Porto Velho (RO) quarta-feira, 20 de novembro de 2019
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Eleições 2018

PSDB abre guerra contra o neofascismo de Doria


PSDB abre guerra contra o neofascismo de Doria  - Gente de Opinião

 247 - Comandado pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, o PSDB nacional decidiu vetar a expulsão do ex-governador Alberto Goldman e do secretário de Governo de São Paulo Saulo de Castro. Os dois tucanos foram expulsos pelo diretório municipal da sigla por ordem de João Doria, que controla o organismo. Doria decidiu aderir abertamente  candidato fascista Jair Bolsonaro. Irritado com a traição de Doria, Alckmin deve ficar neutro na disputa presidencial, mas certamente irá apoiar seu vice Marcio França (PSB).

Goldman usou um adesivo de Paulo Skaf (MDB) no debate do primeiro turno da TV Globo. No domingo (7), Saulo levou o chefe do executivo paulista a uma reunião com Alckmin. Em nota, a legenda tucana classificou a decisão da expulsão como "arbitrária e inócua".

A expulsões de Goldmann, de Castro e de outros 15 membros da sigla tucana aconteceu por suposta infidelidade partidária. Goldmann havia dito que não apoiaria Doria na campanha para o governo estadual. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, ele bateu duro no correligionário.

"Sou contra Doria pela conduta que sempre adotou em relação a uma série de problemas na cidade. Foi péssimo prefeito, não fez gestão coisa nenhuma, e além disso o caráter dele. Você pode ter divergências políticas e administrativas, mas caráter não. Ele é homem que não respeito seu caráter e sua forma de agir desde muito tempo", disse.

As expulsões e a posição do Diretório Nacional do PSDB colocam em evidência a dificuldade de João Doria em aglutinar o próprio partido e também a falta de convergência dos tucanos em torno de uma candidatura para governar a principal "máquina" econômica do País, o estado de São Paulo. Depois de apoiar um golpe parlamentar, marcado atualmente pela estagnação e pelo corte de direitos sociais, a legenda agora vê um dos seus principais membros, o ex-prefeito da capital paulista, aderir à onda fascista de Bolsonaro, que tem uma agenda profundamente marcada pela continuidade do golpe: corte de direitos da classe trabalhadora e vista grossa para políticas em favor de negros, mulheres, LGBT, índios e pobres.

Os desentendimento entre tucanos já tinha ficado evidente em setembro deste ano, quando Alckmin disse que não apoiaria o senador Aécio Neves (PSDB), desgastado com a gravação da JBS, em que ele pede propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, e com as derrotas no primeiro e no segundo turnos da eleição presidencial de 2014 em seu próprio reduto eleitoral, Minas Gerais.

Depois, em plena campanha do primeiro turno, em meados de setembro, o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati abriu as baterias contra o apoio do partido do golpe e à participação de seus líderes no governo Temer (aqui).

Agora, diante da ameaça fascista e com um PSDB já desunido, Doria abre uma nova guerra dentro do próprio partido que está minguando na política brasileira e terminou as eleições de 2018 menor do que saiu do pleito de 2014. Apenas seis dos 12 candidatos tucanos que disputavam governos estaduais conseguiram votos suficientes para seguir para o segundo turno.

No Congresso Nacional, a sigla elegeu 29 deputados federais e oito senadores. No último pleito, havia eleito 54 deputados federais e dez senadores.

A sigla optou por uma agenda sem legitimidade popular e amarga a desunião partidária. Melancólico.

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