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CV e PCC aliciam bolivianos para trazer armas e drogas


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 CV e PCC aliciam bolivianos para trazer armas e drogas

MONTEZUMA CRUZ
Com infográfico de La Razón


Serviços de inteligência da Bolívia, Brasil e Peru detectaram o recrutamento de criminosos na Amazônia Boliviana pelas organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Bolivianos são usados para obter armas e drogas, e expandir suas operações para outros países. A informação assinada pelo jornalista Williams Farfán foi publicada na edição desta quinta-feira (12) do jornal La Razón, de La Paz.

"O que eles estão fazendo cartéis brasileiros (PCC e CV) é convidar e recrutar povo boliviano para suas organizações. Eles estão tentando, mas não vamos permitir isso”, assinala a matéria.

Segundo o jornal, esta é mais uma tentativa dos brasileiros em seduzir criminosos bolivianos.

O jornal procurou o comandante militar da região fronteiriça ao Pando (no Estado do Acre), tenente-coronel Estene Teixeira. A autoridade visitou Cobija, reunindo-se com o ministro do Interior, Carlos Romero, para trocar informações sobre os resultados de ações coordenadas que correm contra o crime organizado.

“A segurança do país está ameaçada por dois cartéis brasileiros”, diz La Razón.

O tenente-coronel Teixeira disse que os bolivianos “recrutados” “formam células criminosas que têm a missão de comprar ou obter armas e drogas para levá-los para o Brasil”.

“Essas missões resultam em roubos e outros crimes graves. Existe uma coordenação sem burocracia para a troca de informações”, disse o chefe da polícia brasileira.

Depois de uma operação conjunta entre as forças policiais do Brasil, Bolívia e Peru, foi possível capturar cinco criminosos ligados ao CV (três eram bolivianos) que tinham roubado armas militares do quartel de Porto Bruno Racua, em Porvenir. Eles recuperaram quatro dos nove fuzis AK-47 seqüestrados em 16 de junho na zona fronteiriça.

O jornal se refere ao assalto ocorrido quase um mês atrás, em 16 de junho, quando esse quartel fronteiriço foi atacado por ladrões que roubaram armas.

Além dos nove fuzis, eles levaram cinco pistolas naquele dia. Um sargento em serviço foi ferido.

O comandante da polícia da província de Pando, coronel Marco Antonio Cortez, corroborou a informação a respeito dos “recrutados”, que abrigariam brasileiros em fuga no país vizinho.

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