Terça-feira, 20 de janeiro de 2026 - 08h35

Os
nacionalistas sempre se preocuparam com a eventualidade de forças estrangeiras
ocupando partes do território brasileiro. Chegou a virar uma fobia quando fake
news viralizadas por ex-militares em torno de um mapa forjado dado como
inscrito em livros escolares dos EUA atribuíam à floresta a condição de
propriedade americana desde 1816.
Com
o ataque e captura de Nicolas Maduro na Venezuela, a pretensão de invadir a
Groelândia e as ameaças também de ação militar dos EUA na Colômbia os
nacionalistas no mínimo tinham razão em se preocupar com projetos de ocupação
estrangeira, embora precisassem ser mais criteriosos com informações falsas.
A
verdade histórica é que não só os americanos já quiseram se instalar na
Amazônia como foram desejados na região pelas autoridades brasileiras para
trazer seus mais avançados planos de civilização, comércio e indústria. Veio
daí a Fordlândia, sonho de Henry Ford, o mago do empreendedorismo mundial.
Criada
no Pará com a intenção de garantir o fornecimento de látex para a produção de
pneus nos EUA, quebrando o monopólio asiático, a Fordlândia era tudo que uma
cidade brasileira queria ser no final da década de 1920, mas o projeto
fracassou e a cidade acabou em ruínas. Os EUA, portanto, não precisam gastar
bilhões de dólares para ocupar a Amazônia: ela já está à disposição de qualquer
um que tenha meios para lucrar com ela.
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As
suspeitas
Ante as possíveis oito candidaturas postas para
o governo de Rondônia na eleição 2006, existem suspeitas que alguns nomes que
anunciaram suas postulações estejam mesmo mirando ser vices de candidatos bem
melhor avaliados nas pesquisas. Neste contexto buscando acordo estariam Flori
Cordeiro (Vilhena), Expedito Neto (Rolim de Moura), Samuel Costa (Porto Velho),
entre outros nomes cogitados para a peleja de outubro. Sabe-se que existem
negociações entre os partidos a respeito de composições em andamento.
Família dividida
A família Bolsonaro está dividida até na questão
do apoio aos candidatos ao governo e ao Senado em Rondônia. A ex-primeira dama
Michele Bolsonaro, apoia o pré-candidato ao Senado Bruno Scheidt, um milionário
apoiador de campanhas da família em Rondônia. Já, os irmãos Bolsonaro estão
fechados com o deputado federal Fernando Máximo. Por sua vez o presidente Jair
Bolsonaro apoia Marcos Rogério ao Senado e Bruno Scheidt ao Senado, tirando
deste páreo Fernando Máximo. São posições confusas, já que neste caso Máximo só
seria liberado para ser candidato pelo PL como postulante ao governo.
Três
blocos
A Caravana da Esperança, que formava um
conglomerado de oito partidos acabou rachada em três blocos. Bloco 1 com Expedito
Neto a governador, unindo no mesmo balaio PT, PC do B e Partido Verde. Bloco 2-
Com o MDB do senador Confúcio Moura, o PDT do ex-senador Acir Gurgacz e possivelmente
o PSB de Vinicius Miguel 3 – No Bloco 3, com o candidato a governador Samuel
Costa da Rede e mais um partido nanico. Possivelmente os três blocos terão
candidaturas próprias ao governo do estado. A aliança MDB/PDT ainda não definiu
sua chapa. Incialmente Confúcio e Gurgacz seriam postulantes ao Senado.
Conversa
fiada
Com as eleições de outubro, a classe política
se volta para os projetos de emancipações dos distritos em Rondônia, como forma
eleitoreira. No entanto, vereadores e deputados estaduais usam o tema das eleições
indefinidamente, já que a questão será definida na Câmara dos Deputados. A
emancipação dos distritos de Extrema (Porto Velho) e Tarilandia (Jaru) estão
emperradas há vinte anos. Os deputados federais de Rondônia não têm feito nada
pelas causas emancipacionistas. É uma bancada federal omissa, perdedora nas bandeiras
regionais como nas batalhas das tarifas aéreas e na questão do pedagiamento cobrado
na BR 364. O eleitorado vem ai nas eleições de outubro para dar o troco com
juros e correção monetária.
As Idas e
vindas
É uma campanha sucessória estadual de idas e
vindas, uma verdadeira corrida maluca em Rondônia. O ex-prefeito Hildão Chaves
tinha desistido da briga pelo Palácio Rio Madeira e voltou a peleja e com boas
chances. O governador de Rondônia Marcos Rocha estava garantido na disputa de
uma cadeira ao Senado e acabou caindo fora. Nestas idas e vindas também o vice-governador que já estava em campanha
para a sucessão de Marcos Rocha paralisou os contatos e tudo indica para sua
desistência da disputa ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual. Que
mais mudanças deverão ocorrer até as convenções?
Via
Direta
*** Vem
aí as primeiras pesquisas eleitorais 2026 para todos os gostos, para todos os
credos. Vamos ver se serão incluídos todos os possíveis candidatos ao Palácio
Rio Madeira ***
O PSD de Adailton Fúria e Expedito Junior ficaram decepcionados com a decisão
do governador Marcos Rocha em não ingressar no partido. Certamente esperavam
inúmeros cargos polpudos de comissionados para seus apaniguados *** O senador Marcos Rogério (PL) essa
garimpando um vice em Porto Velho que some a sua postulação ao governo do
estado. Começou ouvindo sua base aliada a respeito. Teremos novidades nos
próximos dias. Quem será?
Terça-feira, 20 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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