Porto Velho (RO) sexta-feira, 21 de setembro de 2018
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Eleições 2014

Votar nulo é premiar os canalhas


 Votar nulo é premiar os canalhas - Gente de Opinião

Professor Nazareno*
 

Segundo Platão, filósofo da Antiguidade Clássica, “o preço que o homem de bem paga por não se envolver em política é ser governado pelos mal-intencionados”. E parece que é exatamente isto que está acontecendo há certo tempo no Brasil. Além do futebol e do carnaval, outra mania preferida dos brasileiros é falar mal da política e dos políticos. O sistema político vigente no nosso país está em frangalhos e totalmente desacreditado pela maioria dos eleitores. De modo geral, a política é a atividade restrita apenas a interesseiros, corruptos, mentirosos, ladrões, desonestos e canalhas. “Homem de bem e de caráter não se envolve com a política”, é o pensamento de muitas pessoas. No entanto, para Aristóteles, discípulo de Platão, “a ciência mais importante é a ciência política, pois esta decide a existência das outras ciências estudadas pelo homem”.

Aristóteles foi mais além ao formular que “a ciência política também inclui a finalidade das outras ciências e esta finalidade é o bem do próprio homem”. Filosofias à parte, o que se tem observado no Brasil é uma total ojeriza e repulsa pela política e pelos políticos. Com isso, de forma justa, muitos eleitores se omitem e pensam em anular o seu voto nas eleições. Só que agindo assim no atual jogo político é beneficiar o mau político. Com muitos votos nulos ele tem mais facilidades para se eleger, já que os eleitos serão todos retirados do número de votos válidos. Além do mais, todos os votos de uma eleição jamais serão anulados. Familiares, puxa sacos e os imbecis em geral sempre votarão em algum “mau” candidato que os represente. Talvez melhor do que anular o voto, seja escolher quem nunca exerceu um cargo público, um novato.

Não reelegendo nenhum dos “velhos” candidatos, nenhuma figura carimbada da política, a mensagem do sofrido eleitor poderia estar sendo dada de forma mais consciente aos maus políticos, aos canalhas. Mas a mudança total só virá quando mudarmos o jogo todo e não apenas algumas peças dele. E não adianta esperar pela Justiça. Ela não julga, não absolve, nem condena ninguém. Se for correta e imparcial, apenas segue a legislação vigente, que muitas vezes é feita sob medida por estes mesmos maus políticos. Por isso, muitos candidatos espalhados pelo Brasil afora vão disputar as eleições tranquilamente mesmo sendo “fichas sujas”, já estiveram presos, roubaram, corromperam, mataram, desviaram verbas, se associaram ao narcotráfico, demonstraram incompetência para administrar e fizeram todo tipo de bandalheira.

Por isso que se diz que no Brasil a Justiça é cega, mas cegos mesmo e sem nenhuma visão política da sua triste realidade são muitos dos eleitores que demonstram não ter nenhuma ancestralidade, leitura de mundo ou apego a sua terra natal e respeito a si próprios quando votam em qualquer um sem pensar nas consequências que lhes aguardam por causa deste ato insano, amoral e irresponsável. Voto não devia jamais ser obrigatório, principalmente em uma democracia. Voto tinha que ser facultativo como é nos principiais países do mundo. De que adianta impedir um cidadão “nó cego” de ser candidato se ele, marotamente, coloca um parente seu para concorrer ao cargo pretendido e ainda o elege? Em muitos casos, o mau caráter se perpetua no poder por causa do eleitor otário e idiota. No Brasil, uma maioria burra, analfabeta e estúpida torna refém a minoria consciente que ainda sabe escolher bem o raríssimo bom político.

*É Professor em Porto Velho.

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