Sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022 - 08h00

Vieram
quase ao mesmo tempo, divididas por algumas horas, as notícias da estreia do
documentário “The Territory”, de Alex Pritz, no festival de cinema Sundance,
tradicional promoção realizada em Park City, Utah, nos EUA, e o tão aguardado
convite ao Brasil para se juntar ao clube das nações mais ricas do mundo – a Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). É fácil achar intenções
compartilhadas entre o filme de Pritz e a decisão do conselho da OCDE de
encaminhar ao Brasil a esperada carta-convite em resposta ao pedido feito em
2017, abrindo suas portas ao ingresso do Brasil.
No
caso do documentário, ele expõe o drama do povo indígena amazônico Uru-eu-wau-wau,
que esperava respeito ao seu território mas sofreu ataques criminosos de extração
de madeira, mineração predatória, invasões e grilagem de terras, levando sua
população a diminuir à medida em que a expectativa se transformava em tragédia.
Por sua vez, a OCDE proclama que aceita o Brasil no clube dos países ricos
desde que o convidado promova reformas rumo a um “crescimento forte,
sustentável, verde e inclusivo”, com redução da desigualdade, “efetiva proteção
do meio ambiente e da biodiversidade”, “ações ligadas a mudanças climáticas
para atingir os objetivos do acordo do clima de Paris”, qualidade na governança
e ações anticorrupção. O governo brasileiro ignorou o filme, mas disse sim à
OCDE.
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Outro cenário
O presidente
Jair Messias (PL) aproveitou sua passagem por Rondônia para tentar unificar o
bolsonarismo numa só candidatura e preferencialmente em torno do projeto de
reeleição do atual governador Marcos Rocha. A recompensa para o acordo com o
senador Marcos Rogério (PL), a quem o mandatário afirma ter grande apreço,
seria o parlamentar desistir da candidatura ao CPA Rio Madeira para um mandato
tampão numa secretaria de governo. O clã Cassol também está sendo cooptado,
sendo oferecida a dobradinha ao Senado para a deputada federal Jaqueline Cassol
na chapa do coronel Marcos Rocha.
Projeções iniciais
As
projeções iniciais das dobradinhas para a disputa do governo de Rondônia e a cadeira
ao Senado são as seguintes: 1- Pela federação liderada pelo PT; Anselmo de
Jesus (Ji-Paraná) ao governo, ex-governador Daniel Pereira (Cerejeiras) pelo
Solidariedade ao Senado. 2- Pelo PL bolsonarista, senador Marcos Rogério
(Ji-Paraná) ao governo, Expedito Junior (Rolim de Moura) ao Senado pelo PSD. 3
– Pelo MDB chapa puro-sangue: senador Confúcio Moura (Ariquemes) ao governo e
ex-senador Valdir Raupp (Rolim de Moura) ao Senado.
Nem pistas
Já
no tocante a chapa do atual governador Marcos Rocha (Porto Velho) que toca seu
projeto de reeleição pelo União Brasil ainda não existem nem pistas da sua
dobradinha ao Senado. Ele busca unificar as diversas tendências bolsonaristas
existentes no estado para chegar mais fortalecido ao pleito de outubro. Até as
convenções de junho terá tempo de sobra para escolher seu candidato a vice-governador
e seu ungido para disputar o Senado da República. Os druidas governistas
instalados no CPA Rio Madeira já tratam da campanha explorando os pontos fortes
da administração Marcos Rocha.
A regularização
Na
volta aos trabalhos no Senado federal, o presidente da Comissão da Agricultura
e Reforma Agraria Acir Gurgacz (PDT-RO) prioriza a temática da regularização
fundiária, não esquecendo a cobrança pela recuperação e completa pavimentação da
BR 319 no trajeto Porto Velho a Manaus, cuja bandeira ele tem defendido com
firmeza ao longo do seu mandato. Depois de um rápido recesso o Senado voltou
com uma extensa pauta para ser desenvolvida em pleno ano de eleição e com suas
atenções voltadas também a janela de filiações que deverá provocar uma enorme
mudança nos quadros partidários a partir de março.
Os ajustes
O
prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) começou os ajustes no seu primeiro
escalão visando possivelmente, conforme as especulações vigentes, suas composições
partidárias apoiando o senador Marcos Rogério (PL) ao governo estadual e o ex-
empresário da vigilância Expedito Junior (PSD) ao Senado. Alguns cargos foram
simplesmente remanejados, outros aguardam substituições. O Superintendente dos
Distritos Luís Claudio já se despediu e deve disputar uma cadeira a Câmara dos Deputados.
Vinicius Miguel (Agricultura) e Ronaldo Flores (Trânsito) estão deixando os
cargos para disputar a Assembleia Legislativa.
Via Direta
*** O ex-ministro Amir Francisco Lando aguarda
a decisão do ex-senador Valdir Raupp se será ou não candidato ao Senado na
eleição de outubro ***
Com Raupp fora do páreo ele que formaria a dobradinha com o candidato a governador Confúcio Moura que já
percorre o estado prospectando suas chances para a peleja estadual *** O senador Marcos Rogério estuda múltiplas
alternativas para a campanha eleitoral 2022
*** Como nada decidiu acaba sendo prejudicado nas pesquisas de
intenções de votos rolando pelo estado ***
Baitas confrontos no Vale do Jamari: O delegado Thiago Flores, o fazendeiro Amorim e o ex-vice-prefeito Lucas
Follador estão protagonizando o grande pega para a Câmara dos Deputados em Ariquemes.
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