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Doria investe no ódio e irrita cúpula do PSDB

Acusado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de governar pelo Facebook e chamado de blefe por José Serra, o prefeito de São Paulo, João Doria, decidiu surfar na estupidez humana e pendurou uma bandeira do Brasil na janela de seu gabinete em comemoração à condenação sem provas do ex-presidente Lula; “Os brasileiros de verdade devem abrir a bandeira do Brasil. Mostre que você apoia o juiz Sérgio Moro”, disse Doria; em seguida, o vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman disse que, no PSDB, apenas o prefeito se “regozijou” com a situação de Lula e que “há respeito” pelo ex-presidente; Doria, que tenta recriar um ambiente de ódio no País, está na lista dos Panamá Papers

13/07/2017 - [21:41] - Política

SP 247 – O prefeito João Doria, do PSDB, aprontou mais uma das suas nesta quinta-feira. Acusado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de governar pelo Facebook e chamado de blefe por José Serra, ele decidiu surfar na estupidez humana e pendurou uma bandeira do Brasil na janela de seu gabinete em comemoração à condenação em provas do ex-presidente Lula.

“Os brasileiros de verdade devem abrir a bandeira do Brasil. Mostre que você apoia o juiz Sérgio Moro”, disse Doria.

Em seguida, o vice-presidente nacional do PSDB, Goldman disse que, no PSDB, apenas o prefeito se “regozijou” com a situação de Lula e que “há respeito” pelo ex-presidente, segundo reportagem do jornalista Pedro Venceslau.

Doria, que tenta recriar um ambiente de ódio no País, está na lista dos Panamá Papers e era cliente da Mossack Fonseca, empresa investigada na Lava Jato.

Abaixo, reportagem do Jornal do Brasil sobre o caso, publicada em 30 de abril de 2016

Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o empresário João Doria Jr. comprou a offshore Pavilion Development Limited do escritório panamenho Mossack Fonseca e usou a empresa para adquirir um apartamento em Miami, nos Estados Unidos, em 1998, por US$ 231 mil, sem que a propriedade aparecesse em seu nome, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo deste sábado (30).

Contratos, procurações e cópia de passaportes de Doria e sua mulher, junto a mensagens de e-mail referentes à compra da offshore constam dentre os 11,5 milhões de documentos dos Panama Papers, divulgados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). A série já provocou a queda do primeiro-ministro da Islândia e revelou esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio em dezenas de países. 

A compra ou abertura de uma offshore não é ilegal, desde que a empresa seja declarada à Receita Federal no Brasil. Ao Estadão, o advogado de Doria, Nelson Wilians, mostrou a declaração de bens no Imposto de Renda de 2016 na qual a Pavilion Development aparece declarada, mas não atendeu ao pedido para mostrar as declarações de IR de 1998, quando Doria comprou a offshore, e dos anos posteriores. Pela legislação brasileira, toda remessa ao exterior a partir de US$ 100 mil deve ser registrada no Banco Central.

O advogado alega, também, que Doria não fez remessas e que pagou a entrada de US$ 30 mil com uma permuta feita no Brasil, e o restante foi financiado em 30 anos nos EUA. O advogado diz que as parcelas do financiamento, de US$ 2.056 por mês, são pagas com rendimentos da locação do imóvel. De acordo com a reportagem, a diária de um apartamento no Mutiny On The Bay custa US$ 243. Para pagar a mensalidade, Doria precisaria alugar o apartamento por 9 dias ao mês, pelo menos.


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