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Planalto avalia que fala de Segovia foi uma trapalhada e demonstra preocupação

É o que informa o jornalista Gerson Camarotti, em seu blog no G1; interlocutores de Michel Temer avaliam a declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, de que a tendência na PF seria arquivar o inquérito contra Temer sobre os portos, como uma trapalhada e que reacendeu a investigação; nomes próximos de Temer temem agora que o assunto volte a ganhar prioridade não só de investigadores, mas também da própria procuradora-geral da República, Raquel Dodge

10/02/2018 - [17:39] - Política

Adriano Machado/Reuters

247 - Interlocutores de Michel Temer avaliam a declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, sobre as investigações referentes ao Decreto dos Portos foi uma trapalhada e teve forte efeito negativo, reacendendo o inquérito que trata de suposta propina em troca de decreto que beneficiaria o setor de portos. É o que informa o jornalista Gerson Camarotti, em seu blog.

À Reuters, Segovia disse que a tendência na PF é recomendar o arquivamento da investigação em que Temer é suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar em um decreto que renovou concessões no Porto de Santos, em São Paulo. A PF investiga se a medida que ampliou para 35 anos as concessões do setor favoreceu a Rodrimar. São investigados Michel Temer, o ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures, o presidente da Rodrimar, Antônio Grecco, e o diretor da empresa Ricardo Mesquita.

Nomes próximos de Temer temem que o assunto volte a ganhar prioridade não só de investigadores, mas também da própria procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O Palácio do Planalto tinha a expectativa de que Dodge fosse pedir o arquivamento dessa investigação. 

Outra preocupação de interlocutores do emedebista foi a manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, relator do caso no órgão. Barroso intimou Segovia a explicar declarações dadas acerca da investigação sobre Temer. Segundo o ministro, a conduta de Segovia "é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal". Barroso entende que a entrevista do diretor da PF ameaçou o delegado responsável pelo caso, "que deve ter autonomia para desenvolver o seu trabalho com isenção e livre de pressões".


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