados a prefeituras e cassação de outros parlamentares, Porto Velho
poderá chegar a 10 representantes na Assembleia Legislativa em 2021 *** Alan Queiroz (PSDB)
e Ribamar Araújo (PR) são dois parlamentares assumindo mandatos no ano que vem.
Queiroz já em janeiro. Ambos são fichas limpas *** A crise hídrica se espraia pelo Brasil inteiro. Os estados de Santa
Catarina e Paraná sofrem as consequências da falta de chuvas no agronegócio ***
Mas coisa de louco é Porto Velho, as margens do Rio Madeira, padecer com mais
da metade da população sem água encanada e com três usinas hidrelétricas pagando
a energia mais cara do País *** As
esferas federais estão nos fazendo de trouxas, nos tratando como colônia, da
mesma forma que Portugal fazia com o Brasil na época de Tiradentes.
Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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