Porto Velho (RO) domingo, 17 de novembro de 2019
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Eleições 2018

Não gostou do mito? Então, é “comunista”.


Não gostou do mito? Então, é “comunista”. - Gente de Opinião

RICARDO KOTSCHO
Balaio do Kotscho

Num cenário em que 51% das mulheres (40 milhões de eleitoras) e 27% dos homens ainda não têm candidato, pretendem votar nulo ou branco, segundo o Datafolha, tudo ainda pode mudar, a duas semanas da eleição.

Os números variam de uma pesquisa para outra, mas o crescimento da curva do petista Fernando Haddad, abrindo a “boca do jacaré”,  é uma constante em todas, desde o lançamento oficial da sua candidatura há apenas 15 dias.

Haddad subiu mais 7 pontos e chegou a 23% na nova pesquisa do instituto FSB, encomendada pelo banco BTG-Pactual, a primeira divulgada nesta segunda-feira.

Jair Bolsonaro, do PSL, continuou na liderança, com os mesmos 33% da semana passada, e Ciro Gomes, do PDT, caiu de 14% para 10%.

O tucano Geraldo Alckmin subiu dois pontos e foi a 8%, seguido de Marina Silva, da Rede, que se manteve com 5%.

Como se pode notar, a carta de FHC aos eleitores de “centro”, para se unirem em torno de Alckmin, tiveram o mesmo efeito do horário de propaganda na TV, ou seja, nenhum.
Os cenários da batalha pelo voto nesta reta final estão definidos para conquistar os indecisos e os que não pretendem votar em ninguém.

Com apenas 8 segundos de TV e ainda fora de combate no hospital, a campanha de Bolsonaro fica confinada nas redes sociais, em que pretende lançar esta semana um “Manifesto à Nação”.
O capitão reformado quer se apresentar agora como um candidato “paz e amor”, que defende a democracia contra o “perigo vermelho”, como os militares fizeram em 1964.

Ciro e Haddad investem no nordeste, onde estiveram neste final de semana, disputando os votos dos órfãos de Lula.

E a Geraldo Alckmin só resta agora tentar recuperar os votos conservadores do interior paulista, que migraram para Bolsonaro nas últimas pesquisas.

Antes desinteressado da eleição, o eleitorado nestes últimos dias já parece cansado da guerra política, sem ânimo para sair às ruas das maiores cidades do país, com exceção do Recife, só esperando para ver o que acontece.

Faltam ainda os debates finais nas três maiores emissoras (Globo, Record e SBT), com todo mundo de olho nas novas pesquisas do Ibope e do Datafolha, que deverão ser divulgadas esta semana.
Nas rodas de conversa, o futebol já tomou o lugar da política, com cinco grandes times disputando ponto a ponto o topo da tabela do Brasileirão.

Nem parece que estamos na antevéspera da mais importante e decisiva eleição dos últimos trinta anos.

É tudo tão estranho e assustador que o Brasil deve ser o último país do mundo onde ainda se fala em “comunismo” como argumento para conquistar votos, três décadas após o fim da Guerra Fria.
Vida que segue.

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