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Eleições 2018

A hora de Temer e 'operadores' vai chegando: é 1º de janeiro de 2019


A hora de Temer e 'operadores' vai chegando: é 1º de janeiro de 2019 - Gente de Opinião

247 - A Polícia Federal concluiu inquérito que investigava um caixa dois de R$ 10 milhões do presidente Michel Temer com executivos da Odebrecht. Segundo a PF, os indícios são fortes: o emedebista pode ter cometido os crimes corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Eliseu Padilha e Moreira Franco também são acusados na denúncia. A hora de Temer vai chegando e a história - através do poder judiciário - vai chegando para acertar as contas.

Segundo o relatório da Polícia Federal, Temer recebeu, através de seus operador, coronel João Baptista Lima, um total de R$ 1,4 milhão da empreiteira. A PF rastreou diálogos telefônicos em que Lima dialoga com entregadores de dinheiro da Odebrecht sobre encontros e reuniões, cujos códigos cifrados foram também mencionados na denúncia. Lima chega a reclamar dos valores: “A última, a da sexta-feira, em que foi entregue ao Silva (seu funcionário) as atas, elas não foram iguais às atas anteriores né? Ficou um pouco abaixo”.

O relatório da Polícia Federal apresenta os seguintes relatos: "apontar, em sede indiciária, as seguintes condutas relevantes e sua correspondente subsunção, em tese, à lei penal: (...) Michel Miguel Elias Temer Lulia recebeu, em razão da função, por intermédio de João Baptista Lima Filho, em São Paulo/SP,R$ 500.000,00 em 19/03/2014, R$ 500.000,00 em 20/03/2014 e R$ 438.000,00 em 21/03/2014, totalizando R$ 1.438.000,00, decorrentes da solicitação dirigida por Moreira Franco a executivos da ODEBRECHT, além de ser o possível destinatário dos valores recebidos por José Yunes em 04/09/2014, em seu escritório de advocacia, fatos que, somados ao invariável emprego de dinheiro em espécie e de pessoas interpostas, espelham as condutas insculpidas no artigo 317 do Código Penal e no artigo 1° da lei 9.613/98".

Segundo a reportagem do jornal O Globo, "Moreira Franco é acusado de pedir R$ 4 milhões à empreiteira, enquanto Eliseu Padilha é acusado de ter recebido cerca de R$ 3 milhões. Também foram imputados crimes ao assessor de Padilha Ibanez Ferreira, ao ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e seu operador Altair Alves Pinto, a Duda Mendonça, ao coronel Lima e ao advogado José Yunes."

A matéria ainda destaca o que a PF levantou sobre Marcelo Odebrecht: "o ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, relatou em sua delação que esteve em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer, no qual ficou selado um repasse de R$ 10 milhões ao MDB nas eleições de 2014 –parte do dinheiro teria sido embolsado pelos políticos e outra parte abasteceria a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo naquele ano, apontam as investigações."

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