Segunda-feira, 28 de julho de 2025 - 08h25

O
uso da tecnologia na medicina é importante e salva vidas, desde que aplicado
por profissionais competentes. Tratar de problemas de saúde com base em
mexericos de internet e falsos remédios milagrosos pode trazer males ainda mais
graves e consequências imprevisíveis. Muita gente morreu por acreditar em
milagreiros que empurravam misturas de ervas como panaceias universais para
tudo, do bicho-de-pé ao coração fraco. Com saúde não se brinca nem se
experimenta: é preciso ter a certeza de um tratamento profissional adequado.
Um
trabalho admirável do etnobotânico Hemerson Dantas dos Santos Pataxó Hãhãhãi, o
primeiro de sua especialidade no mundo, já catalogou 175 plantas medicinais
utilizadas no tratamento de enfermidades como verminoses, diabetes e
hipertensão, mas identificar as plantas e descobrir nelas efeitos positivos não
significa que podem ser usadas sem critérios.
Há
milhares de remédios indicados para as doenças conhecidas, mas nem por isso
podem ser usados sem a indicação de especialistas capazes de orientar o
tratamento e atestar a cura ou corrigir ações. Aplicações emergenciais são
válidas, como o uso da própolis da abelha-canudo, que os antigos verificaram e
a ciência comprovou ser capaz de acelerar a cicatrização de feridas e reduzir
inflamações. Isso, porém, isso não dispensa o diagnóstico e o tratamento
orientado por médicos especialistas.
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As projeções
Depois
de ter projetado candidaturas no ano que vem para o governo estadual ou ao
Senado, o deputado federal Lucio Mosquini (MDB) deve mesmo pleitear a
reeleição. Não conseguiu espaço em outros partidos para assegurar postulações
maiores. De saída do MDB, onde perdeu a presidência estadual da legenda para o
senador Confúcio Moura, Mosquini, aguarda a chamada janela partidária para trocar
de partido, marcada para abril do próximo ano. Ele é bolsonarista raiz, mas
menos fanático do que o empedernido coronel Chrisóstomo.
A transformação
Da
falta da carne bovina nos anos 50, nos idos do território federal aos dias de
hoje, Rondônia teve grandes transformações. Uma delas é com relação a fartura desta
proteína, inexistente nas duas principais cidades rondonienses, Porto Velho e
Guajará Mirim na época. Quando o produto chegava, geralmente da Bolívia, era
uma disputa infernal, com a população farta de galinha e carne de porco. Hoje
Rondônia conta com um dos maiores rebanhos de bovinos no País, ao lado de Goiás,
Mato Grosso Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Pará. Em tempo: o tarifaço de
Trump deve ajudar a baixar o preço da carne em Porto Velho. O preço d arroba já
está caindo.
Plano de 100 dias
Para
adoçar a população de Rondônia que chiava com as tarifas a serem implementadas
com a implantação de pedágio na BR 364, a empreiteira que ganhou a licitação para
recuperar a rodovia, anuncia um plano de 100 dias introduzindo uma série de
melhorias na estrada alvo de tantas tragédias ao longo dos seus 40 anos de
pavimentação. Desde a inauguração pelo presidente João Figueiredo, ministro do Interior
Mario David Andrezza e nosso eterno governador Teixeirão, a rodovia Marechal
Rondon, que conecta Porto Velho a Cuiabá, nos anos 80, já que ceifou centenas
de vidas em acidentes. A concessionária vai tratar apenas do trecho Porto Velho-Vilhena.
Calor e estiagem
Nas
últimas semanas pelo menos em três oportunidades, Porto Velho foi a capital
mais quente do país atingindo quase 40 graus com a sensação maior ainda no
lombo dos rondonienses, como a população deve ter sentido na própria pele, buscando
balneários e igarapés para se refrescar. Com tudo isto, se prenuncia mais uma
grande estiagem, como ocorreu no ano passado. Estive bisbilhotando a situação
dos bairros mais prejudicados na capital. Os poços caseiros já estão secando. A
perfuração de um poço artesiano está custando cerca de R$ 7 mil. Para escavar o
chamado poço amazônico, aquele caseiro, o preço está a razão de R$ 400,00 o
metro. É coisa de louco!
Ovelhas e avestruzes
Com
representantes ovelhas e vereadores avestruzes, a fiscalização do poder executivo
nas esferas municipais e estaduais fica prejudicada em Rondônia. Veja o caso de
Porto Velho, a capital dos rondonienses, é considerada a pior cidade do país em
termos de abastecimento de água e coleta de esgoto, é campeã de feminicídios,
as fezes pululam nas ruas, drogados e mendigos infestam o centro histórico
assaltando os lojistas, temos um roubo de fiação e cabos elétricos que não
acaba. Os setores de Saúde em colapso e da segurança em caos. E a fiscalização
legislativa omissa.
Via Direta
*** O comércio lojista está urrando em Porto
Velho, mas as redes de supermercados estão em franca expansão, como são os
casos do Grupo Gonçalves, com sede
estadual em Jaru e a rede Meta 21, sediada em Porto Velho ***O ex-prefeito de
Porto Velho Mauro Naziz volta as lides políticas disputando uma cadeira a
Assembleia Legislativa no ano que vem ***
Buscando a recuperação, porque perdeu a última eleição a Câmara dos Deputados e
o controle do PSB, para Vinicius Miguel *** Consultando as bases no Vale do
Jamari, o ex-prefeito de Cacaulândia Adelino Follador deve voltar a disputar
cadeira Assembleia Legislativa no ano que vem.
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