Porto Velho,
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CHUTANDO O BALDE

William Haverly Martins é professor, escritor, vice-presidente da ACRM (Associação Cultural Rio Madeira), ex-presidente da ACLER (Academia de Letras de Rondônia), membro da AHMFPB (Academia de História Militar Forte Príncipe da Beira), fundador da ARL (Academia Rondoniense de Letras), onde ocupa a cadeira número três e recebeu o título de Presidente de Honra. Contato (williamhaverly@gmail.com).

CHUTANDO O BALDE: SEM POLITICAGEM

09/11/2017 - [17:06] - Opinião

 

SEM POLITICAGEM
 

William Haverly Martins

A pesquisa projetando o intercâmbio comercial de Rondônia com o Peru e demais países das Américas, vem desde o projeto rodoviário do engenheiro peruano Yedo Laza, em 1944. Por esse projeto, a BR 29 se originaria em Limeira, na confluência com a Via Anhanguera, percorreria São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Acre, num percurso de 3.306 km. De Rio Branco prosseguiria até alcançar o Pacífico, no litoral do Peru, totalizando 4.099 Km de extensão. Na cidade de Porto Velho, a BR 29 (364) faria conexão com a BR 319 até Manaus (887 Km) e de lá para Boa Vista, pela BR 174, alcançando o Caribe, via Venezuela.

Entretanto só na década de 1960, a BR 29, na região de Mato Grosso e Rondônia  foi aberta e inaugurada, simbolicamente, em 13 de janeiro de 1961, por Juscelino Kubitschek, em solenidade simples na cidade de Cuiabá. No entanto a consolidação da rodovia, que depois seria renomeada para BR 364, só viria a ocorrer com a criação do 5º BEC (1965/1966) e a chegada ao governo do Território Federal de Rondônia, do coronel Jorge Teixeira de Oliveira. Teixeirão inaugurou a pavimentação do referido trecho (1.300 Km), em 1983, ligando Rondônia e o resto do Brasil ao Amazonas pela BR 319. O asfalto, depois de algum tempo, se estendeu até a Rio Branco e a Cruzeiro do Sul pela BR 317.

O governo militar, tão injustamente criticado, integrou a Amazônia ao Brasil (BR 364 + BR 319) e, se os presidentes corruptos, que sucederam os militares, tivessem feito o trabalho de casa, sem ganância, sem as famigeradas propinas, Rondônia e vários outros estados brasileiros estariam interligados por rodovias, quiçá por ferrovias, aos países da América do Sul, Central e Norte. São mais de 30 anos de projetos inacabados, feitos unicamente para alimentar a corrupção de empresários e gestores públicos, com o aval de algumas quadrilhas instaladas no Congresso.

A BR 319 foi abandonada e acabou em 1988. Segundo os moradores da região, ela foi criminosamente destruída com dinamite, sob vistas grossas das autoridades da época. Quase 40 anos de inoperância. A ponte do Abunã se arrasta lentamente; a que pretende chegar à Bolívia, ligando a BR 425 às rodovias bolivianas, também segue no mesmo ritmo.

Fizemos todo esse preâmbulo histórico apenas para comentar a propaganda de campanha do senador Raupp e esposa, prometendo a internacionalização do aeroporto de Porto Velho. É bom que se diga que o referido aeroporto, desde fevereiro de 2002, foi denominado Aeroporto Internacional de Porto Velho Governador Jorge Teixeira de Oliveira, pomposamente chamado deInternacional, sem sequer ter recebido um único voo internacional, até hoje.

São mais de 15 anos de enganação; onde será que estava o casal que responde por duas cadeiras no Congresso Brasileiro. O coronel Jorge Teixeira de Oliveira, um homem chamado trabalho, deve estar se revirando na tumba, com tanta corrupção e politicagem.

Como as eleições estão chegando, o esperto casal Raupp atropela o PR, que administra a Infraero, mexe com a vaidade dos rondonianos e se adianta aos demais, prometendo o que não pode cumprir: infra estrutura adequada a voos internacionais e incentivo ao intercâmbio comercial de Rondônia com os outros países das américas.  

É bom lembrar que o senador Valdir Raupp,no âmbito da Lava Jato, é réu em cinco processos, o que significa dizer que o STF aceitou cinco denúncias contra o excelentíssimo senhor senador. No entanto, o senador já é réu em outras três ações penais, envolvendo outras acusações: um líder, em número de processos.

Se o Brasil fosse um país sério, se a justiça da Suprema Corte fosse isenta e rápida, ele já estaria na cadeia, ou, no mínimo, respondendo em liberdade, com tornozeleira eletrônica, fora do Senado, proibido de fazer promessas de palanque, sem direito a ingerências políticas. Mas esse é o país da impunidade, do tudo pode.

Embora o fuzil do eleitor tenha vasta munição, o tiro certeiro deve ter o cartucho carregado com votos em gente nova, de respeito, comprometida com o povo e a pátria. Esta é a hora da mudança, em todos os níveis.


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