Porto Velho (RO) quarta-feira, 26 de junho de 2019
×
Gente de Opinião

Amazônias - Gente de Opinião

Amazônias

Antaq apresenta números sobre transporte fluvial na Região Amazônica


Antaq apresenta números sobre transporte fluvial na Região Amazônica - Gente de Opinião

Foi estimado, por ano, o transporte de 9,8 milhões de passageiros e 3,4 milhões de toneladas de cargas distribuídos pelos transportes longitudinais estadual e interestadual, além do de travessia, na Região Amazônica. Em relação ao transporte longitudinal estadual, responsável pelo transporte de 5,7 milhões de passageiros, o destaque foi o estado do Pará, que concentrou 69,5% dessa estimativa.

Os números são da segunda edição do estudo “Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros e Cargas na Região Amazônica”, um trabalho da Antaq, em parceria com a Universidade Federal do Pará. Nesta terça-feira (23), na sede da Agência, aconteceu um seminário sobre o estudo, quando foram apresentados os principais dados do levantamento.

O estudo teve como objetivo caracterizar a demanda de passageiros e misto no transporte fluvial da Região Amazônica, identificando as linhas e o fluxo de transporte, e a oferta do transporte, apontando a frota de embarcações e a caracterização e avaliação dos terminais hidroviários. A área de abrangência do estudo compreendeu as principais unidades da federação geradoras de fluxo fluvial na Região Hidrográfica Amazônica, a saber: Pará, Amapá, Amazonas e Rondônia.

No transporte longitudinal interestadual de passageiros e misto, o estudo analisou 22 linhas, com 80 embarcações. Por ano, 843.924 passageiros utilizaram esse serviço, e 822.488 toneladas de cargas foram transportadas. Após a pesquisa de campo, identificou-se que a capacidade média dessas embarcações foi de 297 passageiros e 212 toneladas de cargas.

A taxa média de ocupação das embarcações das linhas interestaduais foi de 39,8%, com uma tarifa média de R$ 116,74. Em termos de transporte de cargas, o trecho interestadual que apresentou a maior estimativa de transporte para 2017 foi Santarém (PA) – Manaus (AM), com 156,5 mil toneladas. Esse valor representa 19% da estimativa do total transportado pelas embarcações atuantes no transporte misto interestadual.

Terminais hidroviários

Foram pesquisados 196 terminais hidroviários que atendiam ao serviço de transporte fluvial estadual de passageiros e misto, com o estado do Pará concentrando 129 terminais (66%). Do total de terminais pesquisados, 12% também atendiam embarcações do transporte interestadual e 5% atendiam embarcações do transporte de travessia. Quanto ao tipo de administração portuária, 91 terminais (46%) estavam sob administração municipal.

Conforme o estudo, o Índice Geral de Qualidade (IGQ) dos terminais hidroviários de passageiros calculado foi de 0,17. “Considerando que o IGQ varia de 0 a 1, a avaliação geral das instalações pode ser considerada ruim”, aponta o estudo.

Projeção nacional

Para o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, o estudo ratifica a importância do transporte hidroviário para a Região Amazônica. “Com esse trabalho, a Antaq disponibiliza à sociedade uma visão ampla e integrada dos serviços de transporte de passageiros e misto da Região Amazônica. O trabalho alinha-se à missão da Agência de melhoria contínua dos serviços de transporte aquaviário, pela promoção da prestação de um serviço de qualidade, regular, seguro e confortável, em equilíbrio com o meio ambiente e alinhado com o interesse público”.

Tokarski ressaltou, ainda, que esse estudo é fundamental para a formulação de políticas públicas por parte do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, além de servir para que pesquisadores e universidades elaborem trabalhos acadêmicos.

De acordo com o coordenador de projetos especiais da Secretaria de Política e Integração do Ministério dos Transportes, Alexandre Sampaio, esse estudo, apesar de ser regional, tem projeção nacional. Segundo o diretor da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Otto Luiz Burlier, os dados apresentados servirão para orientar os órgãos a investir em estudos, principalmente relacionados à logística nacional.

Mais Sobre Amazônias

Projeto de manejo de pirarucu na Amazônia ganha Prêmio Rolex de Empreendedorismo

Projeto de manejo de pirarucu na Amazônia ganha Prêmio Rolex de Empreendedorismo

A implementação do manejo de pirarucu (Arapaima gigas) na Amazônia resultou em projeto premiado pelo Prêmio Rolex de Empreendedorismo de 2019, nos E

Projeto de Indicação Geográfica do Pirarucu de Manejo de Mamirauá avança com criação de organização gestora

Projeto de Indicação Geográfica do Pirarucu de Manejo de Mamirauá avança com criação de organização gestora

Lançado em 2018, o projeto “Indicação Geográfica (IG) Pirarucu de Manejo da Região de Mamirauá” avançou para a última etapa com a criação da Federaç

A embalagem que vem, mas não volta: problemas ambientais em comunidades da Amazônia são debatidos em encontro

A embalagem que vem, mas não volta: problemas ambientais em comunidades da Amazônia são debatidos em encontro

A mais de 300 quilômetros de Manaus e dentro da Reserva Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, está localizada a comunidade Punã, no estado do Amazonas

Como fica a Amazônia, Sr. Presidente?

Como fica a Amazônia, Sr. Presidente?

Onde e como a Amazônia entra nessa história escrita por linhas tortas?