Terça-feira, 26 de maio de 2026 - 08h05

A
Amazônia costuma impressionar o mundo com seus números grandiosos e frequentes
descobertas significativas de novas fontes de riqueza. Com o desenvolvimento da
observação via satélite e sua combinação com novos avanços da informática a
tendência é que haja em breve mais uma enxurrada de novas informações sobre
achados surpreendentes na floresta.
Logo
de saída, uma das primeiras informações coletadas é tão surpreendente quanto
assustadora: o Ministério da Defesa já sabe que há pelo menos 2.837 pistas de
pouso clandestinas na Amazônia Legal utilizadas por garimpeiros ilegais e o narcotráfico.
Se cada uma fizer apenas um transporte diário de valores criminosos já seriam cometidas
85 mil ilegalidades.
Nem
seria preciso acrescentar que um terço dessas pistas estão localizadas em
terras indígenas e unidades de conservação, pois ocorrências criminosas nessas
áreas são relatadas no dia a dia. O que faltava concluir é o que essas quase
três mil pistas clandestinas significam em seu conjunto: há corredores
logísticos estruturados conectando garimpos e rotas de contrabando utilizando
pistas mais constantes e provisórias explorando os rios da região, a densidade
da mata e as fronteiras internacionais para ganhos ilegais com ouro, combustível,
armas e drogas. Desnecessário é dizer que o crime sabe que o MD sabe disso e
vai mudando sua estratégia onde o sapato aperta.
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A regularização
A
regularização fundiária dos imóveis urbanos tem sido um verdadeiro tormento das
capitais da região Norte. Como Porto Velho, onde as famílias tem dificuldades
de tocar os processos, em Manaus, a grande metrópole amazônica, 80 por cento
das casas dos moradores não contam com o título definitivo, sujeitas a falta de
financiamento e de amparo legal nos questionamentos judiciais. Em Manaus, como
também na capital rondoniense, os setores administrativos destinados a regularização
fundiária, caminham a passos de tartarugas, mesmo nos projetos em parceria com
os governos estaduais.
Convenções 2026
Com
alguns partidos ainda desenvolvendo tratativas para a formatação de chapas de
candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados já começam os preparativos
para as convenções partidárias de julho quando serão homologadas as candidaturas
majoritárias (ao governo estadual e Senado) e proporcionais, que são os cargos
legislativos com listas a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
Enquanto algumas legendas sofrem para montar nominatas competitivas, em outras estão
sobrando postulantes, como ocorre na lista montada pelo PSD, do governador
Marcos Rocha. Por falar na candidatura chapa branca do PSD de Adailton Fúria,
para abrigar tantos candidatos, foram necessários vários outros partidos para
adequar a demanda dos postulantes a ALE.
Gestão eficiente
Com
uma gestão eficiente frente ao Sindicato dos Servidores dos Legislativos
-Sindler, o presidente da entidade, Mirin Luís Brito pavimenta enorme
favoritismo para mais um mandato. Durante a sua gestão, o sindicato ampliou os
serviços de atendimento aos funcionários da Assembleia Legislativa, levou importante
apoio aos servidores aposentados, como um plano de saúde e ampliou a sede esportiva
e recreativa do Sindler instalada numa ampla chácara onde são realizados eventos
festivos. Outros benefícios estão sendo implantados, além do sucesso nas
negociações pelos reajustes salariais obtidos ao funcionalismo.
Nas paradas
Ex-vereador,
ex-deputado estadual, ex-prefeito de Porto Velho, o Dr. Mauro Nazif, com a
saúde recuperada, entra na peleja por uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Nazif foi um dos parlamentares mais ativos nas causas do funcionalismo público
e chegou até ser espancado por PMs nos protestos que eram comuns nas décadas
passadas. Nas eleições 2026 vai tentar se recuperar depois de derrotas
seguidas. Terá uma disputa acirrada pela frente com novas lideranças que
eclodiram, nos últimos anos como Célio Lopes e Sofia Andrade, e com os parlamentares
com mandato pela capital, casos dos deputados Mauricio Carvalho, Cristiane
Lopes e Coronel Chisostomo.
Duelos regionais
Por
falar na peleja a Câmara dos Deputados teremos grandes duelos regionais pelas
oito cadeiras da bancada federal no Congresso. Em Ariquemes e Vale do Jamari, o
confronto ocorre entre os deputados Thiago Flores e Rafael Fera. Na região central,
o deputado federal mais votado Lucio Mosquini (Ouro Preto/Jaru), com os
ex-prefeitos Jesualdo Pires e Esaú Negão (Ji-Paraná), em Cacoal e Rolim a predominância
de postulações femininas, com Joliane Fúria, Jaqueline Cassol, além dos
ex-deputados Luiz Claudio e Expedito Junior. No Cone Sul, o grande confronto
será entre os clãs Donadon e Neiva de Carvalho, com cada agrupamento lançando seu
próprio candidato.
Via Direta
*** Mesmo enfrentando um apagão de mão
de obra, Porto Velho segue como passagem para venezuelanos e cubanos. Poucos
ficam por aqui a maioria vai trabalhar
nos frigoríficos e cooperativas do Paraná e Santa Catarina *** Por conta do
apagão, um pedreiro já está cobrando R$ 200,00 a diária na capital e os supermercados
se ressentem pela falta de funcionários ***
Seguindo o exemplo bem sucedido de Rondônia, o vizinho Acre tem aumentado
sensivelmente a produção de café e ampliado muito seu rebanho bovino *** A
mesma tendência tem sido constatada no Sul do Amazonas, principalmente na
região de Apuí, município colonizado por migrantes rondonienses, de origem
sulista.
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