Quinta-feira, 26 de junho de 2025 - 08h25

Não
é uma ideia original construir uma prisão de segurança máxima em plena floresta
amazônica, projeto do governo francês com a intenção de isolar narcotraficantes
e radicais islâmicos. O governo repressivo de Artur Bernardes isolou em uma
prisão em Clevelândia do Norte (AP), pegado com a Guiana Francesa, opositores
do governo capturados no Paraná durante a Revolução Paulista, soltos no governo
Washington Luís, em 1926, por terem se rendido com a promessa de julgamento
justo e liberdade.
Aliás,
até já existe uma prisão na mesma Saint-Laurent du Maroni, que os amantes da
boa literatura conhecem do livro Papillon, de Henri Charrière, expondo a
colônia penal da Ilha do Diabo. A intenção do governo daquele país é dar ao
local a estrutura de segurança máxima até 2028.
A
repercussão do projeto foi a pior possível. É tratar a Amazônia francesa como
“lata de lixo” na qual a elite francesa possa jogar o que incomoda. Vai gastar
uma fortuna nessa prisão enquanto relaxa em algo que deveria de fato preocupar:
cerca de 30% da cocaína consumida na França vem de lá.
No
Paraná, após a construção do presídio de segurança máxima de Catanduvas aumentou
a movimentação de drogas e traficantes na região e os guianeses temem o mesmo
efeito com esse projeto. Aliás, Papillon fugiu da Ilha do Diabo. A França
deveria pensar em usos melhores para as belezas e maravilhas amazônicas.
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A confirmação
Com
a volta do governador Marcos Rocha da sua viagem a Israel, foi confirmada sua
disposição de disputar uma cadeira ao Senado e, por conseguinte já se sabe que
o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) vai assumir sua cadeira no
Palácio Rio Madeira a partir de abril do ano que vem. A candidatura de Gonçalves
racha as bases o governo estadual. Um naco das lideranças chapas brancas está
com ele no seu projeto a eleição, uma outra parte prefere o ex-governador Ivo Cassol
(PP) e uma terceira vertente acredita mais nas possibilidades do deputado
federal Fernando Máximo.
Múltiplas alternativas
O
cenário é tão nublado com relação a sucessão estadual em Rondônia que tem ainda
gente que prefere se aliar aos adversários do governador Marcos Rocha, se
alinhando com a candidatura favorita da temporada, qual seja, do senador Marcos
Rogério (PL) que conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pacificar,
então, as hostes situacionistas se tornou um desafio para o atual governador que
ainda não definiu quem irá apoiar. E existe possibilidade de não se alinhar a
candidatura do seu vice que tem se recusando desde já as suas orientações de
cunho político.
Esperando definições
As
possíveis postulações oposicionistas a gestão de Marcos Rocha aguardam as
definições da base aliada do Palácio Rio Madeira com toda atenção. De um lado,
o senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes), pilotando a caravana da esperança, de
outro o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) buscando alianças para
alicerçar sua candidatura, e contamos ainda com o atual prefeito de Cacoal,
Adailton Fúria (PSD), a grande novidade do pleito que se aproxima. Do lado
chapa branca ainda tem Ivo Cassol aguardando suas pendencias com a justiça com
a expectativa de ser o ungido para a disputa ao CPA. Neste caso, Rocha e Silvia
Cristina seriam os postulantes ao Senado na mesma chapa.
A chapa bolsonarista
Como
a composição bolsonarista em Rondônia já está definida pelo mito, com Marcos Rogerio
ao governo estadual, Bruno Scheidt e Fernando Máximo ao Senado, já se tem como “sem
tetos” no segmento, o candidato a governador Sergio Gonçalves e o postulante ao
Senado Marcos Rocha no ambiente conservador. Muita expectativa e muita briga no bolsonarismo,
portanto, para satisfação da oposição. O que se vê, portanto neste primeiro
cenário, é de grandes possibilidades deste racha estadual levar ao
despenhadeiro o projeto do vice-governador Sergio Gonçalves de se “reeleger”.
Cenário de incertezas
Este panorama político rondoniense, povoado de incertezas
deve se arrastar até a posse do vice-governador Sergio Gonçalves no CPA Rio Madeira.
Com a caneta na mão, ele terá melhores condições de negociar apoio a sua candidatura
e montar sua base, já que terá a máquina estadual a seu favor. Se desistir da
candidatura ao CPA, atendendo pleito do atual governador Marcos Rocha, a
composição chapa branca será totalmente alterada. Se for liberado, Ivo Cassol,
seria o cara escolhido para enfrentar no segmento de embate conservador, o
senador Marcos Rogério.
Via Direta
*** A prefeitura de Porto Velho está
concluindo o projeto de climatização da nova rodoviária construída pela administração
passada, mas deixando alguns quesitos para trás na sua inauguração, marcando a
despedida do então prefeito Hildon Chaves *** Uma ação muito oportuna na nova
gestão, já que no verão o calor é de doer no lombo dos pobres passageiros
rondonienses *** A emancipação dos distritos
de Porto Velho, como Extrema, Nova Califórnia, Jaci-Paraná, União Bandeirantes
só ficou na conversa fiada dos deputados estaduais *** As lideranças distritais
querem buscar agora socorro com os deputados federais e senadores. Uma caravana
de lideranças distritais organiza uma marcha a Brasília.
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