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Carlos Sperança

Descartar o que não serve + Entendimento entre o PT de Lula e o PSDB de João Dória + A falência do Iperon


Descartar o que não serve + Entendimento entre o PT de Lula e o PSDB de João Dória + A falência do  Iperon - Gente de Opinião

Descartar o que não serve

Não é digno ignorar a dramática situação social dos mais pobres, agravada pela pandemia, nem os estragos que o descuido ambiental causa ao país com a fuga de investimentos em infraestrutura. Um choque de realidade precisa neutralizar a polarização e unir o país em consensos mínimos sobre como superar o acúmulo de prejuízos causados pelas diversas crises.

A aposta principal está na política, com os esforços apaziguadores dos presidentes da Câmara, do Senado e do STF, deputado Arthur Lira, senador Rodrigo Pacheco e ministro Luiz Fux. Mas a paz será só a base. Na vida e em sociedade as providências resolutivas raramente procedem de mentes geniais ou iluminadas. Resultam de estudo intenso, debate produtivo e cooperação, com troca de informações e atividades em comum.

Não é tarefa simples. Requer longa preparação, envolvendo estudo, dedicação e os recursos mais valiosos da ciência: a experimentação e o descarte de soluções inadequadas. Para chegar ao primeiro filamento da lâmpada elétrica o inventor Thomas Edison testou seis mil materiais diferentes.

Um exemplo de longa preparação é o seminário organizado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia que vai se realizar em setembro para debater as cadeias produtivas florestais. Aproveitá-las com qualidade é tão importante quanto pôr juízo na cabeça de políticos brigões.

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O entendimento

Está difícil chegar a um entendimento entre o PT de Lula e o PSDB de João Dória para as eleições presidenciais do ano que vem. Lideranças dos dois partidos já trocam ofensas rejeitando a possibilidade de uma aliança. Além disto, o tucanato ainda tem pela frente previas partidárias desgastantes para a escolha do seu candidato e dela deverão participar, além de Dória, o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o senador Tasso Jereissati. Tudo sinalizando para que os tucanos tenham candidatura própria presidencial rejeitando os acenos petistas para conversações.

Nos estados

A grande verdade é que tanto o PT com Lula e o PSDB de João Dória já estão tratando de alianças nos estados. Os diretórios nacionais exigem candidaturas  próprias e já enviaram a recomendação para as suas lideranças estaduais. No caso de Rondônia, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves seria o nome preferido das bases. Já no PT, a ex-senadora Fátima Cleide teria apoio de Lula para assumir a candidatura ao Palácio Rio Madeira, mas não se descartam alianças, desde que os petistas tenham a cabeça de chapa.

A falência

 Com posicionamentos firmes de seus sindicatos os servidores públicos estaduais se manifestam preocupados com a situação do Instituto de Previdência dos Servidores de Rondônia-Iperon, cujas administrações incompetentes levaram o organismo a uma dívida de R$ 14 bilhões ameaçando o pagamento dos aposentados e pensionistas. Desde que foi criado há trinta anos, as sucessivas direções do Iperon desviaram recursos a mando dos seus então governadores visando outras finalidades das esferas estaduais. A conta chegou e é pesada. A busca de uma solução será tentada na Assembleia Legislativa, justo ela que também não repassava o que descontava de seus funcionários para o Iperon.

No municipalismo

O governador Marcos Rocha vem firme para a reeleição confiante no municipalismo rondoniense. O prefeito Joãozinho Gonçalves, de Jaru, é mais um atrelado a campanha a reeleição do governador Marcos Rocha no ano que vem. Podem seguir o mesmo caminho na campanha eleitoral do ano que vem Carla Redano de Ariquemes e Eduardo Japonês, de Vilhena.  Como se vê, no municipalismo o mandatário está “de rocha”, como se diz no linguajar local. Muitos prefeitos aderindo ao seu projeto de reeleição.

Em colapso

Com o Brasil já em colapso por causa dos sucessivos aumentos da energia, gasolina e alimentos e uma inflação galopante em todos os estados se vê os políticos só pensando nos próprios umbigos, como no aumento dos recursos do Fundão Eleitoral e nas eleições do ano que vem. O País está afundando no desemprego, no empobrecimento e na fome e não se vê o encaminhamento de soluções. As cracôlandias aumentaram nas regiões metropolitanas, como a bandidagem e a falta de vergonha de nossos governantes. Estamos no fundo do poço e sem uma luz ao final do túnel.

Via Direta

 

***Novas empresas estão se instalando em Porto Velho neste segundo semestre fortalecendo a geração de emprego e renda *** No entanto, o centro histórico da capital segue abandonado e com muitas lojas ainda fechadas por conta dos efeitos da pandemia *** A revitalização do centro histórico é uma necessidade e as capitais que conseguiram implementar esta medida conseguiram obter sucesso na iniciativa para a recuperação econômica *** A moda agora em nosso comercio é de criar frutarias, pequenos restaurantes e barraquinhas de pão de queijo. E salve-se quem puder! *** A concentração da fumaça das queimadas de Rondônia, Mato Grosso, Amazonas e da Bolívia em Porto Velho deixou durante semana a população em polvorosa *** Com a estiagem se agravando na Amazonia as coisas tendem a piorar, pois a seca vai até o final de setembro.  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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