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Carlos Sperança

Falta planejamento + de Rondônia tem muito a comemorar seus 39 anos de instalação


Falta planejamento + de Rondônia tem muito a comemorar seus 39 anos de instalação - Gente de Opinião

Falta planejamento

O recente progresso da China nada tem a ver com “comunismo”, que só poderia haver em uma sociedade pós-capitalista. A China é só um caso óbvio de capitalismo de Estado. Seu sucesso, depois de aparentemente ter vencido a pandemia e retomado com força o crescimento econômico, resulta da tradição oriental de trabalhar duro e com paciência confiando nos bons resultados que virão dessa combinação.

Em segundo lugar, e não menos importante, deve-se a uma conquista do Estado moderno: o planejamento, processo técnico instrumentado para transformar a realidade no sentido de objetivos previamente estabelecidos, segundo o professor José Afonso da Silva. O que falta para o desenvolvimento da Amazônia é o mesmo que falta ao Brasil: não há um projeto de Nação, só uma briga política interminável que depois de medidas populistas para amenizar situações difíceis (Plano Cruzado, auxílio emergencial) acabam explodindo em crises futuras.

Na visão de um técnico experiente, Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial, desde 1990 não há planejamento para a Amazônia. A tarefa caberia ao governo, aliando planejamento e união nacional, mas será difícil concretizá-la em eterno clima de disputa eleitoral. Quem não consegue planejar nem a vacinação, que salva vidas, conseguirá ser capaz de salvar o país de sua desarrumada infraestrutura?

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As comemorações

Apesar da pandemia, o estado de Rondônia tem muito a comemorar seus 39 anos de instalação neste 4 de janeiro. O estado segue em ritmo forte de crescimento impulsionado pelo agronegócio com as exportações de soja, carne e derivados, madeira, entre outros produtos. O PIB rondoniense tem aumentado 3,5 por cento ano superior a maioria dos estados, muitos endividados, pagando o funcionalismo e fornecedores a conta gotas. O governador Marcos Rocha segue a eficiência da gestão Confúcio, época das vacas gordas.

Como era?

Na transformação do território federal de Rondônia em estado em 1981, Rondônia chegava aos 500 mil habitantes, impulsionado por um forte deslocamento migratório, principalmente dos estados do sul do país, mais Minas Gerais e Espirito Santo. O portal dos migrantes em Vilhena registrava a origem da migração, predominando famílias paranaenses, das regiões Oeste e Norte do Paraná. No interior a migração saltava com a distribuição de módulos rurais. Na capital, os garimpeiros acorriam a Porto Velho, com o garimpo do Rio Madeira tomado por balsas e dragas.

Classe política

Na instalação do estado em 1981, as principais lideranças políticas eram o governador do Território Jorge Teixeira (PDS) que foi mantido como o primeiro governador do estado e o deputado federal Jerônimo Santana (MDB). A Câmara de Vereadores de Porto Velho funcionava até então como uma espécie de Assembleia Legislativa, com representantes eleitos pelo interior, como João Dias Vieira, de Ji-Paraná. 

Na capital

Em 1981, na instalação do estado, Porto Velho foi mantida como capital. Uma época em que os prefeitos sofriam nas mãos dos governadores, eram nomeados e deviam toda obediência ao mandatário do então Palácio Presidente Vargas. Qualquer insubordinação era motivo para troca. O engenheiro Sebastião Valadares foi mantido como primeiro prefeito da capital, só trocado com a formação da Aliança Democrática que derrubou Teixeirão, mais isto já era 1985.

Curiosidades

Estudos da Secretaria de Planejamento de Rondônia em 1981, com base nos índices de crescimento gerado pela migração desenfreada, projetava Rondônia com 2 milhões de habitantes ainda no ano de 2000.  A previsão não se concretizou porque nos anos 90, o estado viu avançar a corrente migratória para o Amazonas, Acre e Norte do Mato Grosso. Também ocorreu uma grande revoada de paranaenses de volta para as araucárias e uma corrida para Miami, EUA.

Via Direta

*** Os partidos nanicos, em vista dos resultados nas eleições municipais em todo o pais já planejam mudanças na legislação eleitoral para não serem extintos ***Se tratando dos políticos, tudo pode acontecer, mesmo esta aberração liderada pelas siglas de aluguel *** Vai começar em poucos dias a colheita da soja em Rondônia. Como se trata de um dos principais vetores econômicos do estado, a expectativa dos exportadores é grande ***Lembrando que a China e alguns países asiáticos são nossos principais importadores da leguminosa *** Com a Assembleia Legislativa e as câmaras de vereados em recesso o noticiário político regional mixou de vez. Mas sempre tem alguma operação da Policia Federal junto aos políticos para esquentar a coisa

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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