Porto Velho,
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Silvio Santos

Colaborador do Gentedeopinião, ZEKATRACA é titular da coluna Lenha na Fogueira no jornal Diário da Amazônia. E-mail: zekatracasantos@gmail.com - Informo aos colegas dos grupos folclóricos que se quiserem que divulguemos seus eventos, é só enviar a programação via e-mail zekatraca@diariodaamazonia.com.br ou pelo ZAP ZAP 9302-1960.

Diário da Amazônia, o 1º jornal totalmente informatizado da região Norte/Nordeste - Por Zekatraca

13/09/2017 - [05:01] - OpiniãoTV

Lenha na Fogueira


 
VEM AI, VEM AI, VEM AI. Esse termo inundou a cidade de Porto Velho no início do ano de 1993. Por tudo quanto era esquina, espaço em quintal e seus muros, lá estava a frase VEM AI!.
 
 
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No restaurante Cheiro Verde local onde se encontravam poetas, escritores, músicos, cantores e compositores, além de políticos e funcionários público, pois o Restaurante ficava na rua Presidente Dutra por detrás da ASPRON e lá também acontecia às sextas-feiras o Projeto Cinco e Meia do Bubu Jonshon.
 
 
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Pois é, essa turma chegou a fazer BOLÃO para ver quem acertava o que “VINHA AÍ”. Uns colocaram que era um novo Partido Político, outros que era mais um Plano de desvalorização ou valorização da nossa moeda. O Real estava engatinhando e a população vivia aflita.
 
 
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Outros marcaram que era a “prisão” do prefeito José Guedes pelo asfalto mal feito da rua Calama a partir da Rio Madeira no rumo do 4 de Janeiro.
 
 
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Dona Nélia proprietária do Coco Gelado e do Cheiro Verde junto com seu companheiro Chico, colocaram no BOLÃO que seria a volta dos desfiles das escolas de samba para a avenida Farquar.
 
 
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VEM AÍ. VEM AÍ... Era o assunto pelos quatro cantos da cidade. O que será que VEM AÍ?
 
 
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Passou o carnaval, veio a quaresma, sexta feira santa, sábado de aleluia, Flor do Maracujá, Semana da Pátria e então a cidade amanheceu com a resposta em todos os outdoor espalhados pela cidade.
 
 
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VEM AÍ neste dia 13 de setembro, o 1º jornal totalmente informatizado da região Norte/Nordeste o Diário da Amazônia.
 
 
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Devo lembrar que eu era o gerente do restaurante Cheiro Verde. Naquela manhã do dia 13 de setembro uma segunda feira, dona Nélia e seu Chico passaram cedo pelo restaurante e Nélia quando deu nove horas disse: “Chico vai pro Coco Gelado que vou comprar ou tentar pegar um exemplar da 1ª edição do Diário da Amazônia” e se mandou para a Joaquim Nabuco com a Pinheiro Machado, local da sede do Dário.
 
 
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Naquele tempo eu escrevia o Zekatraca no jornal Estadão do Norte. Antes de comerçarmos a servir o almoço, Nélia chegou eufórica, com um exemplar da 1ª Edição do Jornal Diário da Amazônia e orgulhosamente mostrou a capa que tinha a seguinte manchete: DIÁRIO DA AMAZÔNIA - A NOVA FORÇA DE RONDÔNIA.
 
 
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Esse foi o meu primeiro contato com o jornal Diário da Amazônia. Confesso que fiquei chateado por não ter sido convidado para fazer parte da equipe do primeiro jornal informatizado da Região Norte e um dos primeiros do Brasil.
 
 
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Meu sonho só se concretizou nove meses depois, quer dizer, durou praticamente uma gestação para o Zekatraca nascer no Diário da Amazônia, isso foi em JUNHO DE 1994 precisamente no dia 12 de junho dia dos namorados.
 
 
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Aqui continuamos praticamente ha 24 anos, levando a notícia sobre tudo que acontece no mundo cultural do estado de Rondônia.
 
 
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Graças ao seu Emir Sfair, Assis Gurgacz, Waldir Costa, Natanael (diagramador), Carlão Sperança, Padilha, Marcos Grutzmacher, dona Elsie, Mauro Sfair. Zé Luiz Store, Marcelinho Freire, Gerson Costa, Idelfonso Valentim, João Zoghbi, Ana Aranda, Dona Ana Gurgacz, seu Acir Gurgacz, Didiere, a truma da Formataçao comandada pelo Paulinho, Fred, Egio e tantos outros que me acolheram com carinho nessa casa, que não é apenas a empresa que nos emprega, é acima de tudo, uma casa de AMIGOS.
 
