Quinta-feira, 2 de julho de 2026 - 10h21

São
admiráveis todos que dedicam parte de seu tempo e de sua concentração mental em
defesa da Amazônia. O que leva o colombiano Wilber Honorio Muñoz a ser o mais
admirável dos admiráveis é ele dedicar todo o seu tempo e toda a sua
concentração nesse objetivo.
Triatleta,
ele se dispôs a percorrer todo o Rio Amazonas a nado desde a nascente até Belém
para chamar a atenção do mundo à necessidade de combater a poluição das águas
por resíduos plásticos. O Homem Peixe, como é conhecido, relatou, após
percorrer o rio por mais de 200 dias, que se impressionou positivamente com as
maravilhas que a natureza proporciona ao longo do percurso, mas negativamente ao
constatar que muito lixo é espalhado pelas águas do maior rio do mundo.
Em
sua trajetória absolutamente única de percorrer 6 mil quilômetros a nado,
Wilber, acompanhado por um barco de apoio que também registra sua atividade,
além de triatleta é professor de Educação Física. Seu objetivo é mobilizar
população e autoridades sobre a urgência da preservação.
O
carinho com que é recebido a cada localidade alcançada é um estímulo para
animá-lo a seguir até a meta final, mas será um triste resultado se no curso de
todo esse esforço sua digna iniciativa não receber pelo menos apoio e
divulgação. Só um espírito desumano poderia querer a destruição do Rio
Amazonas.
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Os desafios 2026
Acompanhando
sondagens eleitorais - as fajutas e não fajutas - foi possível avaliar os
desafios dos principais candidatos ao governo de Rondônia nesta jornada. A primeira
conclusão é que teremos eleições em dois turnos. Ninguém está em condições de
emplacar mais da metade dos votos rondonienses. O senador Marcos Rogério (PL)
que lidera a corrida sucessória no estado almeja ganhar a parada em turno único.
Para conseguir este objetivo vai precisar virar a eleição na capital, onde está
seu calcanhar de Aquiles e uma considerável rejeição do eleitorado, num
ambiente onde o bolsonarismo não é tão próspero, como no interior do estado.
A interiorização
Outra
conclusão baseada nas primeiras sondagens eleitorais é que os ex-prefeitos
Hildon Chaves (União Brasil) e Adailton Fúria (PSD) vão travar uma guerra de
foice no escuro para chegar a um já previsível segundo turno. No caso de
Chaves, com grande vantagem na capital, vai precisar reforçar suas paliçadas no
interior do estado onde estão concentrados dois terços do eleitorado rondoniense.
A expectativa do ex-tucano neste momento é reduzir a diferença para o Adailton Fúria
nas regiões do Café, Zona da Mata e Cone Sul rondoniense e em alguns pequenos
municípios com influência do governador Marcos Rocha.
Chapas brancas
Lembrando
que os candidatos adversários do líder Marcos Rogério acreditam que quem for ao
segundo turno com ele leva o CPA Rio Madeira. Neste momento Hildon Chaves está
mais perto desta façanha. O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) tem a
desconfiança de liderar um puxadinho de Lula já que estaria em combinação com o
candidato Expedito Neto (PT). Como se sabe, o ex-senador Expedito Junior patrocina
as duas candidaturas e que ainda não decidiu se apoiará seu filho, ou Fúria.
Padece também com a rejeição do atual governador na capital. Mas Fúria também é
considerado um candidato de ponteira com a máquina governista na mão.
Primeiras avaliações
Entre
as primeiras avaliações da campanha, neste momento, é que o candidato bolsonarista
Marcos Rogério (PL) desembarca no primeiro turno na liderança com ampla
vantagem. O seu maior desafio então será superar uma aliança dos seus adversários
no segundo turno principalmente se o oponente será Hildon Chaves. Já se sabe,
desde já que no segundo turno Rogério não terá apoio do governador Marcos Rocha
e do seu grupo político, que petistas odeiam bolsonaristas, que o MDB de Confúcio
Moura também ficará fora de uma parceria com o candidato bolsonarista. Então,
por conseguinte é grande a possibilidade de Marcos Rogério tombar no segundo
turno, já que também terá no seu pé militâncias medonhas dos partidos de
esquerda.
As preferencias
Também
já se avaliam as preferências dos candidatos no embate no segundo turno. O senador
Marcos Rogerio, o grande líder das pesquisas, teria preferência num embate com
o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, num clássico da roça. Isso decorre do considerável
índice de rejeição do governador Marcos Rocha no estado, principalmente na
capital. Neste cenário, Hildon Chaves seria um adversário mais indigesto no
segundo turno para Rogério, pois não teria dificuldades em compor com outros
partidos, formando uma grande frente (aliás, que é o que já está sendo conversado
nos bastidores) numa grande disputa final.
Mais opções
Mas
num estado propenso a grandes reviravoltas e de zebras espantosas na reta final,
não é possível descartar as eventuais surpresas da temporada. Uma chegada ao segundo
turno do candidato petista Expedito Neto, seria uma zebra de lascar, um verdadeiro
terremoto num estado bolsonarista. Já, a possibilidade do candidato emedebista Pedro
Abib, virar o bicho é uma possibilidade. É jovem, preparado, o MDB tem uma estrutura
forte no estado, Abib não tem rejeição, o partido conta com grandes recursos do
fundão eleitoral. Pedro já tem algumas listas de zebra nas costas, porque em
Rondônia o cara sai do nada (Ex: Roberto Sobrinho, Hildon Chaves, Marcos Rocha)
e acaba no pódio. É coisa de louco!
Via Direta
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