Sexta-feira, 8 de maio de 2026 - 07h56

Há
pouco foram divulgadas “sete recomendações dos povos indígenas para um mundo
sem combustíveis fósseis”. A base das recomendações é a observância dos
direitos dos amazônidas e a necessidade de compreender que todas as partes do
mundo estão conectadas e se interferem mutuamente, compreensão que deve levar a
atitudes adequadas em benefício geral.
Um
dos obstáculos ao desenvolvimento brasileiro é a radicalização em pontos de vista
que excluem os demais. Um debate sério e responsável deveria inicialmente
buscar os elementos de convergência e partir de imediato para ações
necessárias, ao mesmo tempo isolando os pontos divergentes para debate
específico e à parte, em busca de novos esclarecimentos, correções e consensos.
Isso se faz com respeito, sem insultos.
Sem
considerar o mérito de um assunto com tantas divergências, uma aula de como
buscar as convergências veio do ministro da Educação, Leonardo Barchini, ao
tratar da escala 6x1. Para ele, o fim da escala terá como importantes
consequências “maior letramento das crianças e alfabetização mais rápida”.
É a
aplicação da tese de que uma coisa leva a outra, ou seja, tudo tem
consequências. O Congresso jogou todas as opiniões sobre o assunto num
liquidificador para reduzir as divergências a pequenas teimosias. Haverá tempo
depois disso para verificar até que ponto as crianças ganharão realmente com as
modificações.
..................................................................................................................
Crítica do ministro
O
ministro da Fazenda Dario Durigan criticou o governo de Rondônia por se
recursar a participar do esforço do governo federal para amenizar os preços dos
combustíveis no estado, em vista dos reflexos da crise provocada pela guerra no
Oriente Médio, ressaltando que Rondônia foi o único estado que ficou fora. O
ministro considerou e lamentou que a recusa ocorreu por motivos ideológicos já
que estados mais pobres (e igualmente bolsonaristas) do que Rondônia (onde
floresce o agronegócio) aceitaram dividir o impacto. Justificando a recusa, a
turma de Marcos Rocha alegou que a perda seria de mais de R$ 20 bilhões, um
valor fora do orçamento e a importância que faria falta.
Questão ideológica
Não
tenho procuração para defender o governador Marcos Rocha da acusação do
ministro, mas creio que o motivo da recusa não ocorreu por razões ideológicas.
Mesmo porque Rocha deixou o bolsonarismo e ingressou no PSD, que é um partido
da base do presidente Lula e como dizem os concorrentes, um puxadinho do PT. Na verdade, acredito que o governo de Rondônia
tenta se adequar a um rombo no orçamento – até deputados da sua base tem
advertido que a coisa pode estourar a qualquer momento – e a falta desta
dinheirama toda poderia refletir até no pagamento do funcionamento e dos credores
do CPA.
Mais estratégia
A
divulgação do nome do televisivo Everton Leoni para a condição de candidato a
vice-governador de Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal, poderia ter
sido mais bem tratada pela articulação e marqueteiros da postulação chapa
branca. Merecia um grande evento, reunindo que existe de melhor na coalizão e
com isto mais repercussão. Ficou parecendo que o nome de Leoni foi anunciado
para ser testado junto à opinião pública para depois ser referendando em algum
evento de maior importância, o que também não deixa de ser um jogo de
estratégia. Mas uma coisa é certa: a indicação vem do governador Marcos Rocha
ratificada pelo ex-governador Ivo Cassol.
Em condições
Nos
prós e contra a campanha chapa branca de Adailton Fúria (PSD), tem como a favor
a máquina estadual a seu favor. A maior nominata de candidatos a Assembleia Legislativa.
O alinhamento do governador Marcos Rocha e o apoio do ex-governador Ivo Cassol
a ser anunciado. Agora, um vice de peso, Everton Leoni. Está com as paliçadas
