Terça-feira, 29 de julho de 2025 - 08h27

A
tarifa injustificada imposta ao Brasil pelo presidente Donald Trump, dos EUA,
baseia-se na dupla mentira de que o Brasil estaria tendo superávit nas trocas
comerciais e sendo “desleal” com o Pix. Trata-se, pelo conjunto da obra, de um político
feroz, que abusa do poder ameaçando anexar o Canadá, a Groelândia e o Canal do
Panamá, além de falar em paz e fazer guerras.
Criou-se
uma situação perigosa. O fim da amizade com os EUA, decorrente da agressividade
baseada em mentiras, torna o Brasil alvo para a ganância americana. Há muito os
nacionalistas brasileiros temem que o Norte considere a Amazônia um bem da
humanidade, alegue que o Brasil não é capaz de gerir esse patrimônio e
determine a ocupação, criação de uma “Gaza” supostamente indígena ou artifícios
semelhantes.
Com
esse apetite baseado em mentiras, não pensam de fato nos indígenas, nas árvores
e nos animais, que não hesitarão em prejudicar, como sempre fizeram pelos
séculos afora. O foco está em que o Brasil é o segundo maior repositório de
terras raras do mundo, metade da China, que tem 44 milhões de toneladas. Note-se
que os EUA, com 2% das terras raras do mundo, tentaram golpear a China com a
mesma lengalenga de tarifas e levaram um troco de arder, mas o Brasil, dividido
como está, não tem o mesmo poder de reação. Talvez tivesse, se além de reservas
tão grandes também apresentasse produção à altura.
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Poder feminino
As
mulheres vêm se destacando no cenário político rondoniense e isto ocorre desde
os idos do território federal, quando o presidente Joao Figueiredo nomeou a secretária
de Planejamento Janilene Melo para cumprir um mandato de 40 dias na licença do
então governador Jorge Teixeira de Oliveira. De lá para cá, Rondônia elegeu uma
senadora, a petista Fátima Cleide, várias prefeitas e vice-prefeitas. Algumas
delas com grande relevância, casos de Sueli Aragão e Glaucione Nery (Cacoal),
Inês Zanol, que faleceu recentemente, de Pimenta Bueno, Milene Mota (Rolim de
Moura), Daniela Amorim (em Ariquemes), entre outros nomes expressivos.
Pulando cirandinha
Aos
poucos o governador Marcos Rocha e seu vice-governador Sergio Gonçalves vão
aparando as arestas depois de toda confusão criada durante a viagem do titular
do Palácio Rio Madeira a Israel. Reatar os laços políticos seria bom para
ambos, já que Marcos Rocha vai deixar o governo estadual em abril do ano que
vem, para se desincompatibilizar das funções visando disputar uma cadeira ao
Senado, tendo sua esposa Luana Rocha (esta com boas chances) e o mano do Detran
-aquele que foi demitido no Acre - a Assembleia Legislativa. Ter a máquina na
mão a serviço do clã através de Gonçalves que assume o cargo, favorece um acordo
para todos pular cirandinha juntos.
A
contaminação
O garimpo ilegal
continua a rolar solto ao longo do Rio Madeira nos estados de Rondônia e Amazonas.
Já foram identificadas mais de 500 dragas extraindo ouro do Madeirão, com suas
águas sujas e contaminadas pelo mercúrio.
Os garimpeiros da região, desempregados e famintos, se viram como podem e justificam,
que a necessidade faz o sapo pular. Muitos alegam que não tinham mais recursos
nem para a feira da semana. Além do Rio Madeira, existem garimpos clandestinos
em algumas regiões rurais de Porto Velho e Humaitá infestadas também com os
piratas amazônicos.
Novo comando
Com novo comando, o PT estadual começa a
montar suas chapas para a disputa das cadeiras da Assembleia Legislativa e
Câmara dos Deputados no ano que vem no estado. Os nomes mais relevantes do partido
de Lula devem disputar cadeiras a Câmara dos Deputados, casos da ex-senadora Fatima
Cleide, do ex-deputado federal Anselmo de Jesus e do ex-prefeito de Porto Velho
Roberto Sobrinho, de malas prontas para retornar a legenda governista. O PT
integra a caravana da esperança com oito partidos disputando as eleições de
2026 em coalizão devendo apoiar o senador Confúcio Moura (MDB) para a disputa
do Palácio Rio Madeira.
A revolta é grande
A
revolta contra o tarifaço aplicado contra o Brasil pelo presidente dos Estados
Unidos Donald Trump, a pedido da família Bolsonaro, deve aumentar nas próximas
semanas. Ocorre que nas capitais mais industrializadas, como Manaus, São Paulo
e outras, o fantasma do desemprego assombra, com milhares de operários já
colocados em férias coletivas, enquanto as empresas tentam se ajustar a uma
nova realidade. Em Manaus na semana passada, uma empresa do ramo de fabricação
de aparelhos de ar condicionado, demitiu 800 funcionários numa só pancada. Em
São Paulo, a cidade mais industrializada do país os efeitos do tarifaço
assumido pelo clamor pelos bolsonaros será terrível.
Em Rondônia
Os
reflexos em Rondônia com os tarifaços trampistas - bolsonaristas será enorme no
que ser refere a exportação da carne bovina entre outros produtos. O estado não
é industrializado e, por conseguinte não será tão atingido como outras unidades
ad federação, como São Paulo, que exporta aviões para os Estados Unidos e
abastece os americanos com suco de laranja e café. A indústria madeireira
também já colocou funcionários em férias coletivas no Paraná e em outros
estados, o que não demora a acontecer também em Rondônia. Todo mundo de barbas
de molho,
Via Direta
***A empresa MG que substitui a Marquise
na limpeza das ruas de Porto Velho tem mantido a qualidade dos serviços da empresa
cearense. Existe uma disputa judicial entre as empresas
pelos contratos, mas seja qual for a vencedora. a capital estará bem servida
neste quesito *** Estamos comemorando 45
anos de coluna política em Rondônia, iniciada no Estadão do Norte no final de
80, seguidas no tradicional o Guaporé, uma passagem rápida pela Tribuna e mais
de 30 anos no Diário da Amazônia *** Uma missão difícil hoje em dia com a
polarização política existente no País, mas a gente vai levando como pode *** Meus agradecimentos também aos jornais
eletrônicos da capital e do interior o estado pela publicação destas mal
traçadas linhas.
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