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Carlos Sperança

A União tem dado calotes adoidado em Rondônia


A União tem dado calotes adoidado em Rondônia - Gente de Opinião

De grão em grão

Os EUA gastaram fortunas na guerra da Ucrânia e cederam migalhas às ações para mitigar os rigores do clima. Já ficou claro que as fortunas foram torradas inutilmente, mas as migalhas serviram para alguma coisa. Pode-se também considerar migalhas os recursos de R$ 33,5 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico destinados a projetos de cooperação internacional de pesquisa entre o Brasil e países pan-amazônicos, mas certamente servirão para desenvolver iniciativas científicas importantes ainda embrionárias ou paradas.

Já que migalhas se somando a migalhas fazem um naco, pode-se dizer que chegamos a ele com a simultânea autorização ao CNPq para ampliar a R$ 300 milhões as contratações de recursos do mesmo Fundo para projetos de pesquisas aprovados para os centros avançados na Amazônia, que integram o Pró-Amazônia.

Consolidar centros avançados de pesquisa baseados na colaboração entre instituições que atuam na Amazônia Legal certamente merece muito mais, pelo que essa definição significa, mas é da sabedoria popular que uma caminhada de mil quilômetros só começa dando o primeiro passo. A caminhada é longa, mas os primeiros passos já estão dados. Se de grão em grão a galinha enche o papo, de migalha em migalha os recursos liberados para a pesquisa científica vão formar um arcabouço estrutural de fato resolutivo para os problemas amazônicos.

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Justa homenagem

A empresária Nair Gurgacz, esposa do Seu Assis e mãe do ex-senador Acir e a esposa deste dirigente estadual do PDT, Ana Maria Gurgacz foram homenageadas nesta segunda-feira, em sessão na Assembleia Legislativa com o honroso título de cidadãs honorárias de Rondônia. A história de Rondônia se confunde com o clã Gurgacz e a empresa Eucatur, também alvo de reconhecimento, pelo seu aniversário de fundação. A empresa foi responsável pelo ingresso de milhares de migrantes do sul do País para o antigo território federal de nos anos 70. Seu Assis sempre lembra o importante apoio recebido pela Eucatur pelas lideranças do porte de Assis Canuto e Amir Lando, nos idos da colonização, com os projetos de colonização desenvolvidos pelo Incra.

Governador Piana

Antes da cerimônia conversei com o ex-governador Oswaldo Piana Filho, prestigiando a cerimônia, com o deputado estadual Luizinho Goebel, autor da homenagem aprovada pela casa de leis, além de outras personalidades presentes. O ex-deputado e ex-prefeito Carlos Magno me confirmou a disposição de disputar uma cadeira a Assembleia Legislativa no ano que vem. Os ex-editores do Diário, Valdir Costa, Nilton Salinas e Marcelo Freire compareceram ao evento, além de Alessandro Lubiana, ex-superintendente do SGC, hoje titular da pasta de comunicação do Poder Legislativo estadual.

Coisas demoram!

Da transformação do território federal de Rondônia em estado, a mais de quatro décadas, até os dias de hoje foram grandes transformações. Naquela época as coisas corriam mais rapidamente. No governo Jorge Teixeira, com apoio do ministro do Interior Mário Andreazza e do presidente João Batista Figueiredo, Rondônia era movida a urgência e as obras de infraestrutura eram céleres. O Brasil vivenciava uma baita crise na economia, mas em Rondônia jorravam recursos e uma verdadeira explosão migratória. Nos últimos anos se vê mais demora nas obras anunciadas pelas esferas federais.

Calotes da União

A União tem dado calotes adoidado em Rondônia. Os maiores deles ocorreram no desastre natural, aquela cheia ocorrida em 2014, quando Porto Velho foi invadida pelas águas do Rio Madeira e seus distritos, como São Carlos, Calama e Nazaré sofreram graves destruições. Quem não se lembra dos compromissos da época da União? Barreiras de contenção no Madeirão para proteger a cidade, a reconstrução dos distritos de Calama e São Carlos em áreas mais elevadas ficaram só na conversa; as esferas federais e estaduais falharam muito deixando o então prefeito Mauro Nazif na mão.

Cadê as obras?

As promessas sempre se amontoam, mas as obras demoram. A ponte sobre o Rio Madeira, ligando Rondônia ao Amazonas foram mais de trinta anos, entre formalidades de projetos e liberação de recursos e a efetiva construção. Cadê a Usina Hidrelétrica de Tabajara, em Machadinho do Oeste? A reconstrução da BR 319? O alteamento das ruas e avenidas que alagam nas cheias na capital rondoniense só ficaram na conversa. Agora vem a duplicação da BR 364, sacrificando o agronegócio com tantos pedágios. Imaginem um caminhão pagar pedágio (só vinda) de Vilhena a Porto Velho R$ 1 mil? E na volta tem que pagar mais mil.

 

Via Direta

***Com as águas do Rio Madeira invadindo a rodovia transamazônica, a ligação Porto Velho a Apuí, por Humaitá já está prejudicada. Fundada por rondonienses Apuí tem grande conexão com a capital rondoniense *** Ex-vereadores de Porto Velho derrotados nas urnas nas eleições passadas buscam uma boquinha na prefeitura da capital. Alguns, como se sabe, já conseguiram *** Deputados estaduais bolsonaristas andaram se estranhando na semana passada. Eles disputam o mesmo segmento eleitoral e por isto trocam patadas ***As fusões e a criação de federação de partidos estão deixando a sucessão estadual de cabeça para baixo em Rondônia. É coisa de louco!  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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