Segunda-feira, 5 de outubro de 2020 - 10h37

Se
não for estancada, a polarização político-ideológica vai enfraquecer e arruinar
o Brasil. Certa vez, na década de 1970, quando já estava claro que não havia
uma revolução democrática, mas uma ditadura, a reação popular contra o regime foi
muito intensa e os setores mais retrógrados do governo pretendiam um banho de
sangue. Nessa hora, os generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva
passaram um recado à oposição: “Segurem seus radicais que nós seguramos os
nossos”. Todos seguraram e fizeram um acordo que levou pacificamente à
Constituição de 1988.
Hoje,
não há loucos querendo banhos de sangue nem a oposição com tochas prontas a
ocupar os palácios. No entanto, a polarização relativa à Amazônia prejudica o
país afugentando investidores, afastando turistas e levando à perda de clientes
para nossos produtos, via boicotes. A lição a tirar, ontem e hoje, é que nação
desunida sucumbe ou na violência ou na pobreza.
A
única forma de vencer os prejuízos da polarização é buscar um consenso mínimo. A
questão é: como? Na terceira rodada de debates prévios do Fórum Mundial
Amazônia+21, que ocorrerá em novembro, vários participantes deram a receita: desenvolver
a bioeconomia e afinar a relação custo/benefício tende a ser consensual. Quem
for contra alavancar a bioeconomia e não quiser ganhar mais por real investido
ficará falando sozinho.
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Os encarceramentos
Como
já era esperado, com os prefeitos e prefeitas de Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de
Moura e São Miguel do Guaporé presos em Porto Velho desde quinta-feira, as
campanhas eleitorais mudaram de figura nestes respectivos municípios com a
substituição de candidatos e a consequente acomodação das forças políticas
locais. É certo que os candidatos ligados aos prefeitos que foram propinados
levarão desvantagem nas contendas municipais. A oposição ficou de asas crescidas.
Efeito manada
Em
Porto Velho, a campanha do prefeito Hildon Chaves (PSDB) avalia qual candidato
da oposição será o possível adversário do segundo turno. Até agora não existe
uma conclusão em vista da fragmentação do eleitorado com mais 14 candidaturas
oposicionistas. Se for como as campanhas anteriores, Chaves só vai conhecer o inimigo
nos últimos dias quando rola um efeito manada por aqui. Ele mesmo - Hildon
Chaves – foi beneficiário deste movimento em reta final no pleito 2016.
Lado oposicionista
Nas
contas dos candidatos oposicionistas teremos eleições em dois turnos e quem for
ao segundo turno, possivelmente com o prefeito Hildon Chaves (PSDB), levará
vantagem. Então serão duas brigas para quem faz oposição a atual gestão: a primeira
para ver quem será o candidato oposicionista beneficiado pelo voto útil na reta
final e a segunda num confronto direto com o alcaide. No entanto, nem todo
postulante da oposição entra nesta equação. pode sobrar alguém para apoiar o
tucano barbudo depois.
Um recorde
A título
de curiosidade, além do recorde de candidaturas a prefeitura de Porto Velho em
2020, temos um recorde de candidatos nascidos em Porto Velho. São pelo menos
cinco dos 15 paridos na capital rondoniense, entre eles Willians Pimentel
(MDB), Cristiane Lopes (PP), Eyder Brasil (PSL). O segundo estado com mais candidatos
por aqui é o Mato Grosso, com dois candidatos. RS, CE, MS, PE, PR e GO tem um
candidato cada.
Dois goianos
Dos
nove prefeitos eleitos em Porto Velho desde 1985, tivemos dois nascidos em Goiás:
Jeronimo Santana (já falecido) e José Guedes. Já, Tomas Correia é cearense (que
substituiu Jeronimo), Chiquilito Erse amazonense, Carlinhos Camurça
rondoniense, Roberto Sobrinho, paulista, Mauro Nazif fluminense, Hildon Chaves
Pernambucano. Em 2020 a variedade de candidatos e a naturalidade é enorme com
tantas opções rolando para o eleitorado.
Via Direta
*** Nem a pandemia impediu os conflitos
agrários em Rondônia. O último final de semana foi sangrento como mortos e
feridos em Mutum-Paraná***Na peleja pela prefeitura de Porto Velho, o postulante
Willians Pimentel (MDB) foi o primeiro a visitar os distritos na caça aos votos *** Em virtude da pandemia e do excesso de
candidatos, a TV Rondônia, afiliada da Rede Globo, só fará debates nesta temporada
na capital no segundo turno da eleição local *** Eleição 2020: Acredita-se que apesar da sua elevada taxa de
rejeição o atual prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) terá caminho
tranquilo para uma vaga no segundo turno tendo em vista a fragmentação oposicionista
*** O postulante a vereança Rosinaldo
Guedes (PDT) é mais um reforço na campanha do candidato a prefeito Ronaldo
Flores (Solidariedade).
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