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Carlos Sperança

Disputa ao CPA e os pobres vices


Disputa ao CPA e os pobres vices - Gente de Opinião

Aviso válido

O aviso foi dado pelo padre Antônio Vieira em 1641 ao rei João IV: “Perde-se o Brasil, Senhor, porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, vêm cá buscar os nossos bens”. Os séculos passaram e a República afastou os ministros lusos, mas ainda não impedem estrangeiros de levar os nossos bens, por meio da mineração ilegal e da biopirataria. No entanto, se quem assume o governo quiser transformá-lo em escravo de seita ou partido o Brasil continuará a se perder, com a casa dividida. Uma agenda mínima consensual é necessária.

Com a tecnologia favorecendo a exploração mineral e o mercado exigindo quantidades crescentes de metais como lítio, níquel, cobre, cobalto e outros usados em painéis solares, veículos elétricos, turbinas eólicas etc, o Brasil precisa ter claro que seus bens só vão proporcionar o melhor rendimento aos nossos povos se integrar a obtenção dessas matérias-primas a uma política geral de desenvolvimento que implique a preservação florestal.

Isso não vai se resolver com polarização eleitoral, imposições autoritárias ou submissão a “reis” estrangeiros. Como os minérios ainda não extraídos se localizam em áreas nas quais a soberania nacional é pouco valorizada, resta recorrer aos patrióticos instrumentos da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada e da Agência Nacional de Mineração para orientar o combate à pirataria que leva nossos bens.

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Novo cenário

Com o bolsonarismo recuando em Rondônia por conspirar contra o agronegócio, temos um perde ganha na corrida eleitoral 2026. Com o ex-presidente Jair Bolsonaro, usando tornozeleira eletrônica e impedido de viajar, começa no prejuízo o pecuarista Bruno Scheid, fanático conservador e totalmente dependente do mito. Na região central é diretamente beneficiado o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), já que a deputada federal Silvia Cristina (PP), também é bolsonarista. No perde ganha candidaturas alinhadas ao bolsonarismo perde força, como Fernando Máximo (União Brasil) ao Senado e Marcos Rogério (PL) ao governo estadual.

Disputa ao CPA

Nos reflexos na disputa ao governo estadual, os prejuízos são para a chapa bolsonarista completa (Rogério ao governo, Máximo e Scheidt ao Senado) e os beneficiados são o senador Confúcio Moura (MDB), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD). O agronegócio era o principal vetor de apoio do bolsonarismo no estado e agora se voltou contra ele. O senador Confúcio Moura (MDB) entrou para valer no alinhamento com o meio rural e por isto é beneficiado com a desgraceira provocada pela família do ex-presidente, que redundou no tarifaço aplicado ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos Donald Tramp.

Pobres vices

Os vices governadores que vão entrar na disputa pelos governos estaduais no Acre, Rondônia e Amazonas já são vítimas de conspirações de grupos políticos adversários para que não entrem na disputa. Os casos mais visíveis ocorrem em Rondônia, com o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) e no Acre, onde a vice-governadora Mailza de Assis enfrenta também resistências na base formada pelos partidos de sustentação ao atual governador Gladson Camelli. Políticos experientes retardam o lançamento de suas candidaturas, os cabaços penam pela inexperiência. Um dia vão aprender a catimbar o jogo com as raposas políticas dos seus estados.

Muita brigarada

Os vices-governadores vão assumir em abril do ano que vem, com o afastamento dos seus governadores para disputar as duas cadeiras ao Senado nos estados. Com a máquina na mão, leia-se pix na mão, recursos de emendas parlamentares para serem distribuídos com fartura não terão dificuldades em conquistar o carinho dos deputados estaduais e federais e vereadores, já que todos os parlamentares e dirigentes partidários são interesseiros. A imprensa também busca fartura dos governos estaduais e com isto também, são cooptadas. Por conseguinte, os vices brigando desde já é antecipar a corrida eleitoral.

Bases rachadas

Se no Acre, o fogo amigo rachou as bases partidárias de sustentação ao governo Gladson Camelli, entre a candidatura da vice-governadora Mailza de Assis e o atual prefeito de Rio Branco Tião Bocalon, em Rondônia o vice-governador Sergio Gonçalves enfrenta dissidências no seu próprio partido – o União Brasil – para que um outro postulante a governador seja ratificado. São cotados neste caso o deputado federal Fernando Máximo (UB) e o ex-governador Ivo Cassol, caso ele conquiste o direito de disputar a peleja 2026, já que está impedido pela justiça.

Mais experiente

O ex-presidente Jair Bolsonaro poderia se aconselhar com o ex-governador de Rondônia Ivo Cassol a respeito da utilização da tornozeleira eletrônica. Com mais experiência no ramo, Ivo poderia lhe fornecer bons subsídios a respeito já que teve uma certa desenvoltura. O ex-governador não teve desgastes com a punição e ele mesmo puxava a calça para mostrar o dispositivo até em manifestações populares falando da “injustiça” praticada. Aliás, esta providência já foi adotada pelo mito, em grande estilo na última segunda-feira.

 

Via Direta

*** Pelo menos a Rússia, a China e o Brasil se mostram destemidos no embate sobre as chantagens e o tarifaço aplicado pelos americanos *** Os adversários estão comemorando a derrocada do bolsonarismo em Rondônia depois da revolta do agronegócio. O apoio do Mito não vale mais tanto quanto antes *** As redes de supermercados de Porto Velho seguem seus cronogramas de expansão. O Grupo Gonçalves e a Rede Meta estão inaugurando nova unidades na capital. No ramo farmacêutico a Rede Drogasil amplia o seu conglomerado e se prepara para entrar na Zona Leste, a região mais populosa da capital *** Na economia, no setor de eletrodomésticos temos como destaque o Grupo Novalar em ritmo de expansão em todo estado.  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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