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Carlos Sperança

A opinião pública clamou e rolou uma renovação de pelo menos 50 por cento das cadeiras da ALE


A opinião pública clamou e rolou uma renovação de pelo menos 50 por cento das cadeiras da ALE - Gente de Opinião

Vulcão de ideias

Velhos mitos caem por terra, à luz da ciência. Dois deles já foram revistos: as certezas de que no Brasil não há terremotos nem vulcões. A origem era correta: o território nacional está em área continental afastada do choque entre placas tectônicas. Esse fator impede terremotos agressivos como o temido Big One, pesadelo diário de quem mora na Califórnia (EUA), mas não evita a ocorrência de abalos sísmicos de intensidades menores.

Quanto aos vulcões, eles foram muito ativos na antiguidade, mas tiveram as explosões de lava e cinzas zeradas no curso das eras geológicas. Isso não quer dizer que não existam no Brasil. No Pará, no início do século, foram achados dois vulcões formados há quase dois bilhões de anos. Não vão despertar nem causar um tormento a mais aos povos da região, mas nos últimos anos dezenas de outros vulcões foram descobertos em círculo que se amplia a cada novo escrutínio sobre os mistérios da terra. Ainda há muito por descobrir na Amazônia. Felizmente os estudos apontam que não há erupções a temer.

O que está para explodir, no melhor sentido, é uma esperada irrupção de startups com foco no desenvolvimento da bioeconomia estimuladas pelo Inova Amazônia, programa que atrai mais interessados a cada vez que aumenta a estimativa do potencial de ganhos com o desenvolvimento do setor – coisa de futuros trilhões de reais para quem ousar ir além do trivial.

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A grande aposta

A grande aposta dos fanáticos do bolsonarismo é que a gestão de Lula e de sua coalizão de partidos não seja bem-sucedido o que poderia ensejar num futuro retorno do Messias da extrema direita daqui a quatro anos. Com quase 40 ministérios para atender o apetite dos quase 20 partidos da sua aliança, o presidente eleito se vê às voltas com uma aliança heterogenia, um verdadeiro balaio de gatos, uma coalizão frankstênica onde estão juntos políticos de todas as ideologias. Uma mistura explosiva para Lula e seu PT administrar nos próximos quatro anos.

Fator econômico

Do lado do presidente eleito Lula, se o fator econômico funcionar, dificilmente terá pela frente uma oposição forte em condições de desestabilizar seu governo. O brasileiro tem mostrado que sua prioridade é a economia, mesmo com sérios problemas na saúde e na segurança pública. Em Rondônia, tanto o prefeito Hildon Chaves como o governador Marcos Rocha se reelegeram em cima disto, na economia pujante. Já, o presidente Bolsonaro, mesmo com a economia vicejando, mas com tantos equívocos, acabou perdendo a eleição para Lula, mesmo tendo ao seu lado o antipetismo, o bolsonarismo e o lavajatismo

A renovação

A opinião pública clamou e rolou uma renovação de pelo menos 50 por cento das cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia e dos deputados na bancada federal. Mas constato alguns prejuízos segmentados: na esfera da Câmara dos Deputados os servidores públicos perderam seu grande aliado, o deputado federal Mauro Nazif (PSB) que não logrou a reeleição. No âmbito da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Lazinho da Fetagro (Jaru) deixa órfãos os pequenos agricultores, cujas causas eram prioridade do parlamentar que também era apoiado pelas eclesiais de base.

A reabilitação

Ainda não foi desta vez, no pleito 2022, que alguns ex-deputados e ex-prefeitos conseguiram se reabilitar das últimas derrotas. Vejam que o ex-senador Amir Lando que nem conseguiu legenda para disputar o Senado. O desempenho nas urnas do ex-prefeito de Porto Velho Carlinhos Camurça foi novamente insatisfatório. Ex-deputados estaduais como Hermínio Coelho (Porto Velho), Só na Bença (Pimenta Bueno), Airton Gurgacz (Ji-Paraná), Rosaria Helena (Ouro Preto do Oeste) foram outros que ficaram de fora da lista dos eleitos. Lideranças regionais importantes foram tragadas pelas urnas em 2022.

Sem desculpas

Com seus orçamentos fixados para 2023 bem abastecidos de recursos, com recordes de arrecadações ampliando as dotações orçamentarias, tanto o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, como o governador Marcos Rocha não terão desculpas para atender melhor a saúde pública. No caso do governo estadual, também melhorar a situação da segurança pública que nos últimos anos caiu a patamares lamentáveis. A população vive um verdadeiro clima de terror com as facções se matando em regiões populosas. Os assaltos são frequentes até a luz do dia, como também arrombamentos. E haja casas depenadas. É coisa de louco!

 

Via Direta

*** As apostas do comércio varejista é um estouro de vendas nestes últimos dias que antecedem o Natal e Ano Novo. Até a semana passada as vendas estavam abaixo das expectativas, mas o movimento já crescendo ***Quem vai viajar ficou com a pulga atrás da orelha. Em Rondônia as manifestações ocorrem da noite para o dia, paralisando a BR 364, não permitindo a passagens de ônibus para o restante do País *** Aqueles com maior poder aquisitivo, com passagens aéreas compradas tem pela frente a greve dos aeronautas, justamente nesta época do ano *** Mas que a coisa normalize para todos viajar tranquilos para rever familiares depois de dois anos de covid na humanidade *** Em tempos bicudos até entrar num supermercado está difícil, com quantos aumentos nos preços da cesta natalina. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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