Porto Velho (RO) quinta-feira, 19 de setembro de 2019
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Piscicultura

Investimentos de R$ 2,5 milhões em pesquisas ampliam mercado do pirarucu e tambaqui de Rondônia


Pesquisadora Jucilene Cavali, da Unir, desenvolve parâmetros para o sistema de classificação das espécies tambaqui e pirarucu de Rondônia - Gente de Opinião
Pesquisadora Jucilene Cavali, da Unir, desenvolve parâmetros para o sistema de classificação das espécies tambaqui e pirarucu de Rondônia

Equipe coordenada pela engenheira agrônoma e doutora em zootecnia na Universidade Federal de Rondônia (Unir), Jucilene Cavali destaca melhorias altamente positivas para o setor pesqueiro.

Apoiado pela Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero), seu projeto define sistema de classes para melhores rendimentos de cortes comerciais e menores de resíduos do abate, sugerindo ao piscicultor e agroindústrias sistemas de produção de pescado mais eficientes e sustentáveis.

Aos oito anos, comemorados no dia 26 de julho com a palestra da doutora Jucilene e um café da manhã para seus servidores, a Fapero anunciou ter investido até o momento R$ 2,5 milhões, em projetos acadêmicos na aquicultura/piscicultura no Estado de Rondônia.

A pesquisadora destacou o fomento dado pelo governo estadual ao rápido crescimento na produção de pescado.

“Rondônia alcançou o ranking nacional na produção de pescado em 2016 por mais de 5 mil pisciculturas licenciadas”, afirmou. “Com 90,6 mil toneladas hectare/ano e apenas um frigorífico para processamento, viu o acúmulo de peixes nos viveiros no aguardo de melhores preços e oportunidades de venda”, disse.

Havia muita carência na área até 2017, quando apenas o Frigorífico Zaltana industrializava o peixe e Manaus era o maior cliente de Rondônia. Ainda não havia padronização para o peixe “exportado”. Em 2019, quatro frigoríficos podem poderão classificar e tipificar, inclusive via rotulagem, as espécies nativas o pirarucu e o tambaqui.

“Nos desafios do novo, na conjuntura de estruturação das Universidades e na multifuncionalidade que temos em sociedade, especialmente em uma região onde há muito a ser feito, a Fapero oportuniza pesquisadores a pleitear editais de fomento no próprio Estado, concorrendo em condições mais igualitárias entre os pares, especialmente no que tange a infraestrutura e produções científicas outrora disputadas no plano nacional”, ela comentou.

A pesquisadora, que é orientadora no Programa de Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais na Unir, teve seu Pelo primeiro projeto apoiado em edital no ano de de 2016, quando a equipe da Unir obteve sete bolsas de estudo, das quais, inclusive uma de mestrado, outra de doutorado.

 

“Bolsista Fapero sente que contribui para algo maior no estado”, assinala a professora Jucilene.

“É gratificante acompanhar o envolvimento e a responsabilidade dos acadêmicos, nossos futuros profissionais, com as questões socioeconômicas e ambientais”, acrescentou.


A peça de couro curtida alcança o valor de R$ 500 a R$ 600 - Gente de Opinião
A peça de couro curtida alcança o valor de R$ 500 a R$ 600

COURO DE PEIXE QUE VIRA BOLSA

“A bolsa ecológica do couro do pirarucu é tão resistente quanto é melhor do que a do  couro bovino”, afirma a coordenadora. Outra pesquisa apoiada pela Fapero foi a

Avaliação do Couro Ecológico do Pirarucu.

Para curtir o couro os pesquisadores substituíram produtos químicos por naturais como o tanino, pelo corante da borra de café, em pesquisa de Mestrado desenvolvido no Programa de Ciencias Ambientais da Unir e obtiveram resultados interessantíssimos quanto à qualidade físico-mecânica do couro outrora descartado.

Uma boa peça de couro bem curtida pode agregar até R$ 400,00 e as bolsas custam em média R$ 1,5 mil. As pesquisas despertam ao potencial de nichos de mercado e valor agregado aos coprodutos do abate que podem fortalecer a Cadeia do Peixe em Rondônia.

“Nada seria possível sem os grupos de pesquisa envolvidos [Grupo de Pesquisas em Tecnologias Ambientais, GPTA; e Grupo de Estudos em Produção Animal e Aproveitamento de Resíduos, Gepaar; e Grupo de Estudos e Pesquisas em Biociências, GPBio], via bolsas de Iniciação Científica, de mestrado e Doutorado”, ela disse.

 

QUEM É

Jucilene Cavali , engenheira agrônoma doutora em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (MG), em produção animal e Jucilene também atua na cadeia produtiva da carne, com ênfase em avaliação de carcaça e qualidade. É pesquisadora/orientadora no Programa de Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais da Unir/Embrapa e no Programa de Doutorado em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia Ocidental PPGESPA/UFAC. Vice-líder do Grupo de Estudos em Produção Animal e Aproveitamento de Resíduos e do Grupo de Pesquisa em Tecnologias Agroambientais.

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