Segunda-feira, 15 de dezembro de 2025 - 08h50

Muitos
gols na reta final do Campeonato Brasileiro, com os clubes buscando se
qualificar para milionárias competições internacionais, mas o golaço do ano vem
da ciência: a descoberta de uma substância da natureza com amplo potencial para
substituir defensivos químicos prejudiciais à saúde humana. Chamada de
“Composto 2”, ela apresentou atividade capaz de inibir totalmente a germinação
das sementes de plantas daninhas indesejadas, efeito comparável ao herbicida
sintético acifluorfeno.
A
conquista foi obtida pela combinação de esforços e pesquisas de cientistas da
Universidade Federal de Minas Gerais, do Departamento de Agricultura dos EUA e
da Embrapa Meio Ambiente. “Estamos diante de uma fronteira científica em que
microrganismos invisíveis podem se transformar em aliados estratégicos da
agricultura”, afirma o entusiasmado estudo em que é revelada a descoberta do “Composto
2”.
A ciência,
nas últimas décadas, vem apresentando com um misto de orgulho e vergonha pesticidas
sintéticos muito eficientes na proteção de lavouras contra ervas daninhas,
insetos e fungos. O orgulho vem de proporcionar o aumento da produtividade
agrícola, ampliando como nunca a oferta de alimentos, mas tendo como
contrapartida negativa a vergonha por causar intoxicações, doenças e danos
ambientais. O Composto 2 começa a dissolver a vergonha em um novo e justificado
orgulho.
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Fora da peleja
O
deputado estadual Laerte Gomes, ex-presidente da Assembleia Legislativa,
parlamentar estadual mais votado no pleito de 2022 desistiu a candidatura Câmara
dos Deputados no pleito 2026. O representante do PSD desta forma ajuda as
pretensões dos ex-prefeitos Jesualdo Pires (PSB) e Esaú Fonseca (União Brasil),
reduzindo o divisionismo do eleitorado e Ji-Paraná em condições de emplacar
dois representantes no ano que vem. Ex-prefeito de Alvorada do Oeste e já na terceira
legislatura na ALE, acredita-se que o próximo passo de Laerte será disputar a Prefeitura
de Ji-Paraná.
Rivalidades tribais
Com
a pré-temporada das eleições 2026 já em andamento, as rivalidades tribais vão se
acentuando em Rondônia. Desde o conflito estabelecido entre o Coronel Braguim, provável
candidato ao governo de Rondônia com o deputado estadual Delegado Camargo,
postulando ao Senado, as encrencas de cachorros grandes, como aquela do senador
Marcos Rogerio (PL) descendo a ripa nas costas do governador Marcos Rocha
(União Brasil). A tendência é aumentar a disputa por espaço político e a
oposição ao governo estadual e aos prefeitos municipais vai aumentando.
Barba, cabelo e bigode
Enquanto
no Brasil inteiro o bolsonarismo vai desmoronando, inclusive para as eleições presidenciais
em Rondônia o conservadorismo ameaça fazer barba, cabelo e bigode. Descontado
Porto Velho, onde o centro e a esquerda ainda têm força, em todo o interior
rondoniense, com mais de dois terços do eleitorado, predominam os valores
conservadores. É incrível, um estado conservador, onde se pratica o feminicidio
em larga escala, onde a maioria dos presidiários se dizem evangélicos e uma
grande fatia dos corruptos se fazem de evangélicos. Mas sim, os conservadores e
os evangélicos e os pseudos ameaçam fazer o governador, os dois senadores e a
maioria dos deputados estaduais e federais.
É coisa arriscada?
Mas
é coisa arriscada. Nesta altura do campeonato a população rondoniense já deve
estar careca de saber que a prática das rachadinhas – aquele negócio do
funcionário ser obrigado a repartir seu salário pela metade com o parlamentar
contratante– é um hábito cotidiano nas nossas casas legislativas principalmente
aquelas com mais recursos, como é o caso de Porto Velho. O que leva este
costume arraigado ser praticado em Rondônia, em Brasília e em todo o País? A
impunidade. A justiça deveria saber que é só apertar comissionados, investigar
imposto de renda, extratos bancários que o bicho pega. Mas se omite.
Em consulta
O
MDB rondoniense segue entendimentos, dentro e fora do partido para encontrar um
candidato ao governo do estado, como fez ao lançar a juíza Euma Tourinho nas
recentes eleições a prefeitura de Porto Velho –agora ela ingressou no Podemos –
e que teve uma participação expressiva naquele pleito, o partido busca uma
liderança capaz de crescer e fazer bonito ante o bolsonarismo, o que pode
impactar também numa ajuda aos seus candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara
dos Deputados. Para atrair um nome, os emedebistas citam a tradição da legenda,
já que foi o partido que mais elegeu governadores desde a criação do estado.
Via Direta
*** Temos mais deputados estaduais com o
coração na boca, com medo de operações policiais contra as rachadinhas. O bicho
está pegando, a justiça tarda mais não falha *** Por falar em justiça, o ex-deputado
federal Nilton Capixaba está de volta as articulações políticas e procura
limpar sua barra da inelegibilidade para
disputar uma cadeira a Câmara dos Deputados pela região de Cacoal *** Temos na região do Triângulo em Porto Velho
novos desbarrancamentos na estrada do Belmont. Chuvas intensas podem aumentar a
buraqueira *** Por falar em chuvarada, o inverno amazônico está forte na região
do setor chacareiro.
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