reforçadas para quebrar a polarização inicial entre as postulações do Senador
Marcos Rogério (PL) com o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União
Progressista) que depende muito da capital para sonhar com uma vaga num previsível
segundo turno.
Jogando contra
Mas
o que joga contra o jovem candidato Adailton Fúria? Pesa contra, por exemplo as
ações do vice-prefeito de Cacoal Tony Pablo, que assumiu o cargo e está
desmoralizando a gestão do postulante do PSD na Capital do Café. Pablo deverá
apoiar Marcos Rogério ou Hildon Chaves, adversários de Fúria e está caprichando
no desgaste do antecessor. A combinação com o candidato do PT Expedito Neto,
numa campanha praticamente de parceria, sendo o ex-senador Expedito Junior a
frente de ambos, afasta o eleitorado conservador. Rogério já alfinetou: o PSD dizendo
que é base aliada de Lula, ou seja, um puxadinho do PT na campanha eleitoral
2026.
Eleições 2026
Com
boas cartas na manga para ganhar a eleição ao Palácio Rio Madeira, o senador
Marcos Rogério (PL) sonha em se eleger em turno único. Para reduzir a influência
do ex-prefeito Hildon Chaves na capital, conta com o alinhamento em Porto Velho
com seu candidato ao Senado Fernando Máximo e o possível apoio do atual prefeito
Leo Moraes (Podemos) que poderá indicar seu vice. Mas a grande carta na manga
de Rogério é o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (no interior do estado) e
a presença no seu palanque da ex-primeira dama Michele Bolsonaro. E o senador está
caprichando na escolha do vice, que pode ser também oriundo de Porto Velho.
Dois turnos
Com
tantos candidatos disputando o governo de Rondônia já é possível prever que
teremos eleições em dois turnos no estado. São duas vagas no segundo turno com
a campanha inicialmente polarizada por Rogerio e Hildon Chaves. Na medida em
que a máquina estadual entrar em ação, mais os reforços obtidos recentemente,
Adaiton Fúria entra na briga direta por uma vaga ao segundo turno e aí a coisa
vai esquentar. Na oposição a Rogério existe um consenso: quem for ao segundo
turno contra o senador bolsonarista leva. Por isto Hildão e Fúria não podem
brigar muito, podem precisar um do outro no segundo turno.
Via Direta
*** Bruno Scheidt o candidato ao Senado
bolsonarista em Rondônia enfrenta o mesmo problema que Carlos Bolsonaro em
Santa Catarina e Hélio Negão em Roraima: falta de apoio nas bases *** Falei com adeptos do ex-governador Confúcio
Moura e todos são unanimes em dizer que ele já está em campanha à reeleição. O
MDB está mobilizando neste sentido *** A família e amigos do ex-senador
Expedito Junior estão divididos na eleição rondoniense: uma parte com Adailton Fúria,
outra com seu filho Expedito Neto. Quem sabe as duas candidaturas não se unem
até as convenções?
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Senador Marcos Rogério na ponteira e Adailton Fúria e Hildon Chaves estão na briga pela segunda vaga
Sem ferrãoQuando até os direitos dos condenados são defendidos com apetitosas reduções de penas, como se viu no episódio da dosimetria (nome pomposo

O clima eleitoral ainda está longe de esquentar, as coalisões de Hildon Chaves e esposas concorrendo
Nó na borrachaO desenvolvimento da ciência diariamente põe abaixo antigas crenças, da mesma forma que remotamente comprovou que a lua, o sol e fenô

Super El Nino em Rondônia, Acre e Amazonas e a crise do leite
Voando altoQuem conhece a Amazônia, ainda que superficialmente, não desconhece a presença dos nevoeiros que pairam sobre a floresta. O que nem todos

Reforçando paliçadas, convenções partidárias de julho e buscando a ressurreição política
Desafio geracional Se o tão temido El Niño gigante realmente vier e em sua passagem condenar as grandes árvores amazônicas haveria algum jeito de q
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)