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CHUTANDO O BALDE

William Haverly Martins é professor, escritor, vice-presidente da ACRM (Associação Cultural Rio Madeira), ex-presidente da ACLER (Academia de Letras de Rondônia), membro da AHMFPB (Academia de História Militar Forte Príncipe da Beira), fundador da ARL (Academia Rondoniense de Letras), onde ocupa a cadeira número três e recebeu o título de Presidente de Honra. Contato (williamhaverly@gmail.com).

CHUTANDO O BALDE: QUE PAÍS É ESSE?

08/09/2017 - [14:58] - Opinião

 

QUE PAÍS É ESSE?

 

William Haverly Martins

Nesta semana,estava inclinado a chutar o balde sobre amenidades, como o descaso das nossas autoridades constituídas pelo lançamento simbólico da Semana da Pátria, mas os fatos gravíssimos surgidos no decorrer dos dias me obrigaram a continuar escrevendo sobre propina, corrupção e os poderes da República, fazendo-me sentir como se fosse um braço emperrado de uma velha eletrola, sobre disco de vinil, tocando a mesma música de Renato Russo: Que país é esse?

Marcelo Calero (ex-ministro da educação) perguntou nas redes sociais: Que República é essa?

Se foi revoltante assistir o deputado Rocha Loures fugindo com uma mala de dinheiro, supostamente para dividir com o presidente da República; se foi escandaloso assistir, em TV aberta, os deputados mato-grossenses recebendo uma mesada governamental de 50 mil reais em espécie, que adjetivos usar para as malas e caixas do ex-ministro Geddel Vieira Lima, com mais de 51 milhões de reais, encontradas num apartamento usado por ele, em Salvador, para esconder propinas?

Revolta saber que todos esses pilantras estão soltos, rindo da nossa cara, revolta mais ainda a passividade do povo brasileiro diante de tanta safadeza com o dinheiro público. Revolta a cara de pau do Ministro da Fazenda dizendo que vai aumentar impostos. Os preços dos combustíveis foram majorados sem muito questionamento popular. A reforma da previdência é fato consumado. E o que se vê de malversação do dinheiro público é apenas a ponta do iceberg.

Antônio Palloci Filho, em depoimento espontâneo, disse ao juiz Sérgio Moro, que a quadrilha do PT, denunciada pelo procurador geral ao STF, em determinado momento, recebeu da Odebrecht 300 milhões de reais, além de apartamentos e terrenos, para usar no projeto petista de perpetuação no poder. Isso sem contar outras maracutaias, envolvendo o pré-sal.

Os novos áudios, entregues ao MPF por Joesley Batista, da JBS, causaram um verdadeiro tsunami, com pretensões, segundo ele próprio, de varrer do mapa republicano o STF e o Executivo, já que o Legislativo, no dizer das gravações do depoente, havia sido moído pela Odebrecht.

Se Temer era o destino da mala de dinheiro do deputado Loures e é cúmplice nos milhões do Geddel, fica fácil moer o Executivo; entretanto, quanto aos ministros do STF, depende do depoimento do Zé (ex-ministro da justiça, José Eduardo Cardoso), confirmando a participação de alguns nas propinas da JBS. Toda essa sujeira servirá de munição para uma Intervenção Cívico-Militar, baseada em especial interpretação do art. 142 da Constituição Brasileira, nos moldes da feita por Ricardo Lewandowski e Renan Calheiros, quando devolveram os direitos políticos a Dilma Roussef, contrariando a hermenêutica e os doutrinadores. Neste país, tudo pode...

Uma Intervenção Cívico Militar, autorizada pela parte íntegra do STF, recolocaria o país nos trilhos, marcaria eleições para depois das reformas tributária, fiscal, judiciária e política; enfim, escreveria uma nova Constituição, instituindo o regime semipresidencialista.

O povo estupefato e incrédulo, ideologicamente à direita ou à esquerda do sistema, não tem forças, nem com dezenas de eleições, para acabar com tanta safadeza, via voto. Só um partido, o único ainda confiável, pode devolver a esperança ao povo brasileiro: PEB (Partido do Exército Brasileiro). A República Federativa está afundando num mar de detritos, aguardando o bote salva-vidas da República da Espada!

O verde é a cor que caracteriza a esperança. E estamos falando de esperança de esperançar, como dizia Paulo Freire, um verbo que não aceita conjugação, nem espera, mas clama por ação.


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