 
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Parabéns Diário da Amazônia pelos 24 anos de existência. Parabéns Diário da Amazônia que junto com a TV Rondônia e o Sesc perpetuaram a data da criação do Território Federal do Guaporé o dia 13 de setembro de 1943.
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Por tudo isso, parabéns a todos os aniversariantes do dia 13 de setembro. Estamos ha 24 anos levando notícia para a população de Rondônia e do mundo. GLÓRIA A DEUS!

 


 

 

 

13 de setembro 
dia do Território do Guaporé

 
O Diário da setembro Amazônia ouviu o jornalista/escritor Lúcio Albuquerque atualmente editor do centenário jornal Alto Madeira, sobre a importância da criação pelo presidente Getúlio Vargas do Território Federal do Guaporé no dia 13 de setembro de 1943.
 
Diário - Qual a importância do Território Federal para a colonização de Rondônia?
 
Lúcio - Há duas fases distintas sobre o Território: o período 1944 (quando foi instalado) até 1968 (quando surge o primeiro Projeto de Colonização, em Ouro Preto, e o Incra é criado. Na primeira fase em termos de desenvolvimento econômico, pouco mudou, com a continuidade da economia à base do extrativismo vegetal - a partir de 1958 com a cassiterita ganha outro vetor mas continuamos extrativistas.
Com a chegada do Incra e da equipe sob comando do capitão Sílvio Gonçalves de Faria, além da maciça campanha do governo federal para a ocupação do Oeste brasileiro, levou à migração com a chegada de centenas de milhares de pessoas, a maioria boias-frias abandonando o Sul/Sudeste, se instalando inicialmente ao longo da BR-364 e criando cidades - ou dando outra vida às pequenas vilas então existentes e mudando o eixo econômico com a implantação em larga escala de atividades agrícolas, alterando o norte econômico responsável pelo que hoje Rondônia é. E isso foi o grande papel do Território para a colonização, para que em 1975 o governador Humberto Guedes, que muitos reputam como o grande governador que Rondônia teve, me dissesse em uma entrevista, que Rondônia já havia extrapolado tudo que se poderia imaginar poder ocorre num Território. Em 1976 ele criou um grupo de trabalho para planejar uma proposta de Estado.
 
Diário - Rondônia foi governada por militares na época o território. Qual sua avaliação da forma de governar da época? Foi boa? Positiva ou negativa? Por que?
 
Lúcio - É preciso que eu deixe bem claro que por razões familiares tenho tudo para só criticar os militares. Mas seria injusto não reconhecer que não só para a Amazônia, mas especificamente para Rondônia, o saldo dos governadores militares que tivemos no então Território foi bem positivo. O que éramos até 1964 - prefiro tratar desse período em diante em razão de quando há referência à fase anterior ninguém lembra do que fizeram, alguns poucos mas outros, como Aluízio Ferreira, e Paulo Nunes Leal que desafiou o presidente JK para que abrisse uma estrada - o “Outro Lado da Cruz”, fizeram muito.
 
A partir de 1964 o governo federal precisou abrir uma nova fronteira. E descobriu Rondônia. Tínhamos uma rodovia (BR-29) que era apenas o que o presidente Jânio Quadros chamou de "caminho das onças". Em 1965 o primeiro grande fato, a criação do 5º BEC e sua instalação em vários locais da BR, gerando apoio para o trânsito. Paralelo com isso o Incra promovia o que se costumava chamar de “A única reforma agrária que deu certo no Brasil”. Em 1974 foi a vez de Marques Henriques criar uma emissora de televisão - na realidade transmissora - a TV-Cultura ainda que funcionando por pouco tempo mas oferecendo ao rondoniense uma nova opção de lazer e foi seu apoio que atraiu para fora de Manaus a, hoje, Rede Amazônica de Televisão.

Em 1975 outro coronel, Humberto da Silva Guedes, teve o mérito de entender que era a hora de mudar. E estruturou o Território como se fosse um Estado graças, claro, ao apoio decisivo do ministro do Interior Maurício Rangel Reis e do presidente Ernesto Geisel. Guedes consegue a criação de cinco municípios instalados 49 anos depois do último - havia só Porto Velho e Guajará-Mirim. Foi o governo militar que colocou Rondônia na rota das telecomunicações - as torres da Embratel. Foi sob governo militar que foi aberta a BR-319 e a BR- 425, além do asfalto na 364, a criação do Estado, da Universidade, da estrutura do Hospital de Base e mais municípios antes da criação do Estado.

Foi um trabalho articulado pelo governador Jorge Teixeira, aproveitando o projeto deixado pelo seu antecessor Humberto Guedes e com apoio do ministro do Interior Mário Andreazza e do presidente João Figueiredo, todos coronéis e o último general do Exército, que permitiu a criação do Estado. Não tenho dúvida de que foi fundamental a presença daqueles homens nos momentos em que Rondônia viveu o período de Território.


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