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Sergio Pires

Continuam as reclamações sobre falta de segurança na área do Espaço Alternativo - Por Sérgio Pires


POR LEIS BEM MAIS DURAS: É SÓ UMA

 VOZ ISOLADA, MAS JÁ É UM COMEÇO...

“Três anos de pena para quem atira num policial com um fuzil? Isso não é uma vergonha? Fala-se em Reforma Tributária, Reforma da Previdência, Reforma Disso e Daqui. Mas onde está a Reforma Penal, que puna de verdade, não como está agora, os brutais crimes cruéis cometidos e que têm punição ridícula?” Continuam as reclamações sobre falta de segurança na área do Espaço Alternativo - Por Sérgio Pires - Gente de OpiniãoFinalmente alguma autoridade teve coragem de enfrentar essa vergonha que é a legislação criminal brasileira e todos os seus benefícios aos bandidos. E não é qualquer um. É o secretário de segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá. Enquanto a maioria das autoridades da segurança, em todo o país, se cala ante esse vergonhoso pacote de leis de proteção ao crime, Sá, que está vivendo uma guerra civil em seu Estado, ao menos tem peito para deixar de usar frases feitas, falar o politicamente correto, criado para proteger bandido e está chutando o pau da barraca. “Nós somos um país da lei que não pega, um país do jeitinho, da impunidade, campeão de linchamento. Somos um país onde o preso não é preso; é preso, mas responde em liberdade. Fiz uma proposta ao Ministério da Justiça para dobrar todas as penas de quem possui, porta, comercializa ilegalmente e trafica armas de fogo. Além disso, propus, também, o cumprimento de uma pena maior para a pessoa ter o beneficio de progressão de regime quando comete um crime violento contra a vida. Hoje, a nossa legislação não cumpre o seu papel social”, conta o secretário. Ninguém lhe deu ouvidos!

Quando se ouve essa voz isolada, a pergunta é óbvia: e os outros? Onde estão os demais secretários de segurança, que vivem discursando, mas que não abrem a boca para exigir, do Congresso, uma radical mudança nas leis brasileiras, feitas para beneficiar, incentivar e serem parceiras do crime? Onde está o Presidente, que compra votos para tudo, mas se cala ante a multidão de assassinatos e crimes brutais praticados contra gente simples? Cadê o Congresso, tão cioso com seus direitos e sua grana, mas que vira as costas para uma verdadeira chacina que a impunidade causa ao país, que registra, por ano, mais de 50 mil assassinatos? Onde andam essas vozes, a quem só se ouve um estrondoso silêncio, enquanto o Brasil vive sob o tacão do crime, mantido por leis esdrúxulas, verdadeiras excrescências que, há décadas, protegem a quem não presta e permite a extinção de milhares de pessoas do bem? Será que a voz do secretário de segurança do Rio de Janeiro será isolada, a tal ponto que ele também entregará os pontos e desistirá de pedir que nosso país separe, claramente, a maioria do bem da minoria de covardes assassinos? Até quando suportaremos isso? 

HILDON: SELFIES E NAMORO

O namoro com a população ainda continua firme. A popularidade do prefeito Hildon Chaves se mantém em alta. Onde ele tem ido, é recebido com abraços e carinho. Em alguns lugares, parece um pop star. Embora pareça exagero, não é. No último sábado, por exemplo, quando foi assistir a um show da dupla sertaneja Jorge e Mateus, numa casa de shows em Porto Velho, Hildon foi recebido como se fosse uma das atrações da noite. Um jornalista que estava no local resumiu o quadro: “parece que todos queriam abraçar o Prefeito, tirar selfie com ele; falar com ele. Há muito tempo eu não via isso, quando se trata de um político”. Verdade. A maioria dos políticos, aliás, anda se esquivando de aparecer em eventos públicos, tal o risco de vaia. Com pouco mais de sete meses de Governo, um dos quais ficou fora da cidade, o Prefeito da Capital anda com a popularidade nas alturas. Seu partido, o PSDB, está de olho. Já há gente no tucanato que acha que ele seria um nome muito bom para o Governo. A questão é: até quando esse namoro com a população vai durar?

ALGUNS PODEM, OUTROS NÃO!

Fosse um Zé Ninguém, o nome já estaria publicado e seria de conhecimento de todos. Mas como é uma  ex “alta funcionária” da Secretaria de Finanças do Estado, a Sefin, praticando falcatruas, aí tudo fica em segredo mesmo. Uma operação do Ministério Público, desencadeada ontem, esclareceu o caso de uma servidora do Estado que exigia “comissão” (também conhecida no mundo do crime como propina ou corrupção), para liberar valores a quem tinha direito colegas seus, também funcionários públicos. A Operação Caronte (um nome tirado da mitologia grega, mais uma invenção midiática), esclareceu o caso e o está encaminhando à Justiça, como muito bem sabe fazer o MP. O que se questiona é dos motivos porque o nome da servidora está mantido em sigilo, já que o trabalho do Ministério Público só merece todos os elogios. Um dos problemas desse país é que temos castas até entre criminosos. Alguns podem ser identificados, outros não. Enfim, é o Brasil!

