Terça-feira, 22 de julho de 2025 - 08h20

O
aviso foi dado pelo padre Antônio Vieira em 1641 ao rei João IV: “Perde-se o
Brasil, Senhor, porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar o
nosso bem, vêm cá buscar os nossos bens”. Os séculos passaram e a República
afastou os ministros lusos, mas ainda não impedem estrangeiros de levar os
nossos bens, por meio da mineração ilegal e da biopirataria. No entanto, se
quem assume o governo quiser transformá-lo em escravo de seita ou partido o
Brasil continuará a se perder, com a casa dividida. Uma agenda mínima
consensual é necessária.
Com
a tecnologia favorecendo a exploração mineral e o mercado exigindo quantidades
crescentes de metais como lítio, níquel, cobre, cobalto e outros usados em
painéis solares, veículos elétricos, turbinas eólicas etc, o Brasil precisa ter
claro que seus bens só vão proporcionar o melhor rendimento aos nossos povos se
integrar a obtenção dessas matérias-primas a uma política geral de
desenvolvimento que implique a preservação florestal.
Isso
não vai se resolver com polarização eleitoral, imposições autoritárias ou
submissão a “reis” estrangeiros. Como os minérios ainda não extraídos se
localizam em áreas nas quais a soberania nacional é pouco valorizada, resta
recorrer aos patrióticos instrumentos da Rede Amazônica de Informação
Socioambiental Georreferenciada e da Agência Nacional de Mineração para
orientar o combate à pirataria que leva nossos bens.
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Novo cenário
Com
o bolsonarismo recuando em Rondônia por conspirar contra o agronegócio, temos
um perde ganha na corrida eleitoral 2026. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro,
usando tornozeleira eletrônica e impedido de viajar, começa no prejuízo o pecuarista
Bruno Scheid, fanático conservador e totalmente dependente do mito. Na região central
é diretamente beneficiado o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), já que a deputada
federal Silvia Cristina (PP), também é bolsonarista. No perde ganha candidaturas
alinhadas ao bolsonarismo perde força, como Fernando Máximo (União Brasil) ao
Senado e Marcos Rogério (PL) ao governo estadual.
Disputa ao CPA
Nos
reflexos na disputa ao governo estadual, os prejuízos são para a chapa bolsonarista
completa (Rogério ao governo, Máximo e Scheidt ao Senado) e os beneficiados são
o senador Confúcio Moura (MDB), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o prefeito
de Cacoal Adailton Fúria (PSD). O agronegócio era o principal vetor de apoio do
bolsonarismo no estado e agora se voltou contra ele. O senador Confúcio Moura
(MDB) entrou para valer no alinhamento com o meio rural e por isto é beneficiado
com a desgraceira provocada pela família do ex-presidente, que redundou no
tarifaço aplicado ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos Donald Tramp.
Pobres vices
Os
vices governadores que vão entrar na disputa pelos governos estaduais no Acre,
Rondônia e Amazonas já são vítimas de conspirações de grupos políticos adversários
para que não entrem na disputa. Os casos mais visíveis ocorrem em Rondônia, com
o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) e no Acre, onde a vice-governadora
Mailza de Assis enfrenta também resistências na base formada pelos partidos de
sustentação ao atual governador Gladson Camelli. Políticos experientes retardam
o lançamento de suas candidaturas, os cabaços penam pela inexperiência. Um dia
vão aprender a catimbar o jogo com as raposas políticas dos seus estados.
Muita brigarada
Os
vices-governadores vão assumir em abril do ano que vem, com o afastamento dos
seus governadores para disputar as duas cadeiras ao Senado nos estados. Com a máquina
na mão, leia-se pix na mão, recursos de emendas parlamentares para serem
distribuídos com fartura não terão dificuldades em conquistar o carinho dos
deputados estaduais e federais e vereadores, já que todos os parlamentares e
dirigentes partidários são interesseiros. A imprensa também busca fartura dos
governos estaduais e com isto também, são cooptadas. Por conseguinte, os vices
brigando desde já é antecipar a corrida eleitoral.
Bases rachadas
Se
no Acre, o fogo amigo rachou as bases partidárias de sustentação ao governo
Gladson Camelli, entre a candidatura da vice-governadora Mailza de Assis e o
atual prefeito de Rio Branco Tião Bocalon, em Rondônia o vice-governador Sergio
Gonçalves enfrenta dissidências no seu próprio partido – o União Brasil – para
que um outro postulante a governador seja ratificado. São cotados neste caso o
deputado federal Fernando Máximo (UB) e o ex-governador Ivo Cassol, caso ele
conquiste o direito de disputar a peleja 2026, já que está impedido pela
justiça.
Mais experiente
O
ex-presidente Jair Bolsonaro poderia se aconselhar com o ex-governador de Rondônia
Ivo Cassol a respeito da utilização da tornozeleira eletrônica. Com mais
experiência no ramo, Ivo poderia lhe fornecer bons subsídios a respeito já que
teve uma certa desenvoltura. O ex-governador não teve desgastes com a punição e
ele mesmo puxava a calça para mostrar o dispositivo até em manifestações
populares falando da “injustiça” praticada. Aliás, esta providência já foi
adotada pelo mito, em grande estilo na última segunda-feira.
Via Direta
*** Pelo menos a Rússia, a China e o
Brasil se mostram destemidos no embate sobre as chantagens e o tarifaço
aplicado pelos americanos *** Os adversários estão comemorando a derrocada do
bolsonarismo em Rondônia depois da revolta do agronegócio. O apoio do Mito não
vale mais tanto quanto antes *** As
redes de supermercados de Porto Velho seguem seus cronogramas de expansão. O
Grupo Gonçalves e a Rede Meta estão inaugurando nova unidades na capital. No
ramo farmacêutico a Rede Drogasil amplia o seu conglomerado e se prepara para entrar
na Zona Leste, a região mais populosa da capital *** Na economia, no setor
de eletrodomésticos temos como destaque o Grupo Novalar em ritmo de expansão em
todo estado.
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