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Janot: 'Muitas pernas tremem' quando se fala em combate à corrupção

Depois da enxurrada de críticas por conta da "flechada no pé" com a omissão de informações pelos delatores da JBS em acordo prestado com a PGR, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que as reações são uma forma de defesa dos acusados, já que "muitas pernas tremem" quando várias instituições estão unidas para o combate da corrupção; "Como não há escusas para os fatos que vieram à tona, tanto são os fatos e escancarados, que a estratégia de defesa tem sido tentar desacreditar a figura das pessoas encarregadas do combate à corrupção", afirmou Janot em reunião do Conselho Nacional do Ministério Público nesta terça-feira

12/09/2017 - [16:58] - Polícia

 Marcelo Camargo/Agência Brasil

Infomoney - Depois da enxurrada de críticas por conta da "flechada no pé" ao determinar a abertura de uma investigação de indícios de omissão de informações pelos delatores da JBS em acordo prestado com a PGR ( Procuradoria Geral da República), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que as reações contra as investigações do MP (Ministério Público) são uma forma de defesa dos acusados, já que "muitas pernas tremem" quando várias instituições estão unidas para o combate da corrupção.

"Como não há escusas para os fatos que vieram à tona, tanto são os fatos e escancarados, que a estratégia de defesa tem sido tentar desacreditar a figura das pessoas encarregadas do combate à corrupção", afirmou Janot em reunião do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) nesta terça-feira (12).

De acordo com o procurador-geral da República, que está na última semana no comando da PGR e será substituído por Raquel Dodge na próxima segunda-feira (18), as manifestações são "proporcionais" ao avanço das investigações, já que nunca se tantas investigações abertas, agentes públicos e privados investigados, processados e na cadeia.

Na última semana à frente da PGR, espera-se que Janot apresente ainda a segunda denúncia contra Michel Temer, que deve ser acusado de formação de organização criminosa pelo PMDB da Câmara, inquérito que foi concluído na última segunda-feira (11) pela Polícia Federal e aponta que o presidente recebeu R$ 31,5 milhões em propina.


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