HINO E BANDEIRA OBRIGATÓRIOS

O prefeito Thiago Flores, de Ariquemes, que já esteve no centro de uma polêmica envolvendo os livros escolares, quando quase foi linchado pelos defensores do ensino de sexo e homossexualismo para crianças, agora assinou um outro decreto que, não com a mesma intensidade, é claro, mas certamente também será mote de debates. A intenção é das melhores: o decreto obriga as escolas, tanto as municipais quanto as particulares, a usarem as bandeiras do país, do Estado e de Ariquemes em todos os educandários e, ainda, que sejam cantados o Hino Nacional e o Hino da cidade ao menos uma vez por semana.  A intenção, segundo Thiago divulgou num vídeo pelas redes sociais, é fazer com que a atual geração recupere a identidade cívica, perdida, nos últimos tempos, destacou o Prefeito. “Tudo isso para resgatar o patriotismo que todos devemos ter, como integrantes de uma sociedade”.  Vamos ver quem primeiro vai chiar, alegando ilegalidades, exageros e todo o discurso que se ouviu durante as últimas décadas, quanto o politicamente correto era ignorar a Pátria e os símbolos nacionais. Esperemos para ver!

CASSOL NA PARADA

Em entrevista ao jornal Folha do Sul, o senador e ex governador Ivo Cassol garantiu que vai mesmo para a disputa do Governo no ano que vem. Avisou que a despeito dos problemas judiciais que enfrenta, “já há entendimentos na Justiça de que, quando não há dolo nem enriquecimento ilícito, que é o meu caso, a candidatura deve ser liberada”, disse, referindo-se à condenação sofrida por problemas ocorridos há quase 20 anos, da época em que era prefeito de Rolim de Moura e que continua pendente no STF. Crítico duro da administração estadual, Cassol continua se mantendo como um nome de grande viabilidade eleitoral. Várias pesquisas (incluindo as feitas por partidos adversários), o colocam em primeiro lugar na corrida ao Governo. Parece ter couraça de ferro o político de Rolim de Moura. Leva cacetada de todos os lados, mas cada vez parece estar mais forte eleitoralmente.

SÓ JOGADA ENSAIADA

Audiência pública para discutir a militarização das escolas em Rondônia, proposta pelo deputado Lazinho da Fetagro, teve boa presença de público, mas o público era composto apenas por pessoas contrárias à medida. Ou seja, petistas e seus aliados. Representantes do Sintero, o sindicato que defende a democracia, mas que vive só em função do próprio umbigo, nunca preocupado com o Estado, mas apenas com si mesmo e suas ideologias, fizeram discursos pesados contra a militarização. As mesmas ladainhas de sempre. Os mesmos argumentos etéreos de sempre. Nenhuma voz se elevou para defender a militarização, até porque, se a houvesse, provavelmente seria alvo de pesada vaia. Ali, o público era um só. A pergunta que se faz se relaciona com isso: qual o valor, para a coletividade, de uma audiência onde todos vão falar apenas a favor ou apenas contra? As audiências não são para que sejam detectados todos os pensamentos da sociedade, com possibilidade de que todos defendam suas pontos de vista? Quando é jogada ensaiada, essas audiências têm algum valor?

“SABE COM QUEM VOCÊ ESTÁ FALANDO?”

Continuam as reclamações sobre falta de segurança na área do Espaço Alternativo - Por Sérgio Pires - Gente de Opinião

Continuam as (muitas) reclamações sobre falta de segurança na área do Espaço Alternativo, principalmente nas noites de finais de semana. Sextas e sábados (às vezes também nos domingos), a marginalia toma conta do local. São bêbados vomitando e urinando por todos os cantos; jovens de ambos os sexos fazendo suas necessidades ali mesmo; garotas fazendo streap tease em cima de caminhonetas; carros em alta velocidade andando para lá e para cá; vagabundos quebrando bancos recém colocados para usar a madeira, improvisando churrasqueiras. Tudo isso acontece como ações corriqueiras nas noites e madrugadas do Espaço Alternativo, como se não houve lei nessa cidade. Não há policiamento, a não ser até determinada hora. Ali abundam os “filhinhos de papai” às dúzias, do tipo “sabe com quem você está falando?” e há quem ache que essa é uma das causas do sumiço da polícia enquanto a baderna, a vergonheira, a sacanagem, a falta de respeito comem soltas naquele local. Bem que o comando da PM poderia desmentir esses boatos, encher o local de policiais e botar todos esses vagabundos atrás das grandes. Será que é pedir demais?

PERGUNTINHA

Continuam as reclamações sobre falta de segurança na área do Espaço Alternativo - Por Sérgio Pires - Gente de Opinião

Do bolso de quem você imagina que o governo federal vai tirar dinheiro para cobrir o enorme rombo das contas públicas, que pode chegar perto de 170 bilhões de reais?

Continuam as reclamações sobre falta de segurança na área do Espaço Alternativo - Por Sérgio Pires - Gente de Opinião
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