Terça-feira, 9 de dezembro de 2025 - 08h55

Os
negacionistas do clima, aliados aos interesses da vasta rede de extração,
produção e comércio de combustíveis fósseis, conseguem frequentes vitórias. Sua
mais espetacular conquista foi a declaração final da COP30, que não trouxe a
condenação definitiva ao petróleo. O fim da Era do Petróleo, que muitos
esperavam ser declarada já, vai ficar para um futuro ainda incerto – talvez
2075, quando a última gota de óleo for extraída.
As
preocupações dos cientistas com o futuro foram postas pelos negacionistas no
mesmo nível dos profetas do Apocalipse, que tiveram todas as suas previsões
desmoralizadas pela realidade. Eles apostam que a própria ciência e a regulação
natural tratarão de evitar a desgraça do planeta bem antes de 2075.
Depois
dessa vitória, só há uma força contra os negacionistas: a European
Deforestation-Free Regulation (Regulação Europeia contra o Desmatamento). Com
foco na redução das emissões de gases de efeito estufa e perda de
biodiversidade, ela causa dores de cabeça nos produtores de alimentos,
atormentados pelas regras restritivas à comercialização de sete commodities:
gado, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja e madeira. Está prevista para
vigorar já, no fim de 2025, mas alongar esse prazo será uma vitória dos consumidores
e não dos negacionismo. Já bastou o tarifaço de Trump para mostrar a ruína que
medidas drásticas trazem. Se o petróleo pode ter mais tempo, comida também
pode.
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Fraturas expostas
O
racha da família Bolsonaro com os partidos do Centrão está bem evidente. Depois
da má escolha do senador Flavio Bolsonaro –aquele das rachadinhas – para
disputar a presidência, o ex-presidente Jair Messias se vê diante da recusa dos
governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Junior (Paraná) e Romeu Zema
(Minas Gerais) em aceitar a imposição bolsonarista. Todos confirmam suas
candidaturas presidenciais o que indica para uma péssima largada para o
representante da família Bolsonaro. Acredita-se que o lançamento de Flavio seja
apenas um balão de ensaio para sentir as bases da direita.
Furacão acreano
Depois
de praticamente implodir a carreira política de 28 anos do seu ex-marido,
deputado federal Silas Câmara (Amazonas), com graves acusações de traição, bebidas
e amantes, a deputada federal Antônia Lucia (Acre) recomeçou sua campanha para
a reeleição, cumprindo agenda em Manacapuru. As denúncias de Antônia tiveram grande
repercussão nos meios evangélicos, já que Silas é pastor daquele segmento. Em
nota, na sua defesa, Silas nega as acusações afirmando que a saúde mental da
ex-esposa está abalada. Confirmou a separação, mas não o afastamento da família,
dos filhos e dos netos. Mas o estrago já está feito com o escândalo formado.
Pé na estrada
Mesmo
não confirmando suas candidaturas, alguns postulantes já estão com o pé na
estrada movimentando suas pré-campanhas ao governo de Rondônia. São os casos do
senador Marcos Rogerio (PL-RO), considerado favorito na largada pelos institutos
de pesquisas, do senador Confúcio Moura (MDB-RO) com sua Caravana Esperança
percorrendo os principais colégios eleitorais, do prefeito de Cacoal Adailton Fúria
(PSD). Confirmando a disposição pela disputa, apenas o vice-governador Sergio Gonçalves
(União Brasil), alinhado com o PP, cujos partidos formaram a Aliança Progressista.
A decidir se concorre ou não, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves
(PSDB).
A implosão do acordo
A
possível – já se fala como coisa liquida e certa – implosão do acordo político
entre o governador Marcos Rocha (União Brasil) e o clã Carvalho, liderada pelo
patriarca Aparício Carvalho, ex-vice-governador que é mentor político dos
filhos, a ex-deputada federal Mariana Carvalho e do atual deputado federal Maurício
Carvalho já reflete na formação de chapas a Câmara dos Deputados e a Assembleia
Legislativa. O clã Carvalho esperava como recompensa pela aliança, com
secretarias poderosas, com centenas de cargos a disposição para a família
disputar o pleito de 2026. No entanto, a coalizão com Rocha não se confirmou.
Bem indeciso
O
que se constata e que o governador Marcos Rocha está bem indeciso quanto as
suas alianças para as eleições do ano que vem quando vai disputar uma cadeira
ao Senado, após cumprir a necessária desincompatibilização em abril e em entregar
o cargo para seu vice Sergio Gonçalves. Se de um lado já decidiu disputar o Senado,
tendo sua esposa Luana Rocha pleiteando uma cadeira a Câmara dos Deputados e
seu maninho Sandro Rocha na peleja por
uma cadeira a Assembleia Legislativa – é coisa de louco, a família inteira se
apegando a cargos públicos – ele espera repartir o futuro governo com o vice,
com ele ficando com a fatia do leão.
Via Direta
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