Segunda-feira, 24 de novembro de 2025 - 10h15

Uma
franquia de filmes popular entre os jovens – Final Destination
(Premonição), do norte-americano Jeffrey Reddick – tem como personagem central
a Morte, que mesmo sem ser vista aparece e age maldosamente a cada minuto da exibição.
A julgar pela sucessão de ocorrências com a aparência de propositais, dando
margem a teorias da conspiração, o aquecimento global agiu da mesma forma que a
personagem Morte, com os tornados do Sul e a piora do calor na COP30 aparecendo
mais que as soluções para mitigar o drama.
A
sensação de que o ponto sem volta do apocalipse climático já chegou soa como a
sensação de inevitabilidade da Morte, como se o próprio aquecimento global, em
pessoa, decidisse fazer um discurso sem palavras, mas muito expressivo e
onipresente em todos os diálogos. Nos filmes, a Morte vence, mas na vida real
os esforços humanos podem escrever um roteiro diferente e melhor.
Já
uma página virada, a COP30 precisa ter consequências positivas, e uma delas
parece promissora: a criação de uma vitrine global pró-clima, expandindo a iniciativa
do Sebrae de formar a loja colaborativa Brasil BioMarket, que reuniu 250 micros
e pequenas empresas de 21 estados, oferecendo cerca de 750 produtos
provenientes de pequenos negócios sustentáveis distribuídos pelos segmentos de
alimentação e bebidas, moda e acessórios, artesanato e decoração e beleza e
cosméticos.
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Boatos proliferam
No
final de semana vários boatos proliferando na capital rondoniense. Desde um
rombo no orçamento do governo estadual em torno de 30 por cento, até a desistência
do atual governador Marcos Rocha em disputar uma cadeira ao Senado, optando por
permanecer no Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual até o final do
mandato. Com isto, também deixariam e disputar as eleições 2026 sua esposa, a
secretária estadual Luana Rocha e seu irmão Sandro Rocha que pleitea uma candidatura
a Assembleia Legislativa. A pré-temporada eleitoral começa com os boatos se disseminando
pelo estado. O governador não confirma nada sobre sua desistência de pelejar o
Senado.
Jogo de cena
Nos
meios políticos a informação dando conta que o atual governador Marcos Rocha
estaria disposto a concluir seu mandato, deixando de disputar uma cadeira ao
Senado e paralisando as campanhas da sua esposa Luana a Câmara dos Deputados e
Sandro Rocha a Assembleia Legislativa, foi recebida com reservas. Acredita-se
que seja um jogo de cena para que o vice-governador Sergio Gonçalves, que assumiria
a titularidade em abril na desincompatibilização do atual mandatário, aceite as
articulações e exigências de Marcos Rocha na transferência do cargo. Ocorre que
os manos Gonçalves que tem o controle do União Brasil não aceitam deixar afatia
do leão da máquina nas mãos do clã Rocha.
Em recuperação
Enquanto
adversários torciam para vê-lo no Tonhão, devido a uma complexa intervenção cirúrgica
travada em São Paulo, que o levou inclusive a UTI durante vários dias, o
ex-senador Amir Lando (MDB-RO) se colocava de pé e já em plena recuperação
projetando sua volta à Rondônia e as lides políticas. O ex-barbicha dos anos
80, alcunha proporcionava pelo seu aparado cavanhaque pelos deputados
governistas, trabalha para retornar ao pódio na eleição 2026 conquistando uma
cadeira a Câmara dos Deputados no ano que vem.
O racismo cordial
Nem
sempre o racismo é cordial no Brasil, como se acredita. Periodicamente temos
cenas de racismo explicito, seja em Florianópolis com a torcida do Avaí se
referindo a cor da pele dos paraenses, ou em Curitiba, aonde o deputado estadual
negro Renato de Freitas (esquerda) foi agredido recentemente nas ruas centrais
da capital paranaense, com socos e pontapés. O ator negro Toni Tornado, lembra
que quando casado com a atriz Arlete Sales (que é loira e branquela) foi objeto
de quase uma década de insultos pelos racistas. Arlete vivenciou o mesmo drama
de Tornado.
Repasses do FPM
Com
as já rotineiras queixas dos prefeitos pelas verbas rateadas, os municípios receberam
durante a semana a segunda parcela do Fundo de Participação dos Municípios-FPM.
As cotas de repasses tem caído e mesmo os municípios com maior poderio
econômico andam de pires as mãos se socorrendo com recursos advindos de emendas
parlamentares dos deputados estaduais, federais e senadores. Os prefeitos mais
articulados com as esferas federais, como Leo Moraes em Porto Velho, Carla
Redano em Ariquemes, Afonso Cândido em Ji-Paraná, Adailton Fúria em Cacoal
padecem menos com os problemas de arrecadação, mesmo assim se queixam do cobertor
curto existente em seus respectivos orçamentos.
Via Direta
*** Como medida preventiva, algumas
lideranças rondonienses já falam numa campanha Fora Carluxo, vereador do RJ que quer ser candidato ao Senado em
Santa Catarina e que está sendo expulso daquele estado com destino a Rondônia,
Acre ou Roraima ***
Já temos lideranças consolidadas em Rondônia, não precisamos de candidaturas forasteiras
por aqui. Fora Carluxo também em Rondônia ***
Trocando de saco para mala: se tudo der certo Porto Velho ficará bem na foto
com os novos hospitais *** Vejam só: O governo estadual prevê o Heuro,
agora já com novo endereço a prefeitura projeta adquirir o Hospital das Clínicas
e a Faculdade Católica implantando seu hospital universitário.
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