Terça-feira, 11 de julho de 2023 - 09h53

Inúmeras iniciativas
têm sido tomadas tanto pelo Governo do Brasil, quanto por agentes privados e
organizações não governamentais, para tornar o agronegócio brasileiro sempre
mais sustentável. Uma dessas ONGs é o Conselho Estratégico Soja Brasil (CESB),
cuja missão é contribuir de forma referencial para o crescimento da
produtividade média da cultura da soja no Brasil, de forma sustentável.
Para tanto, o CESB
utiliza diversas ferramentas para divulgar as boas práticas que aproximem as
lavouras comerciais do potencial produtivo da soja, no Brasil. O Desafio
Nacional de Máxima Produtividade, realizado anualmente nos últimos 15 anos pelo
CESB, é uma das ferramentas, e congrega sojicultores que buscam alta
produtividade, com sustentabilidade e rentabilidade.
No dia 29 de junho
foi realizada mais uma edição do Desafio do CESB, que contou com 6.500
participantes. Para participar do Desafio, o produtor necessita demonstrar que
atende, integralmente, as legislações sociais e ambientais brasileiras. Estando
conforme, ele concorda em informar os detalhes de seu sistema de produção, com
todas as tecnologias e insumos utilizados. E, caso haja estimativa de
produtividade superior a 5.400 kg/ha, uma auditoria independente coleta todos
os dados e informações referentes à produção de soja da área do produtor,
inscrita para o Desafio.
Altas produtividade
Para os efeitos do
Desafio, os produtores são alocados de acordo com a região na qual se localiza
sua propriedade (Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul), além de uma
categoria especial que é a soja, conduzida em sistema de irrigação.
A produtividade média
de soja no Brasil, na última safra, foi de 3.537 kg/ha. Na presente edição do
Desafio, o campeão de produtividade da região Norte foi o produtor João Antônio
Gorgen, do estado de Tocantins, que produziu 6.516 kg/ha, na área amostrada,
tendo sido de 5.100 na totalidade de sua lavoura. Sua rentabilidade foi de
R$1,56 por real investido.
Na região Nordeste,
em outra propriedade, o mesmo produtor Gorgen, obteve 7.182 kg/ha na área
amostrada, tendo sido de 5.700 nos 2.900 ha de sua fazenda. A rentabilidade
obtida foi de R$3,02 para cada R$1,00 investido.
Na região Centro
Oeste, o produtor Caetano Polato atingiu 6.360 kg/ha, enquanto o produtor
localizado na região Sul, Moacir Griss, obteve 7.970kg/ha. Na lavoura irrigada,
a produtividade atingida foi de 6.705 kg/ha
O recorde nacional
foi alcançado pelo produtor João Lincoln Veiga, do estado de Minas Gerais
(região Sudeste), com a marca de 8.068 kg/ha, o que gerou uma rentabilidade de
R$2,21 para real investido na propriedade. Todos os produtores demonstraram
ganhos ambientais importantes, sendo que, no caso do Sr. Veiga houve uma
redução nas emissões de dióxido de carbono equivalente (61%), no uso de
recursos hídricos (65%), redução de consumo de recursos minerais (73%) e no uso
da terra (36%), comparativamente aos mesmos parâmetros de um produtor médio, da
mesma região.
A média de
produtividade dos campeões foi de 7.501 kg/ha, o que significa um acréscimo de
112% sobre a produtividade média nacional. Esse número demonstra o grande
potencial produtivo da soja brasileira, aliada a uma alta rentabilidade, e com
ganhos de sustentabilidade, considerando parâmetros universalmente aceitos.
Especificamente pode-se afirmar que, com a produtividade atingida pelos
campeões, a demanda de área seria 55% menor do que a área atualmente utilizada.
Com isso, está
ficando cada vez mais claro que, para os produtores brasileiros, não é
suficiente produzir, é necessário fazê-lo com sustentabilidade. Para tanto,
continuarão perseguindo novos tetos de produtividade, sempre atentos à
rentabilidade e à sustentabilidade.
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