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Anísio Gorayeb

Anísio Gorayeb Filho é colaborador do Gente de Opinião, natural de Porto Velho, economista, jornalista (Reg. No. 1058/DRT-RO), e funcionário publico. Apresenta programa nas rádios Transamazônica FM e Cultura FM, e o quadro “Historias da Nossa Terra” no programa VIVA PORTO VELHO, que vai ao ar todos os domingos às 12 (meio dia) pela Rede TV. E-mail: anisiogorayeb@hotmail.com

MODA DOS ANOS 60 E 70

03/06/2010 - [10:04] - História



Nossa pacata Porto Velho dos anos 60 e 70 era bem diferente de hoje. Era uma cidade tranqüila, e podemos considerar que era também bastante atrasada em relação às outras capitais. Somente em 1974 inaugurou a primeira emissora de televisão, a TV Rondônia. A programação também era bastante atrasada. Os capítulos das novelas chegavam de avião, caso ocorresse algum problema o capitulo repetia pelo menos quatro ou cinco vezes.

As novidades por aqui eram conhecidas através das rádios. Porém as fotos daquilo que era novidade, ou que estava na moda, só conhecíamos através da revistas: O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos. Estas revistas eram vendidas na banca do Sr. Cidrão que ficava na Rua José de Alencar ao lado do Edifício Feitosa.

 

Roberto Carlos, Wanderleia e Erasmo Carlos em 1965, na época do Programa Jovem Guarda. (Fonte:suppidesigns.com.br)

Em 1965 surgiu na TV Record, um programa apresentado nas tardes de domingo chamado “Jovem Guarda”. Este programa era comandado pelos cantores: Roberto Carlos, Wanderléia e Erasmo Carlos. Estes três ídolos da juventude passaram a ser um referencial de moda dos anos 60. Tudo que usavam na televisão era copiado.

Como relatei anteriormente, aqui não havia televisão, então aguardávamos ansiosamente as revistas para nos atualizarmos da moda usada pelos nossos ídolos. Às vezes copiávamos os modelos das capas dos discos.
 

Roberto Carlos no tempo de “O Calhambeque”.
Roberto Carlos no tempo de “O Calhambeque”.
(Fonte: jovemguarda.com)

A primeira moda que surgiu e eu comecei a acompanhar, foram as calças apertadas e as blusas de cetim, imitando a foto do Roberto Carlos na época do sucesso da musica “O Calhambeque”. Os cabelos no inicio da Jovem Guarda não eram tão grandes. Eram até certo ponto comportados, pois se observarmos as fotos dos nossos ídolos à época, estavam sempre penteados. Somente no final dos anos 60 foi que o cabelo grande passou a ser mais usado pelos jovens.

O tempo da Jovem Guarda coincidiu também com o surgimento dos Beatles, e em conseqüência disso, algumas musicas que fizeram sucesso, eram versões das musicas dos jovens de Liverpool. Foi assim também que surgiram muitos grupos musicais tentando imitá-los: Renato e Seus Blue Caps, Os Incríveis, Golden Boys, The Fevers e outros.                       

Logo depois surgiu a calca “banda de asa”, porem não teve muito sucesso, foi uma moda que não pegou. A calça “banda de asa” tinha uma cor na frente e outra atrás, geralmente azul e branco que eram as cores preferidas do grande ídolo Roberto Carlos.

 

Calças boca de sino, cabelo “black power e sapato cavalo de aço. Sucessos
(Fonte: mundodastribos.com)


Porém o sucesso mesmo eram as calcas “boca de sino”, que surgiram no inicio dos anos 70. Originalmente as calças jeans vinham com a boca pequena, e para que pudessem ficar com a “boca de sino”, íamos ao nosso amigo Mariano Manaíba, que morava na Rua Almirante Barroso, onde hoje está localizado o Hotel Regina.

Mariano costurava muito bem, e era especialista em fazer estas bocas largas. Ele adaptava um remendo na boca da calça em forma de cone, tornando-a mais larga. Muitos até exageravam na largura da “boca de sino”. O mais interessante, é que as calças novas tinham uma cor mais escura e o remendo era feito com um jeans mais claro, já bastante desbotado, mostrando assim que foi alargado. O charme era exibir a “nesga”, nome dado a esta adaptação.

 

John Travolta no filme    
“0s Embalos de sábado à noite”,
e Sonia Braga na novela “Dancin Days”. Abaixo à direita, a meia que fez muito sucesso. (Fonte: mundodastribos.com e chicklist.com)

 

No inicio dos anos 70 surgiu à moda influenciada pelas danceterias americanas. A “Black Music” (musica negra), que surgia com muita força. A moda então passou a ser o cabelo “black power”. Os negros fizeram muito sucesso com suas grandes cabeleiras. Algumas mulheres iam ao cabeleireiro para encaracolar os cabelos. Nada de escova ou chapinha para alisar os cabelos. A onda era usar uma grande cabeleira, também chamada de “juba”.

Junto com estas grandes cabeleiras surgiram também as camisas com estampas coloridas e os sapatos “cavalo de aço”. Estes sapatos foram a grande alegria dos baixinhos, pois alguns tinham saltos com mais de 12 cm de altura. Eram verdadeiras plataformas usadas por homens e mulheres.

Na época das discotecas, em 1977 foi lançado o filme “Os embalos de sábado a noite”, que tornou-se a maior bilheteria dos musicais de todos os tempos. O ator John Travolta era o protagonista do filme. Desde então surgiram os concursos de danças em todas as danceterias do país. Um enorme sucesso também foi sua trilha musical, pois as musicas interpretadas pelo conjunto americano Bee Gees ocupou por muito tempo as paradas de sucesso.

Pegando carona nesta onda, a Rede Globo estreou no final dos anos 70, a novela “Dancing Days”, de autoria do escritor Gilberto Braga e que tinha Sonia Braga como atriz principal.  A novela foi um grande sucesso, pois muitas cenas eram gravadas em uma danceteria. Esta novela também lançou moda, quando a personagem de Sonia, Julia, apareceu dançando de salto alto usando uma meia colorida. A meia virou uma verdadeira “febre” entre as mulheres.

Bons tempos, nossos verdadeiros anos dourados. Mesmo com os atrasos era tudo muito divertido naquela época.

Ainda bem que sempre realizam festas com músicas dos anos 70 pra matar um pouco as saudades... Vamos aguardar a próxima.

Que Deus nos abençoe sempre.

Abraço a todos...

 

                                                              ANISIO GORAYEB

 

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