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Livro destaca trajetória do cultivo dos cafés Robustas Amazônicos


Livro destaca trajetória do cultivo dos cafés Robustas Amazônicos - Gente de Opinião

A Embrapa Rondônia lança, na próxima na próxima sexta-feira, o livro "Robustas Amazônicos - os cafeeiros cultivados em Rondônia" em Alta Floresta D´Oeste (RO), durante a programação do evento de início da colheita do café, promovido pelo Governo do Estado, a partir das 8 horas, no rancho Gratidão.

Este livro apresenta a história dos clones de café que se tornaram referência na  cafeicultura  no estado de Rondônia e dos demais estados produtores de café da Amazônia. Os 10 autores apresentam informações sobre a origem, disseminação e principais características dos clones selecionados pelos agricultores de Rondônia, bem como, das cultivares desenvolvidas pela Embrapa.

Conhecimento dos cafeicultores 

Segundo a produtora rural e uma das autoras do livro, Poliana Perrut de Lima, a cafeicultura de Rondônia teve um avanço enorme tanto em produtividade, quanto em qualidade nos últimos anos e a base dessa cafeicultura é formada por materiais genéticos que foram, de certa forma, desenvolvidos, estudados pelos produtores rurais, de forma empírica, que foram observando certas características desejáveis e foram selecionando esses materiais genéticos e fazendo essa distribuição. Esses materiais genéticos, esses clones, são a base da cafeicultura. 

“Esse livro traz um reconhecimento dos cafeicultores e viveiristas que realizaram esse trabalho de suma relevância. Pouco se valoriza e pouco se fala em quem começou isso, quando você dá a devida importância, você anuncia a população quem começou esse benefício da genética de alta qualidade. E a Embrapa fazer esse livro é reconhecer o trabalho do produtor como parceiro das instituições de pesquisa”, afirma Poliana que possui um viveiro em Novo Horizonte do Oeste (RO). 

Sobre o livro 

A obra foi produzida a partir de entrevistas com agricultores e viveiristas que cultivam café no estado e de de uma revisão bibliográfica que enfatiza os principais marcos temporais da cafeicultura de Rondônia, com ênfase no uso dos principais clones da espécie Coffea canephora, os conhecidos Conilon e Robusta.

Os autores citam os agricultores responsáveis pela seleção, a origem do nome e as características positivas e negativas de cada clone segundo a percepção do agricultor que o selecionou. Com um texto informativo e ilustrações detalhadas, este livro é indicado para cafeicultores, produtores de mudas, estudantes e entusiastas do café que desejam saber mais sobre os clones de café cultivados em Rondônia.

“A obra retrata a trajetória dos cafeicultores de Rondônia, desde a história da chegada da cultura do café no estado, passando pelas dificuldades enfrentadas pelos produtores até a atualidade, na qual o café Robusta Amazônico tem conquistado cada vez mais espaço no mercado nacional e internacional”, afirma um dos autores, o pesquisador da Embrapa Rondônia, Marcelo Curitiba Espindula.

Atuação em rede

Segundo Espindula, o livro é ponto de partida para o projeto denominado “Rede de avaliação de clones do estado de Rondônia” cujo o objetivo é caracterizar cientificamente os clones selecionados pelos agricultores quanto a aspectos relacionados ao potencial produtivo, tolerância a seca e a pragas e doenças, bem como sobre os atributos do grão que estão relacionados a qualidade de bebida dos Robustas Amazônicos.

Para o Janderson Dalazen, autor e secretário-adjunto de Estado da Agricultura de Rondônia, este livro é o primeiro passo na caracterização de um registro histórico da cafeicultura dos clones de café cultivados em Rondônia. “Registrar e caracterizar os principais clones cultivados em Rondônia, a origem deles, é base para a nossa rede de clones fazer um trabalho mais científico, mais técnico de caracterização, com estudos para termos, no futuro, registros detalhados”. 

A obra é fruto da parceria entre Embrapa Rondônia e SEDEC (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e contou com a participação de extensionistas da EMATER, professor da UNIR e engenheiros agrônomos autônomos que se dedicam a pesquisa, transferência de tecnologia e assistência técnica para o fortalecimento da cafeicultura no estado.

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