Porto Velho,
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Sergio Pires

Colaborador do Gentedeopinião: Sérgio Pires, experiente jornalista e que atua na SIC TV, onde apresenta aos sábados o programa Direto ao Ponto, e diariamente o "PAPO DE REDAÇÃO" na rádio Parecis FM. Contato através e-mail: [email protected] /

DENÚNCIA: HÁ ALGO DE MUITO PODRE NO REINO DO NOVO PRESÍDIO DE ARIQUEMES - Por Sérgio Pires

12/08/2017 - [19:13] - Opinião

HÁ ALGO DE MUITO PODRE NO REINO 

DO NOVO PRESÍDIO DE ARIQUEMES

O resumo da ópera é complexo. Precisa ser investigado a fundo, em cada detalhe, em  cada minúcia. Há que se ter um esclarecimento das autoridades para o que aconteceu na recém inaugurada Casa de Ressocialização de Ariquemes, o pomposo apelido para o novo Presídio da cidade. Há algo de podre, mas muito podre, putrefato por ali e a sociedade rondoniense tem que ser informada com toda a clareza, quando as investigações forem concluídas. A história, bem resumida, é essa: o Presídio foi inaugurado e uma semana depois houve uma fuga de 12 perigosos bandidos, que tiveram acesso a ferramentas e equipamentos, para serrar as grades e fugir sem problemas. Pouco antes, havia sido feita uma minuciosa varredura eletrônica, de forma que qualquer material metálico ou assemelhado, facilmente detectável nesse tipo de ação, seria descoberto. Nada foi encontrado. Além disso, nada poderia ter chegado ás mãos dos detentos por familiares, porque na primeira semana de funcionamento do Presídio, as visitas estavam proibidas. Esta é a primeira e misteriosa fase da história. Tem mais. Tem pior! Nessa semana, ainda sem os presos terem recebido visitas, por conta da fuga, membros do Exército realizaram nova varredura na mesma cadeia de Ariquemes.  Repita-se, para que fique bem claro: ninguém estranho à Casa de Detenção, a não ser a direção dela; agentes penitenciários e advogados tiveram acesso aos presos. E o que encontraram os  oficiais e soldados que fizeram a nova varredura nas celas? Mais de mil (isso mesmo, 1.000), armas artesanais, objetos cortantes e perfurantes. E mais ainda: serras para cortar as grades e celulares, todos com baterias carregadas, porque nas celas de Ariquemes não existem tomadas, ou seja, não há como os presos conseguirem carregar os aparelhos, para usá-los.

Alguma coisa muita estranha existe nessa história. Não se pode fazer suposições, acusações irresponsáveis ou qualquer ilação, sob pena de estar se cometendo injustiça no seu mais alto grau. Mas é óbvio que alguma coisa precisa ser feita. E já! O Estado, certamente com o apoio do competente Ministério Público, como instituições têm obrigação de investigar profundamente toda essa história. Parece que ordens superiores nesse sentido já foram emanadas. Tem que se esclarecer esse caso, que é sintomático. Não há como deixar sem uma explicação lógica a série de “coincidências” ocorridas em Ariquemes. Claro que a palavra “coincidência! É uma ironia. Tem que se achar os culpados e puni-los exemplarmente, sejam quem eles forem. Essa vergonhosa situação não pode ficar assim, como se nada estivesse acontecendo!

 

MÁRIO E SEUS AMIGOS

Personagem querido em Porto Velho e em Rondônia, por sua história de vida e por seus empreendimentos de sucesso, o empresário Mário Português foi vítima de uma brincadeira de mau gosto, na última sexta. Um boato irresponsável chegou a anunciar que ele tinha morrido. Palhaçada, apenas. Mário Português está firme e forte, liderando seu grupo empresarial ao lado dos filhos e ainda cheio de planos. O episódio serviu ao menos para mostrar o quanto ele tem amigos e até fãs. Desde a publicação da falsa notícia, até que ela tivesse sido esclarecida, os telefones dele, da família e das empresas não pararam. Tem amigos demais o Mário Português que chegou a concorrer à Prefeitura de Porto Velho, mas depois decidiu largar a política, que, no geral, não é feita para empreendedores como ele.

 

PRÉDIO DO RELÓGIO

A sexta marcou também outro momento histórico em Porto Velho. Numa solenidade simples, na Prefeitura, o governo federal, através da Superintendência do Patrimônio da União, a SPU, assinou o documento que entrega à Prefeitura da Capital o histórico Prédio do Relógio. Num primeiro momento, a autorização é provisória, por tempo indeterminado e de uso gratuito. Mas o prefeito Hildon Chaves já anunciou, no próprio encontro com o superintendente da SPU em Rondônia, Ismael Correia, que o Município agora vai batalhar para ter a doação definitiva do prédio. Nele, será instalado inicialmente o Gabinete do prefeito e depois outras secretarias, centralizando os serviços municipais. Claro que, antes de mudar alguma estrutura para lá, a Prefeitura vai realizar uma total reformulação do prédio, claro que sem mexer numa só característica original. Hildon Chaves vai deixar a janela do seu gabinete voltada para a Praça da história Estrada de Ferro Madeira Mamoré, porque pretende voltar todos os esforços para melhorá-la, garantiu.

