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Carlos Sperança

Interesses dispares para as eleições entre Marcos Rocha e Hildon Chaves


Interesses dispares para as eleições entre Marcos Rocha e Hildon Chaves - Gente de Opinião

Espetáculo prometido

Há duas décadas, em 2003, o Brasil vivia mais uma das graves crises que assolaram a região na trilha da década perdida de 1980, suas reações, planos alternativos e consequências. Concentrando as esperanças populares, o presidente Lula da Silva prometeu que o Brasil viveria o “espetáculo do crescimento”. Como também aprenderam os frustrados eleitores de Dilma Roussef e Jair Bolsonaro, não importa o que o líder diz, mas o que de fato faz.

Dos espetáculos que se destacaram em setembro, provavelmente o que trouxe mais visibilidade e confiança no futuro foi “Pororoca”, apresentado na Semana do Clima, em Nova York, na programação cultural paralela à 78ª Assembleia Geral da ONU. Referência ao fantástico encontro das águas do Rio Amazonas com o mar, o espetáculo de música, luzes e imagens dirigidos por Aíla, cantora, compositora e produtora musical paraense, foi um culto ao ânimo e ao otimismo.

Ao mesmo tempo, aqui, o noticiário apresentava dados oficiais de que o desmatamento destruiu até 92% no entorno de Terras Indígenas na Amazônia. Os mapas do Google Earth mostrando os arredores da área indígena Rio Mequéns em 1988 e em 2020 é um comparativo da destruição. Como câncer também cresce, é preciso escolher o crescimento que vale a pena. A pororoca é um fenômeno natural incontrolável, mas as políticas públicas dependem de líderes capazes mais de agir do que falar.

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Interesses dispares

Interesses dispares para as eleições municipais do ano que vem entre o govenador Marcos Rocha (União Brasil) e o prefeito Hildon Chaves (União Brasil) podem provocar uma rota de colisão entre as duas grandes lideranças da capital para os próximos pleitos. Hildon, interessado em disputar o governo ou o Senado, sem controle dos convencionais do União Brasil, deverá voltar aos braços do PSDB para se garantir. Com este propósito já tem seu aliado instalado na presidência do Diretório estadual, o advogado Fabricio Jurado e parte da sua militância que participou de recentes campanhas vitoriosas.

Uma revoada

A provável saída de Hildão do União Brasil vai provocar uma baita revoada da legenda de tucanos que foram aproveitar os ares bolsonaristas para o pleito 2022. Com ele, devem retornar ao PSDB a sua esposa, a deputada estadual Ieda Chaves, a ex-deputada federal Mariana Carvalho (Republicanos), o atual deputado federal Mauricio Carvalho e outras lideranças alinhadas aos projetos eleitorais do atual alcaide rondoniense que também ocupa o cargo de presidente da Associação Rondoniense de Municípios-AROM desde o início do ano.  Sendo confirmada essa migração, seria a primeira grande reviravolta para os próximos pleitos.

Boas perspectivas

Empresários rondonienses que estiveram recentemente no Peru, participando de evento internacional de exportadores, se manifestaram surpresos com a grandiosidade do porto de Chancay, construído pelos chineses, a 80 quilômetros de Lima, a capital do vizinho País. A obra que deverá ser inaugurada no ano que vem vai baratear geometricamente as cargas e reduzir o tempo para a exportação dos estados amazônicos para os países asiáticos, trazendo grandes benefícios para os amazonenses, acreanos e rondonienses. O megaporto será a porta de entrada da Ásia para toda a América do Sul.

Triangulo da Amacro

O desmatamento na região dos estados que integram a AMACRO, casos do Acre, Amazonas e Rondônia tem aumentado sensivelmente já causando problemas de litígios tendo em vista invasões registradas. Na AMACRO, com o desmatamento aumentaram também as queimadas com objetivo de criação de gado em grandes áreas. O Amazonas tem sido um dos estados mais devastados em 2023 e com isto até sua capital, Manaus tem sido coberta com grossas camadas de fumaça como ocorria com Porto Velho em anos anteriores. Não bastava a caótica estiagem, a população da região enfrenta mais este dilema.

Braços cansados!

Com tantas obras para inaugurar nos próximos meses, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves vai ficar mais cansado do que os palmeirenses erguendo taças com os braços nos últimos anos. O czar macaxeira, tem mais obra em andamento do que todos os prefeitos juntos dos principais polos regionais de Rondônia, como Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena. É realmente uma administração eficiente, madura e com os olhos voltados ao futuro. Até nos equívocos praticados, soube se reerguer, como aquele do reajuste brutal do IPTU. Em frente Hildão, mas fique atento aos eventuais desgastes, que ainda não percebeu.

Via Direta

*** Com o Chile e o Peru endurecendo o jogo e contendo a imigração de venezuelanos nas últimas semanas, os imigrantes se voltam para ingressar no Brasil através das fronteiras acreanas *** Vai sobrar também para Rondônia, rota de passagem dos venezuelanos em direção a ocupações nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados carentes de mão de obra para a construção civil, frigoríficos e cooperativas *** Os pecuaristas estão reivindicando medidas para estabilizar os preços da carne em Rondônia. O preço da arroba tem apresentado variações para abaixo, numa gangorra jamais vista ***Mesmo com a crise, farmácias e novas casas de materiais de construção foram instaladas em Porto Velho no segundo semestre.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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