Segunda-feira, 4 de maio de 2026 - 07h46

É
ainda recente a norma sobre o pagamento por serviços ambientais prestados,
desde a entrada em vigor da lei 14.119, de 2021. Como no Brasil há leis que
pegam e as que não pegam, remunerar serviços ambientais precisa ser uma prática
sempre apoiada. Se a inútil primeira exploração à Lua custou em torno de 150
bilhões de dólares e a mais recente, igualmente inútil, consumiu mais 100
bilhões, é recomendável uma operação mundial de pagamento à altura para
serviços ambientais por sua grande utilidade para a manutenção da vida.
Vale
destacar, a propósito, o lançamento do Programa de Pagamento por Serviços
Ambientais do Pirarucu, feito em março pelo Ministério do Meio Ambiente e
Mudança do Clima. Inédito, o programa reconhece e remunera os serviços
ambientais prestados por comunidades ribeirinhas que realizam o manejo
sustentável da espécie na Amazônia.
Pelo
que o Ministério anunciou, o programa beneficia aproximadamente 5 mil pessoas
de mais de 40 organizações comunitárias que atuam em 41 áreas protegidas,
abrangendo mais de 20 milhões de hectares na Amazônia. Tem financiamento do
Green Climate Fundo de apoio da ONU, mostrando o caráter internacional da
medida. É surpreendente que só agora comece a ser feito o pagamento por
serviços ambientais, mas é animador que finalmente comece a haver iniciativas
nesse sentido.
............................................................................................................
Sem a máquina
Certamente
o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), um dos candidatos de ponteira ao
governo de Rondônia contava com a máquina da sua municipalidade na sua campanha
2026. No entanto, o vice-prefeito que assumiu Tony Pablo se voltou contra seu criador
e está prospectando acordos para apoiar adversários de Fúria. Namora Hildon
Chaves (União Progressista) que tem como vice Cirone Deiró seu amigo do peito e
não deixa de manter entendimentos com outro concorrente ao CPA que é o senador
Marcos Rogério (PL). Mas para compensar a perda em Cacoal, Fúria poderá contar
com a máquina estadual, do governador Marcos Rocha, que assumiu o PSD.
Caindo do cavalo!
Existe
uma certa tradição em Rondônia dos vices a governador e de prefeitos se sentir
mais importantes que os titulares. Querem apitar! Alguns tentando até derrubar
os titulares. Na prefeitura de Porto Velho tivemos muitos casos assim, com
Dalton di Franco conspirando para assumir o cargo de Mauro Nazif, Edgar do Boi
tramando impeachment para escorraçar do Palácio Tancredo Neves o prefeito
Hildon Chaves e assim por diante. Vejam agora o recente caso do vice-governador
Sergio Gonçalves com o mandatário Marcos Rocha, mesmo não assumindo o cargo já
queria se adonar do poder. Virou e mexeu, caiu do cavalo!
Vices dóceis
Na
prefeitura de Porto Velho já no início da gestão Leo Moraes e a vice Magna dos
Anjos houve desacordos sobre candidaturas a Assembleia Legislativa e Câmara dos
Deputados, mas tivemos vices governadores e vices-prefeitos dóceis que muito
ajudaram seus titulares. Jeronimo foi
bem-sucedido com Orestes Muniz de vice, Oswaldo Piana com Assis Canuto. O então
governador Confúcio Moura (MDB) teve sorte com seus vices, Airton Gurgacz e
Daniel Pereira, sendo que o ultimo chegou assumir a titularidade. José Bianco
foi bem aquinhoado com Miguel de Souza, Ivo Cassol, com João Cahula. Hildon
Chaves, abençoado com a aliança com Mauricio Carvalho que depois virou deputado
federal.
Fora da jogada
Dos
governadores da Amazônia que deixaram os cargos para disputar o Senado pelo
menos dois já estavam com risco de padecer com a inelegibilidade. Um deles já
cassado pelo Supremo, Antônio Denariun, de Roraima, está inelegível. Ele liderava
todas as pesquisas para o primeiro voto naquele estado. O vice que assumiu também
foi cassado e Roraima deverá ter novas eleições para um mandato tampão. No
Acre, o ex-governador Gladson Cameli, que igualmente já teve cassação
confirmada, aguarda recursos e segue na peleja a uma cadeira ao senado. Ele
lidera as pesquisas no estado. Lá o petista Jorge Viana está em segundo lugar,
buscando a segunda vaga. Já, no Pará o ex-governador Helder Barbalho, sem problemas
com a justiça eleitoral lidera com grande folga a corrida por uma das cadeiras.
Militância acomodada
Em
sua passagem por Rio Branco, na semana passada, o ministro Boulos criticou a
acomodação da militância petista nos últimos pleitos. O puxão de orelhas tem
razão de ser é válido para todo o território nacional. A militância petista não
é nem um fiapo do que foi nos anos 80, aguerrida, participativa, como foi
também em Rondônia. Os petistas rondonienses como gatos de armazém, acomodados e muitos viraram bolsonaristas.
Convenhamos, motivar petistas em território conservador como é Rondônia e Acre,
não é uma tarefa fácil. O partido vem sofrendo seguidas derrotas na região
Norte.
Via Direta
*** Com o professor universitário Pedro
Abib confirmando sua candidatura pelo MDB, a disputa pelo governo de Rondônia
já ameaça entrar em quase uma dúzia de postulações *** Com Abib, se
descarta o atual senador Confúcio Moura disputando novamente o CPA. Deverá disputar
a reeleição ao Senado. A outra vaga na disputa pelo MDB deverá ficar com o
ex-senador Amir Lando *** Na esperança
de ser campeão, o milionário Bruno Scheidt começou a percorrer o estado falando
da sua postulação ao Senado. Não se sabe como está posicionado no interior, no
capital ninguém sabe quem é este ungido do ex-presidente.
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Senador Marcos Rogério na ponteira e Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga
Sem ferrãoQuando até os direitos dos condenados são defendidos com apetitosas reduções de penas, como se viu no episódio da dosimetria (nome pomposo

O clima eleitoral ainda está longe de esquentar, as coalisões de Hildon Chaves e esposas concorrendo
Nó na borrachaO desenvolvimento da ciência diariamente põe abaixo antigas crenças, da mesma forma que remotamente comprovou que a lua, o sol e fenô

Super El Nino em Rondônia, Acre e Amazonas e a crise do leite
Voando altoQuem conhece a Amazônia, ainda que superficialmente, não desconhece a presença dos nevoeiros que pairam sobre a floresta. O que nem todos

Reforçando paliçadas, convenções partidárias de julho e buscando a ressurreição política
Desafio geracional Se o tão temido El Niño gigante realmente vier e em sua passagem condenar as grandes árvores amazônicas haveria algum jeito de q
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)