 

FÍSICA QUÂNTICA

O novo sistema eleitoral brasileiro, como sempre, pode se transformar num legítimo samba do crioulo doido, em que o eleitor comum levará anos a fio para entender a complexidade, quase uma equação de física quântica, para se saber realmente como votar, em quem votar e se, no final das contas, serão eleitos mesmo aqueles que  ele  escolheu. É uma complicação cada vez mais recheada de detalhes e emaranhados. A simplicidade das coisas; facilitá-las ao eleitor; eleger os mais votados, por exemplo, simples assim, ah!, daí não se pode fazer, porque seria fácil demais. Então, num conjunto de leis complexas e medidas cada vez menos acessíveis ao brasileiro comum, torna-se necessária a manutenção de tribunais eleitorais. Os eleitos hoje podem perder o mandato amanhã e terá que se fazer novas eleições, movimentando, à base de milhões e milhões de reais, um sistema que poderia funcionar a custo muito baixo, não fossem as  complexidades legais. Tem notícia pior? Claro que tem. Eu e você, brasileiros comuns, pagaremos o pato de novo: 3 bilhões de reais em financiamento público de campanha. Como se isso fosse acabar com a corrupção. Proteja-nos, alguém aí, pelamordedeus!

 

ROVER É CONDENADO

A Justiça de Vilhena não considerou que a possível delação premiada do ex prefeito da cidade, o empresário José Rover, merecesse uma diminuição significativa de sua pena e o sentenciou a oito anos de prisão, em regime fechado. Os ex secretários de Rover, Gustavo Valmorbida e Bruno Pietrobon também receberam a mesma pena. Um dos empresários envolvidos no esquema de corrupção descoberto na prefeitura da cidade, durante o governo de Rover, Eduardo Molinari também foi condenado, só que a quatro anos e poderá cumprir a sentenças em regime semiaberto. Todos têm direito à recorrer, porque a decisão é em primeira instância. José Rover se tornou uma promessa positiva na política de Rondônia, quando surgiu com um discurso vigoroso e com a missão de ser uma nova liderança no Cone Sul, depois de tantos escândalos envolvendo os Donadon, que eram os donos do pedaço. Mas Rover, infelizmente, seguiu no mesmo caminho. Foi prefeito por duas vezes, mas deixou um rastro de corrupção que ainda está sendo desvendado. Lamentável!

 

CULPA DOS PARAFUSOS



O superintendente de cultura e esportes e lazer do Estado, Rudinei Paz, explicou o que aconteceu com o recém inaugurado ginásio Cláudio Coutinho, que, poucos dias depois de inaugurado, foi logo “presentado” com várias goteiras, na primeira chuva que caiu sobre a cidade em várias semanas.  Segundo ele, o que houve foi uma falha na fase final da obra. Para a SICTV, Rudinei explicou que as goteiras surgiram porque alguns parafusos da estrutura do novo telhado foram muito mal colocados. Ele acentuou que a empresa responsável pela obra já foi acionada e, sem custo algum (aliás, se fosse ainda cobrar seria um absurdo a mais!), vai resolver o problema em uma semana. O superintendente garantiu que o problema, tão logo os parafusos sejam colocados corretamente, não mais se repetirá. Enfim, tudo certo, com uma exceção: como o Governo do Estado recebeu uma obra com deficiência na estrutura e a entregou ao público, como seu estivesse perfeita? Tomara que o episódio tenha servido de lição e que futuras obras, antes de serem inauguradas, sejam realmente vistoriadas nas minúcias...

 

OS ELOGIOS DO DINOSSAURO

Conhecido crítico do serviço público e muito respeitado por suas opiniões, o radialista Beni Andrade, um dos Dinossauros famosos do rádio e da TV, abriu exceção e fez rasgados elogios, essa semana, aos funcionários do Hospital João Paulo II, que, mesmo com todas as dificuldades e deficiências na estrutura do próprio hospital, salvam muitas vidas todos os dias. Sempre superlotado, porque recebe – só para se ter ideia da enormidade do problema – até 50 feridos num só dia, apenas entre vítimas de acidentes de trânsito, o João Paulo é um exemplo de dedicação, superação, esforço de toda a equipe que trabalha arduamente para cuidar da vida de milhares de pessoas. Numa conta simples, só entre acidentados, o número de atendimentos pode superar  as 15 mil pessoas/ano. Isso sem contar os feridos em brigas e outros acidentes. Numa área física que já não suporta mais atender tanta gente, o João Paulo é, mesmo assim, a última esperança para uma multidão de doentes, tanto de Porto Velho quanto do interior e até de estados vizinhos. O trabalho das equipes do JP comoveu o sempre crítico Beni Andrade.


 

P E R G U N T I N H A

Quando será que começaremos a viver nesse país tão positivo e recheado de boas notícias, que existe apenas nos discursos otimistas do presidente Michel Temer?


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