Porto Velho (RO) segunda-feira, 24 de setembro de 2018
×
Gente de Opinião

Amazônias - Gente de Opinião

Amazônias

Atraso nos estudos de impacto ambiental impede obras na BR-319


Atraso nos estudos de impacto ambiental impede obras na BR-319 - Gente de Opinião

A execução da obra de recuperação da BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, depende da conclusão dos estudos de impacto ambiental e indígena, disseram nesta terça-feira (10) os participantes de audiência pública realizada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

Segundo o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), requerente da reunião, já foram gastos mais de R$ 100 milhões em estudos ambientais para viabilizar a repavimentação da rodovia.

“Esse valor é quase um terço dos US$ 150 milhões gastos na construção de toda a rodovia na década de 70, somente para estudos ambientais. Não podemos deixar essa região isolada nem podemos ficar gastando dinheiro sem um resultado efetivo para a população, que necessita dessa obra”, disse Acir Gurgacz.

A BR-319 tem 877,4 km de extensão e é a única ligação rodoviária entre Manaus e Porto Velho, e o restante do país. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que também requereu a audiência, o recapeamento da BR-319 é de extrema importância, porque o Amazonas não produz a maior parte dos alimentos que consome.

“Tudo, basicamente, que nós consumimos lá vem desses dois outros estados: Rondônia e Roraima. Em Roraima há uma BR asfaltada que liga o estado à Região Norte e a outros países. Essa BR passa por terras indígenas. E não temos ainda a recuperação da BR-319, que não passa por reserva indígena”, afirmou.

LICENCIAMENTO

De acordo com o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Charles Beniz, a execução das obras de pavimentação, manutenção e restauração da rodovia se divide em dois segmentos: licenciado e não licenciado.

“O segmento não licenciado, conhecido como ‘trecho do meio’, tem 405,7 km de extensão, que vai do km 250 ao km 655,7. Para a execução das obras, o Ibama exigiu a elaboração do estudo e do relatório de impacto ambiental”, afirmou.

Segundo Charles, o Ibama autorizou a execução da obra apenas do segmento licenciado, que compreende do Km 0 ao 177,80, do Km 655,7 ao 877,7 e do Km 177,8 ao 250.

IMPACTO AMBIENTAL

A diretora de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Larissa Carolina Amorim, informou que, em 2008, o órgão devolveu o estudo de impacto ambiental, pois considerou insuficiente para a análise. Desde então, nenhum outro estudo foi apresentado ao Ibama. Segundo ela os estudos estão sendo feitos por empresas de consultoria contratadas pelo Dnit.

CORTE DE GASTOS

Segundo o presidente substituto da Fundação Nacional do Índio (Funai), Rodrigo Paranhos Faleiro, a apresentação do estudo ambiental sobre os povos indígenas estava previsto para julho, porém, com a publicação da portaria que limita a concessão de diárias e passagens em 2017, as viagens para o estudo em terras indígenas ficaram comprometidas.

Mais Sobre Amazônias

Serviço Geológico do Brasil acompanha estiagem dos rios Madeira e Acre

Serviço Geológico do Brasil acompanha estiagem dos rios Madeira e Acre

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou novo informe de previsão e monitoramento de estiagem da bacia do rio Madeira. Trata-se do 12º boletim se

A razão pela qual amamos abelhas e odiamos marimbondos

A razão pela qual amamos abelhas e odiamos marimbondos

Que os marimbondos têm uma má reputação entre nós, isso não é novidade.

Ações de cidadania movimentam Nova Mutum Paraná

Ações de cidadania movimentam Nova Mutum Paraná

O Observatório Solidário é uma ação beneficente realizada pela Associação do Observatório Ambiental Jirau de Estudos e Desenvolvimento Sustentável (Ob