Porto Velho (RO) domingo, 23 de setembro de 2018
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Eleições 2014

Senador odacir soares repudia declarações da presidenciável marina silva sobre br-319



Porto Velho, RO – É notória a posição da candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) contra rodovias importantes para o Norte do Brasil, principalmente em relação ao desenvolvimento econômico.

A BR–364, por exemplo, era alvo de críticas de Marina quando a presidenciável ainda era senadora pelo PT em meados dos anos 90. Ela era rejeitada em seu próprio estado, o Acre, por ser contra o asfaltamento da rodovia, única ligação terrestre com o restante do País.

Ainda este mês, já como candidata ao Palácio do Planalto, Marina disse, em Manaus, que a rodovia BR–319 não está nos seus planos, por não ser, segundo ela, uma estrada viável em nenhum aspecto positivo.

– A BR-319 até hoje não provou a sua viabilidade econômica, social e ambiental. Eu durante a minha gestão (ministra do Meio Ambiente no governo Lula) fiz as minhas licenças mais complexas: a BR-163, a transposição do São Francisco e o complexo do Madeira. Mas não abrimos mão de nenhum desses três requisitos – destacou a ambientalista, na ocasião.

Ao repudiar veementemente as opiniões de Marina Silva, o senador da República Odacir Soares, do PP de Rondônia, informou que é preciso sim ter preocupação com a preservação das florestas, mas que é inadmissível seguir na contramão do progresso:

– É compreensível a visão da candidata quanto à importância da preservação das florestas. O que é incompreensível é sua postura radical contra estradas que comprovem sua indiscutível importância para os povos dos estados onde elas se situam – destacou o congressista.

Soares relembrou inclusive que a BR–319 é uma rodovia federal que integra os estados do Amazonas e de Rondônia, única ligação rodoviária disponível entre as capitais Manaus e Porto Velho com o restante do Brasil. É uma estrada com mais de 880 quilômetros, dois quais mais de 859 ficam no Amazonas e 20,9 em Rondônia. A rodovia foi construída e inaugurada em 1973 durante o governo militar, no contexto da colonização da Amazônia, mantida sempre sob o olhar de grandes potências internacionais.

– E cabe a nós, brasileiros, ocupar e preservá-la – disse o senador.

Odacir fez também um questionamento aos que defendem que a recuperação da estrada acarretará em danos ambientais irreversíveis.

– O impasse ambiental sobre a análise do estudo e a liberação da obra não se altera. E fica acirrada, cada vez mais, a discussão entre os que defendem a recuperação da estrada e os que afirmam que a obra vai causar grande impacto ambiental. A realidade é que a estrada existe e o impacto aconteceu em 1970, quando foi aberta no meio de floresta. O que foi feito para promover o reflorestamento ao longo dessa artéria vital? Nada! – esbravejou.

Na visão do senador, é inaceitável que ambientalistas fiquem em seus gabinetes refrigerados ditando regras absurdas sobre a vida de populações que não dispõem de meio dignos de sobrevivência, que não têm acesso a bons estudos, que vejam seus entes queridos morrerem à míngua de atendimento médico por falta de deslocamento para centros mais avençados onde teriam condições de sobreviver.

Por fim, Odacir Soares falou sobre os riscos que enfrentam aqueles que se aventuram na travessia terrestre pela BR–319.

 – Quem se arrisca a percorrer toda a extensão da BR–319 comprovará que a estrada, idealizada como promessa de integrar a população da Amazônia aos demais estados do Brasil está abandonada. No inverno, época de chuva na Região Norte, os preços de produtos alimentícios de outras regiões disparam devido aos custos dos fretes. E em breve aumentarão muito mais, pois sabemos que os combustíveis terão grande alta. Os alimentos ficarão pelo menos 40% mais caros. E os moradores continuarão isolados. Por esses e muitos outros motivos que as declarações da candidata à Presidência Mariana Silva não são apenas contrárias ao desenvolvimento, mas, principalmente, uma afronta ao sentimento humano – concluiu.

Fonte: Ascom

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